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As barreiras que unem

Enviado em 9 de junho de 2017 | No programa: | Escrito por Adeilson Salles | Publicado por Rádio Boa Nova

Homem sentado em muro em meio a montanhasA dificuldade de estabelecermos limites em nossos relacionamentos é seguramente um obstáculo a nossa felicidade.

Isso acontece até nas relações conjugais, quanto mais, nas relações de amizade.

Acontece com freqüência nas relações de amizade, principalmente quando estamos fragilizados, de não delimitarmos o território que desejamos ver respeitado pelos outros.

Permitimos que as pessoas penetrem em nossa vida de tal maneira, que nos tornamos muito vulneráveis.

Esquecemo-nos que todas as pessoas têm dificuldades, e que, imperfeitas como nós, também erram.

Nos relacionamentos conjugais, se os limites não forem estabelecidos um dos dois se submeterá, muitas vezes por livre vontade, ao domínio e dependência psicológica do parceiro.

Nas relações de amizade ocorre o mesmo, é preciso estabelecer limites claros, para depois não acusarmos os outros de traição. A sabedoria popular afirma que: “tudo que é demais faz mal”.

O fato de gostarmos de alguém, deve nos levar a preservar esse relacionamento através do estabelecimento de pontos de segurança, a falta de limites estabelecidos em qualquer relação, mais cedo ou mais tarde, irá levar tal relacionamento a deterioração emocional.

As relações afetivas de qualquer natureza precisam ser cuidadas, como jóias preciosas.

É necessário amadurecermos estes conceitos interiormente, estabelecer limites não significa que aja falta de confiança das partes, mas sim, uma independência necessária e salutar.

Os relacionamentos mais duradouros vencem o tempo, justamente pelo respeito à individualidade inalienável, direito de cada ser.

Muitos não conseguem estabelecer, saudáveis barreiras psicológicas em seus relacionamentos, com isso tem sua privacidade invadida nos momentos que menos desejam, ou tornam-se reféns emocionais voluntariamente.

O casamento, por exemplo, passa por várias fases, mas a mais difícil delas é aquela em que o casal não consegue enxergar a individualidade de cada um como tempero diferente, que se aceito, ira contribuir para o amadurecimento e consequente crescimento da relação.

Casamento significa, respeitar, combinar, casar as individualidades diferentes sem violentá-las.

O tempo vai passando e felizmente a cultura de que todo casal tem o cabeça, está sendo deixada de lado, pois todo casal deve ter duas cabeças, cabeças diferentes, para a equânime felicidade dos dois.

O tempo dos holocaustos domésticos está fadado a terminar um dia, as mártires do lar estão diminuindo, está crescendo o numero de pessoas conscientes, aquelas que tem a coragem de dialogar, de lutar por sua opinião.

Quando não existe respeito nos relacionamentos, dia virá em que teremos no mundo, mais um infeliz.

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