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Até quando seguiremos os outros?

Enviado em 24 de setembro de 2014 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Rádio Boa Nova

Há, entre nós, a tendência em seguir modelos. Gostamos de imitar os outros. Fazemos isso automaticamente.Pernas caminhando na rua

Sem raciocinar, muitas vezes nos surpreendemos falando, pensando ou agindo igual àquele que nos impressionou com seu modo de ser.

A tendência para a imitação é instintiva no homem, desde a infância.

Neste ponto distingue-se de todos os outros seres, por sua aptidão muito desenvolvida para a imitação. Pela imitação adquire seus primeiros conhecimentos.

Como parte essencial da formação da individualidade, a imitação abrange vínculos mútuos entre o indivíduo e os modelos sociais.

Um bom exemplo tem força de transformação a ponto de melhorar hábitos e renovar idéias.

Entretanto, por conta das suas imperfeições morais, o ser humano assimila o mau comportamento com grande facilidade.

A comparação é outro processo de influência entre os homens. Queremos nos comparar aos outros para medir nossa posição social, nosso desempenho, nossa inteligência, etc…

Normalmente nos comparamos a quem julgamos nos ser superior, jamais a quem está abaixo de nós.

Ao mesmo tempo, imitamos e nos comparamos, quase sempre, ao que é ruim e acabamos “incorporando” em nossa vida vícios e erros que nos atraem.

Identificamos nos outros aquilo que temos dentro de nós e isso estabelece uma ligação que não percebemos.

Passamos a escravos da conduta alheia deixando de ser nós mesmos.

Vivemos uma vida de aceitação passiva, sem nenhuma avaliação crítica, guiados pela moda, conformados com o estabelecido, o que nos acarretará frustrações e desenganos cedo ou tarde.

Até quando viveremos assim, seguindo os outros, com prejuízo do nosso livre arbítrio?

Até quando agiremos pela cabeça de terceiros, sem pensar que isso pode estar nos desviando dos compromissos que nos compete realizar?

Importante ajuizar se os modelos que copiamos não estão atrasando nossa vida; se as pessoas em quem nos espelhamos e cujas atitudes parecem o máximo, não estão equivocadas.

O nível de exigência em relação a nós precisa aumentar. O que é bom para os outros pode não servir para nós. Precisamos exercer nossa vontade, independentemente da opinião em voga, sem desprezar as referências éticas.

Essas medidas garantirão nosso processo de crescimento interior, sem ilusões.

Construtores do nosso destino, desenvolveremos um modelo próprio, segundo as características que nos identificam como seres individuais.

De tudo o que é lícito, acataremos só o que nos convier, conforme o ensino de Paulo de Tarso.

Está na hora de reagir, portanto, e seguir com mais fidelidade a nossa própria vocação, dando ouvidos à consciência, escolhendo o modelo de vida que mais tem a ver conosco e que nos porá no caminho de grandes realizações

“Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor” (Jo 8,12). 

São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que sigamos sua vida e seus costumes se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração.

Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.

 

Foto ilustrativa: stock.xchng

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