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Amizade: virtude quase rara!!!

Enviado em 23 de junho de 2017 | No programa: Espiritismo: Uma Luz Para Nossos Dias | Escrito por André Luis Chiarini Villar | Publicado por Juliana Chagas

Duas mulheres de costas, abraçadasNeste diálogo dessa semana, iremos tecer alguns comentários. A “amizade”, por exemplo, é um bom exemplo de virtude que anda bem esquecida por todos. E no meio Espírita Cristão não é diferente: eu noto com tanta tristeza que o sentimento da amizade já não tem mais importância alguma para nós. Estamos preocupados exclusivamente conosco e com nossos interesses mesquinhos, na maioria das vezes.

E por não haver amizade também não se há respeito, tolerância. É engraçado que muitos oradores e dirigentes de Centros Espíritas falam de amizade e de caridade com uma profundidade e domínio do assunto. Mas quando notamos suas vidas pessoais, nada daquilo é vivenciado. Como que pode se falar e pregar algo, e se viver o contrário? Não estamos nos apercebendo, mas esta tática é das trevas. E visa que caiamos na descrença.

Temos que tomar o máximo de cuidado para não sermos os novos “fariseus”, ou os “escribas” de outrora. Está na hora de sermos Cristãos e depois os Espíritas; está na hora de vivermos mais o que tanto ensinamos para os outros. De que adianta sermos grandes oradores, se não sabemos estender as mãos aos necessitados? Do que adianta ser um grande passista, se não sabemos falar algo de doce ao nosso próximo? Vejo sim muita conversa em nossos meios. E pouca ação.

Chico Xavier foi um líder religioso totalmente diferente, sem querer ser líder de nada; ele se preocupou primeiro em viver e depois pregar; ele se preocupou primeiro em fazer a própria reforma, e depois orientar essa reforma a outrem. Notamos uma passagem lindíssima envolvendo o apóstolo Pedro.

Conta-se que certa feita, ele estava entrando em uma sinagoga, e um andarilho lhe pediu uma esmola. Pedro leva as mãos ao bolso e nota que não tinha nada para dar ao homem. O andarilho estava sentado. Pedro estende as mãos e convida-o para se levantar, e quando o sofredor está de pé, ele diz:

– Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho lhe dou. O apóstolo então lhe dá exatamente um abraço, com muito amor e carinho. Quando é que vemos uma atitude dessas por boa parte de nossos dirigentes? Oradores? Médiuns? Vamos voltar às origens; e a nossa origem é na simplicidade, e não na ostentação que vemos a torto e a direito.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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