QUER RECEBER NOSSAS NOTÍCIAS EXCLUSIVAS?

“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

Artigos

Aborto e estupro

Enviado em 22 de março de 2016 | No programa: Momento Espírita | Escrito por Onivaldo José da Silva | Publicado por Juliana Chagas

Mulher sentada som cabeça encostada nas mãosO título acima é assunto antigo, delicado, complexo e muito polêmico e nos leva mais uma vez a refletir sobre suas consequências na nossa vida existencial. Não podemos falar da vida sem questionar quando e onde ela começa.

A gravidez planejada é um ato de amor e é também o objetivo da mulher para alcançar a maternidade. O aborto ao contrário, é a interrupção de qualquer gravidez, que pode acontecer de forma natural ou provocada, resultando no impedimento de surgir nova vida.

Porém, quando ocorre um estupro que é a prática sexual não consensual, imposta por meio da violência, logo um mal, pode ocorrer uma gravidez indesejada.

Como resolver o problema levando-se em consideração os interesses envolvidos, seja da gestante ou do nascituro? Seria justo obrigarmos qualquer mulher continuar uma gravidez que ela não planejou; fruto de um relacionamento sexual indesejado e violento?

O aborto existe e é praticado em muitas nações ao redor do mundo, seguindo leis ou  normas localmente estabelecidas.

Na legislação brasileira o aborto é tipificado como crime, exceto em determinadas situações. O código penal em vigor não pune o aborto praticado por médico quando não há outro meio de “salvar a vida da gestante”; ou se a gravidez resultou de estupro. Neste caso o aborto é precedido de consentimento da gestante, e quando incapaz, pelo seu representante legal, ou por determinação judicial, como aconteceu com uma menina pernambucana de apenas nove anos que foi violentada sexualmente pelo seu padrasto.

Questiona-se ainda hoje a decisão da mulher de prosseguir a gestação, respeitando o direito à vida do nascituro, ou optar pelo aborto julgando ser seu direito interromper a gravidez indesejada.

As opiniões divergem sobre conceitos de liberdade, direito de decisão da mulher, direito à vida, este último de suma importância, porque não há consenso em determinar quando ela começa, quando analisados sob a visão biológica, filosófica, jurídica ou religiosa.

Neste mundo de provas e expiações, onde o mal predomina, o estupro é um mal que tem sua causa na influência da matéria sobre o Espírito, além do total desrespeito à lei divina, que todos sentem intuitivamente, comprovando a inferioridade moral da humanidade terrena.

Existem instituições e pessoas que defendem o aborto bem como outras que o condenam.

A Doutrina Espírita é a favor da vida, o maior direito natural do ser humano, mas admite o aborto quando há risco de vida para a gestante. Sabemos que o Espírito é imortal e pré-existente antes de qualquer reencarnação. Portanto todos os Espíritos ao passarem por uma experiência de aborto, poderão escolher outro corpo físico em tantas oportunidade quantas forem necessárias, para continuarem suas trajetórias evolutivas, conforme descrito em “O Livro dos Espíritos”, na questão 344 e seguintes.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

Deixe seu comentário: