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Adulto ou criança?

Enviado em 25 de abril de 2016 | No programa: Desafios e Soluções | Escrito por Mário Mas | Publicado por Juliana Chagas

Roberto é um profissional competente, boa formação, dá conta de seu trabalho e é reconhecido por isso.

Criança olhando para o lado

 

Seu trabalho consiste em gerenciar uma equipe operacional. Dá-se bem com seus colaboradores, não tem dificuldade em dar orientação e chamar a atenção quando necessário. Seu problema acontece quando tem que falar com alguma autoridade, fica nervoso, com sudorese, não consegue se expressar direito, parece uma criança assustada. Por isso, procura evitar o contato com seu diretor, coisa que nem sempre é possível.

O que ocorre é que quando ele era criança foi muito criticado por seu pai, que não pensava muito para xingar e dar algumas chineladas. Ele tinha que engolir tudo aquilo sem protestar para não ficar pior. A figura do pai representava castigo, repreensão, autoridade, submissão. Aprendeu a escutar e calar para se preservar. Estendeu este aprendizado e comportamento para a vida adulta.

Vivia esse tormento em todo lugar, se fosse devolver um produto com defeito na loja, e o vendedor falasse um pouco mais alto, recuava. Se queria reclamar no restaurante que o prato que pediu não estava do jeito que queria, desistia e acabava comendo descontente. Toda situação que tinha alguém que representava autoridade, sua criança assustada surgia. É como se vivesse no mesmo corpo um adulto e uma criança disputando quem iria falar.

Através de um exercício, Roberto se imaginou voltando à infância para dar voz aquela criança assustada. Ele pode se imaginar conversando com o pai autoritário e expressando o que pensava. É como se estivesse falando com o pai todas as vezes que quis falar e não pode. Este “resgate da fala” tirou os nós que o prendiam no passado.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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