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“Mediunidade é a faculdade humana, natural qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos.” Centenário de J. Herculano Pires

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A arte de Viver do Passado

Enviado em 27 de agosto de 2015 | No programa: Ação Planeta | Escrito por Ana Cláudia Faccin | Publicado por Juliana Chagas

Mãos de senhor segurando fotos antigasEu dei este título ao texto “A Arte de Viver do Passado”, mas poderia dar o nome de “A Arte de Não Esquecer”. Na verdade acho que são duas frases para dizer a mesma coisa: a arte de sabotar nossa própria evolução.

É claro que essas linhas são tecidas baseadas na minha própria opinião, pelo que aprendi dentro do contexto de evolução moral e também espiritual.  Lembrando que todo ser humano é passível de erros, sendo assim, não cabe a nós o julgamento ou o apontamento de dedos, caso conheçamos alguém que não consegue (ou não quer) esquecer.

Eu vou começar com um trecho de “O Livro dos Espíritos”, especificamente na pergunta 392, quando Allan Kardec indaga: “Por que o Espírito Encarnado perde a lembrança do seu passado?”. E a resposta, reduzida claro, é esta: “…o homem ficaria ofuscado como  aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz. Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo.”

Bom, se de uma encarnação para a outra, é de tanta importância que esqueçamos nossas vidas passadas para que nossa evolução terrena não seja prejudicada, é claro que o esquecimento de alguns acontecimentos ou sentimentos nesta encarnação devem ser moldados de forma que não atrapalhe a nossa existência.

Uma vez uma amiga me disse: “Mas não dá para tirar da nossa memória as coisas marcantes, os sentimentos, as coisas boas, as coisas ruins.”

É claro que não dá! Seria ótimo se apertássemos aquele botão do reset na nossa memória, mas acredito que a proposta seja trabalhar tudo isso de uma forma, que não machuque, ou que não te deixe parado no tempo, assim como uma estátua que fica debaixo do sol, debaixo da chuva, servindo de banheiro para os pombos e encosto para as pessoas, sendo degradada com o passar do tempo, ficando velha sozinha enquanto todos vivem no coletivo.

É esta a imagem que vem na minha cabeça quando imagino uma vida estagnada ao passado e enquanto isso, a energia flui, os propósitos os quais você se prontificou estão parados e as pessoas ao seu redor estão em plena forma de realização.

Ser preso a um passado é algo como estar preso numa corrente, sem ao menos ter tentado soltá-la, pela comodidade, pelo prazer de saborear das mesmas sensações o tempo inteiro, pela expectativa de que tudo volte a ser como antes. Mas, para você, existe uma chocante verdade: a vida nunca mais será como antes!

A vida nunca mais será como antes porque algumas pessoas partem, porque algumas pessoas deixarão de te amar ou te querer por perto, porque outras irão chegar e porque sim! Porque existe um mundo de possibilidades a ser explorado, para sentir, para rir e chorar, e não há justificativa para ainda se submeter ao gosto de patinar num emaranhado de recordações que não fazem mais sentido algum pra ninguém, tampouco pra você.

Mudar de Rumo

Mudar é doloroso. Requer desapego a pessoas e a coisas. Mudar pede que você saia da sua zona de conforto. Mudar vai te deixar em exposição e espero que você sinta orgulho disso. Talvez num ato de covardia, o que fica dentro de você são aquelas coisas do tipo: “Não adianta: sempre vou amá-lo”. Ou “Perdi a minha referência desde que meu pai morreu.” Ou ainda: “Poxa, aquele emprego foi o melhor que tive.”.

Mas ali, um pouco mais à frente, se você se permitir caminhar pra este lado, claro, existe um novo amor, uma nova referência e existe uma oportunidade maravilhosa esperando você chegar até ela. Basta dar o primeiro passo pra começar a caminhar.

Não acho que você deve continuar ofuscado ou ofuscada por tudo que foi bom no passado. Ou por tudo o que foi ruim. Sei que não pediu o meu conselho, mas mesmo assim, eu gostaria de deixá-lo pra você: por favor, permita-se! E você vai ver como eu não estou errada!

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

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