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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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A Arte de Ensinar – Importância do Professor

Enviado em 19 de setembro de 2013 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Rádio Boa Nova

Na sala de aula, professora ensina duas criançasContinuamos a destacar as datas comemorativas do mês de outubro.

No programa Rádio Revista André Luiz a nossa atenção e reflexão esteve direcionada para a arte de ensinar, porque consideramos importante, ao menos no mês em que se comemora o dia do professor, relembrar o que é ensinar.

Se considerarmos que ensinar pode ser um sinônimo de educar, temos que  educação é toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de despertar um processo de evolução. Educar é pois elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar o progresso integral do ser e essa relação educativa pode se dar em qualquer relação humana, ou seja, não ocorre apenas entre o adulto e a criança. Pode até ser invertida: uma criança pode educar um adulto, na medida em que, sendo um Espírito mais evoluído, produza uma influência benéfica sobre ele.

Enfim, toda vez que um ser humano desperta algum bom no outro se dá um ato de Educação, tenham disso os protagonistas consciência ou não e quando se fala de educação, se evidencia o papel do professor no contexto socioeducativo. Educar é uma tarefa complexa, que exige uma carga intelectual vasta, que exige muitas vezes o saber encarar situações, o saber trabalhar com determinado contexto, o encarar desafios.

papel do professor já não é há muito tempo a mesma do passado, pois antes ele detinha “todo” conhecimento e passava aos seus alunos aquilo que havia estudado sem reflexão ou visão crítica dos conteúdos. Hoje, felizmente, podemos e devemos ensinar nossos alunos a pensar, a questionar e a aprender a discernir, para que possam construir opiniões próprias.

Para que isto ocorra o professor deve, em primeiro lugar gostar e acreditar naquilo que faz, já que, através de seus atos e ações ele servirá de modelo para seus alunos e se ele ensina a refletir, deve fazer o mesmo; se ele ensina a respeitar o próximo, deve respeitar seus alunos e assim por diante, pois o aluno é como se fosse um solo fértil, onde o professor semeia suas melhores sementes para que se produzam belos frutos. A relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos.

Um ponto importantíssimo nessa relação professor/aluno está relacionado com o comportamento dos pais em relação a ambos. O papel dos pais é a educação moral, que consiste nos valores verdadeiros da vida, pautados na Lei Natural da Vida para que o aluno possa ter reforçado esses valores no decorrer do período escolar. Não podemos, como pais, delegar a responsabilidade de educar e moralizar nossos filhos aos professores.

O professor que desempenha seu papel por vocação e com amor,  inspira o seu aluno a desenvolver-se integralmente já que o verdadeiro objetivo da educação não é meramente prover informação, mas o estímulo de uma consciência interna. Algumas importantes atitudes entre tantas outras, promovem esse desenvolvimento:

– quando desperta o  potencial do aluno ao invés de reprimi-lo, elogiando o seu esforço ao invés de ignorá-lo, além de estimular  sua  curiosidade pelo saber;

– respeitando -o, sem impor seus valores pessoais, ajudando-o a descobrir seus dons, principalmente, encorajando aqueles que têm mais dificuldades;

– tentando garantir aos alunos oportunidades iguais para que cada uma aproveite de acordo com sua capacidade, potencialidade e vontade, encorajando-os a pensar, a criar, a realizar e a amar, mostrando que o mais importante é ter uma vida nobre;

– corrigindo os erros do aluno e elevando sua autoestima, mostrando-se entusiastas, enérgicos e eternamente otimistas em relação à potencialidade de seus alunos, acreditando que um relacionamento positivo entre aluno e professor se origina através do respeito;

poder da educação é proporcional à grandeza do amor do educador pelo educando, à sua capacidade de renúncia e doação, ao seu interesse legítimo pela felicidade do outro. A educação é tanto mais poderosa quanto mais reconhece a liberdade do educando de aceitar ou não a sua influência. Esse reconhecimento não é indiferença, pois o poder da educação é também proporcional ao esforço empregado para ajudar o educando a encontrar seus caminhos.

Os pais, por sua vez, que são os maiores responsáveis pelo desenvolvimento moral dos filhos, não devem considerar dispensável o seu engajamento também no progresso intelectual de seus filhos. Assim, as seguintes características podem se aplicar a pais e professores e a qualquer um que pretenda exercer uma função educativa:

– autoridade moral que não se impõe, mas conquista-se pela vida reta, pela renúncia aos vícios morais e até às futilidades;

– religiosidade que racionaliza a fé e eleva o sentimento. Sem legítima religiosidade, não há verdadeira moralidade;

– equilíbrio que é o domínio das próprias emoções, é a serenidade com que se enfrenta qualquer situação,  é o desapego afetivo, ou seja, é o amar profundamente sem escravizar o ser amado;

– lucidez espiritual que é uma consequência da autoridade moral e do equilíbrio. Provém da compreensão clara dos objetivos da existência e  nos dá uma bússola para guiarmos a nossa vida de acordo com aquilo que planejamos antes de nossa reencarnação;

– capacidade de observação que se caracteriza por ouvir, observar e analisar o comportamento e as reações alheias,  devendo ser empregada com tolerância, bondade e verdadeiro interesse no bem do outro e não para satisfazer uma curiosidade ou estabelecer qualquer espécie de domínio sobre o observado;

– humildade que está inteiramente ligada à capacidade honesta de observação. A maior prova de humildade do educador é constatar, através dessa observação honesta, que o Espírito que está sob a sua responsabilidade é mais evoluído que ele próprio;

– paciência para ensinar, exemplificar, repetir, esperar a frutificação e aguardar o ritmo e a vontade livre de cada educando;

– firmeza e energia para perceber que mesmo respeitando à vontade do educando, não desistir na primeira dificuldade e na primeira resistência encontrada. Só com a vontade firme, o educador terá, em primeiro lugar, êxito no aperfeiçoamento de si mesmo e depois, na contribuição que deve dar para o melhoramento do educando.

– entusiasmo pelo saber que é  a capacidade de perguntar, o impulso de pesquisar. O educando tendo naturalmente esse ímpeto, é preciso alimentá-lo com a própria chama do educando e não apagá-lo com a sua indiferença e a falsa postura de quem já sabe tudo.

Relembrando essas qualidades indispensáveis aos educadores terrenos, vamos encontrá-las em seu grau mais perfeito na personalidade de Jesus. Sua autoridade moral está baseada em apenas um poder: o poder do amor. Um poder que não se impõe, mas convida; que não violenta, mas converte e transforma os Espíritos, acordando-os para a evolução; um poder que não pune o mal, mas sacrifica-se pelo Bem, tomando sobre si todas as dores e serviços, para a todos arrastar pelo exemplo.

Era humilde, sem fraqueza ou servilismo. Enérgico com os hipócritas, firme com os falsos sábios que conduziam os simples segundo seus interesses. Sua serenidade diante dos algozes é também coragem e nobreza; seu perdão e sua doçura são manifestações de sua infinita superioridade. Indiscutivelmente, ele trouxe até nós a concepção mais alta de religiosidade que podemos alcançar. Jesus foi padrão de firmeza e dignidade. Que possamos imitá-lo tanto na condição de educadores quanto na condição de educando.

Um abraço fraterno!

 

Foto de chamada e ilustrativa: morguefile

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