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29 de outubro: Dia Mundial de Prevenção ao AVC

Enviado em 29 de outubro de 2015 | No programa: Ação Planeta | Escrito por Ana Cláudia Faccin | Publicado por Juliana Chagas

Ana Cláudia Faccin com sua mãe

Eu e minha mãe antes do AVC

Era uma manhã normal, como outra qualquer. Eu havia chegado na rádio pra apresentar o programa Ação Planeta e já estava quase entrando no ar. De repente meu celular tocou. Estranhei receber a ligação do meu pai. Geralmente era minha mãe quem me ligava e, mesmo assim, nunca tão cedo. Sua notícia veio seguida de um pedido de socorro: “Filha, a mamãe passou mal. Corre pra cá, por favor.”

Quando cheguei na casa deles, encontrei uma cena que por mais que eu tente não sai da minha cabeça: o carro do SAMU parado na calçada e os portões escancarados. Corri que nem louca e encontrei minha mãe sendo socorrida e de longe, visualizei sua mão tortinha: “Um AVC”, pensei eu. Gritei por ela, ela me viu, tentou estender a mão, perdendo os sentidos e começou a vomitar.

A partir daquele momento, começaríamos a conviver com o Acidente Vascular Cerebral, a segunda principal causa de mortes no mundo, afetando mais de 20 milhões na Terra. No caso da minha mãe, aos 58 anos de idade, um AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico), aconteceu em sua veia carótida esquerda, paralisando todo seu lado direito e tirando sua possibilidade de falar.

Alerta

eu e mama depois avc

Eu e minha mãe depois do AVC

Eu resolvi publicar este texto porque quero muito fazer alguma coisa pelas pessoas propensas a sofrer um AVC e acho que a melhor coisa que posso fazer é tornar público o que passamos e deixar esta mensagem de alerta. Hoje, se vejo alguém passando mal, fico desesperada e tento dizer: vá ao médico, por favor.

Sabe, o nosso corpo dá sinais e nem sempre damos bola. Quando fico lembrando do caso da minha mãe, acho que o corpo dela dava sinais há muito tempo. Por vezes era um mal estar, uma tontura ou uma forte dor de cabeça. Minha mãe era hipertensa, tinha colesterol alto, sedentária e fumava. Não era de comer muito e nunca teve um peso alto, mas não comia de acordo, não fazia uma caminhada ou qualquer exercício físico. 

Eu acho que não vale a pena pagar o preço de se arriscar. Atualmente, aos 60 anos, minha mãe vive 80% de seus dias em uma cama e depende da gente pra tudo: comer, se vestir, tomar banho, etc. Eu fico às vezes tentando imaginar o que ela pensa, se ela levaria uma vida diferente caso tivesse mais uma chance de se cuidar. É claro que ela optaria por uma vida mais saudável, sem menos riscos.

O AVC é algo que acontece subitamente, mas dá pra identificar momentos antes, se a pessoa souber de alguns sintomas, como por exemplo a perda da força do rosto ou formigamento do braço ou perna de um lado do corpo, perda súbita de visão de um olho ou os dois, dificuldade de falar ou pronunciar palavras, uma forte dor de cabeça, vertigem, vômito, etc.

Se você sentir alguma sensação parecida, ao invés de esperar passar, corra pro hospital ou avise alguém que possa levar você. O atendimento rápido pode salvar sua vida ou diminuir as sequelas.

Cuide-se

É muito relativo dizer: cuide-se. Ou dizer: ame-se. Isso é evidente que precisamos fazer. Mas quase sempre nos rendemos às tentações do dia-a-dia como a comida, a bebida, o açúcar, o sedentarismo, etc. Por isso, resumi em alguns itens o que devemos fazer para ter uma vida saudável, o que não só reduz o risco de ter um AVC, como qualquer outra doença que possa mudar ou acabar com a sua vida:

  • Exercitar-se e alimentar-se bem:

Essas duas ações são aliadas e ajudam no monitoramento do peso e na redução do colesterol. Parece bobagem, mas para quem tem hipertensão e colesterol alto, esses são santos remédios. Não precisa ser aquelas pessoas que não saem de academia, mas caminhar umas duas vezes por semana, fazer natação ou hidroginástica, já está de bom tamanho.

Com a alimentação é a mesma coisa. Não é à toa que a expressão “O peixe morre pela boca” é tão utilizada. Minha mãe comia pouco, mas adora uma manteiga “Aviação”, comia no pão como se fosse queijo (em pedaços). Uma quantia de manteiga pode ser insignificante no dia, mas para quem tem colesterol alto isso passa a ser uma bomba. Uma alimentação leve, com carnes magras, sucos e menos açúcar, o que inclui massas, é o ideal para quem quer evitar o AVC.

mesa do café da manhã

E por último, e não menos importante, vem o cigarro. Se você fuma, vou pedir o que eu nunca tive coragem de pedir para minha mãe: Pare de Fumar!

Se você leu até este último parágrafo, eu só tenho que agradecer. Cada palavra que escrevi neste texto vai além da intenção de informar: é com a esperança que nem você e nem ninguém que você ama precise passar por momentos tão dolorosos: foi com a esperança de que você também repasse a quem você ama, mesmo que esta pessoa seja você mesmo.

Obrigada!

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