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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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Aborto e Perdão

Enviado em 29 de março de 2016 | No programa: Alma Querida | Escrito por Dora Martins | Publicado por Juliana Chagas

 

bebê segurando mão de adulto

Ao receber este tema, fui tocada por uma reflexão que me acompanha. Remete a uma vida que estava programada, e que morreu antes de nascer. Da morte da expectativa pela rejeição. Não por fatalidade, mas por motivos alheios a realidade de um ser espiritualmente em evolução. A questão é que ainda não foi despertado neste ser esta verdade suprema – por isso encontra justificativas das mais diversas para cometer este delito.

Porém, como alerta Joana de Ângelis pela mediunidade de nosso querido Chico Xavier: “nenhum argumento justifica o aborto provocado pela falta de compromisso ou responsabilidade”, exceto por motivos involuntários, movidos por força de circunstancias criados pelo próprio Espírito, como ensinou Meimei  (Praça da Amizade, Espíritos Diversos, por Chico Xavier).

Dentro da Doutrina, o entendimento é unanime quanto a extensão e intensidade das consequências desta prática, graças as abordagens dentro dos diversos aspectos trazidos por Espíritos benfeitores da codificação kardequiana  à  Emmanuel – somados aos estudos dos renomados irmãos encarnados, alguns dos quais já retornaram à Pátria espiritual, como a nobre Dra. Marlene, veemente defensora de gestação anencéfala.

Na maioria dos casos de aborto, a contracepção não interrompe as ligações entre os Espíritos, ou seja, da mãe para com o filho, como ensina Joanna de Ângelis em Alerta, de Divaldo Pereira Franco, de forma que este descomprometimento com a lei divina resulta em uma série de consequências psicofísicas, ou seja, moléstias no corpo e no espírito, que podem acometer a mulher ou casal ( Evolução em Dois Mundos, André Luiz, psicografia de Francisco e Waldo Vieira – FEB. 2ª parte, cap. XIV ).

Ao interromper a vida embrionária, a mãe estará rompendo também os tratados espirituais anterior à própria concepção, em qualquer período de fecundação. Os resultados são dos mais variadas, tanto para o Espírito expurgado, que poderá recrudescer devido à descontinuidade de seu projeto vida, como para o encarnado, que estará submetido a receber toda a carga desta revolta por meio de reações obsessivas. É o caso, por exemplo, de um Espírito vitima de um desafeto do passado, que aceitou promover um encontro de ajustes em nova encarnação, como filho deste adversário, como nos faz refletir Emmanuel, em Vida e Sexo. Por sentir-se traído, poderá potencializar e destilar sua ira contra os iludidos irmãos.  Esta é benção da ampla  e macro visão que a Doutrina Espírita incessantemente nos oferta.

No campo das experiências, recentemente uma ouvinte do programa “Alma Querida”, nos escreveu relatando que seu irmão adotado nascera com algumas deficiências físicas que o levara a óbito aos sete anos de idade. Quando procurada, a mãe biológica confessou que tentou de tudo para abortá-lo. Estas nocivas tentativas, provocaram as sequelas que fizeram com que este garoto – nesta vida – não soubesse  o que é correr, andar,  ou  brincar. Como se nota, o resultado pode não se resumir na abrupta interrupção da gravidez, mas pode provocar outro resultado dramático, a exemplo do que a nossa querida ouvinte experimentou. Esta mãe, ainda que tenha doado seu filho, teve que conviver com o desfecho doloroso de sua ação.

Já nas sessões de terapia, nos deparamos com analisandas que se encorajam em revelar que também foram rés (e vítimas) desta prática. As justificativas são das mais diversas. No entanto, quando relatam com lágrimas de sufocante culpa, podemos sentir, quase empiricamente, os sentimentos, fraquezas, e dores destas desconsoladas mulheres

Diante da fragilidade que as acometeram, estas criaturas carecem de nosso apoio. Especialmente as que tomaram conhecimento da Doutrina Espírita, após cometerem este engano em suas vidas, eis que escaparam da penalidade humana, mas descobriram que ainda lhes restam o pagamento do “último ceitil ” diante da soberana legislação.

Para isso, recorremos ao segundo e mais belo tema deste artigo, o remédio chamado PERDÃO. Tudo concorre para o bem, como nos disse o destemido Paulo de Tarso, assim o aborto também tem seu remédio no perdão, um nexo causal de maneira tal que um não pode existir sem o outro.  Em outras palavras: onde há a transgressão e o arrependimento, há a misericórdia Divina.

Jesus nos advertiu: “aquele que não tiver pecado….” e vocês já sabem o resto. Quem somos nós para atirar pedras na direção destes Espíritos em ascensão?! O mestre ainda nos apaziguou com a consoladora verdade: “o amor cobre multidão de pecados”. (1a. Epístola de Pedro). Este é mais um sublime alento que salva a todos, ou olvidamos que também podemos ter sido autores de atentados cometidos conosco ou com outras pessoas, nesta, ou em outra existência (que por benevolência divina esquecemos). Permita-nos parafrasear mais uma recomendação do Nazareno: “Vais, e ao invés de pecar, ame os pequeninos alheios praticando a caridade o quanto puder”.

Estas máximas cristãs configuram verdadeiro tratado a favor destes irmãos, uma vez que “os sãos não precisam de médicos; e com o remédio da prática do amor, verdadeira tábua de salvação frente à Lei do retorno, eles são dignos de receberem – não pedras de julgamentos, mas flores de compreensão.

 

Foto ilustrativa: www.freeimages.com

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