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Estudo da doutrina espírita: conheça o fenômeno das mesas girantes

Enviado em 15 de agosto de 2017 | Publicado por Elen Alarça

O fenômeno das mesas girantes começou no século 19 e exerceu papel preponderante para o estudo do espiritismo. “O Livro dos Espíritos”, escrito pelo francês Allan Kardec, explicou os acontecimentos da movimentação de objetos, ruídos incomuns e pancadas sem explicação aparente.

Os primeiros casos ocorreram na América e na mais alta antiguidade. Imagine, por exemplo, uma mesa que se mexe sozinha, sem que consigamos ver que as está movimentando. Foi por meio deste canal material que as pessoas podiam estabelecer contato com os espíritos.

Além da América, os fenômenos já eram analisados na Europa. Vários estudiosos do tema se reuniam para acompanhar as mesas girantes. À princípio, apenas por divertimento e curiosidade. Os encontros prosseguiam da seguinte forma: as pessoas se reuniam em volta de uma mesa, recitavam as letras do alfabeto e davam um toque para mostrar quais letras correspondem ao que queriam dizer.

Durante as sessões mediúnicas, diversas frases eram formadas, atendendo a curiosidade dos presentes. Depois de algum tempo, as próprias mesas mostraram um novo jeito de ler as mensagens dos espíritos. Uma prancheta foi adaptada com rodinhas e um lápis. Assim, o médium colocava sua mão levemente sobre o objeto e se concentrava para a comunicação com a vida além-túmulo acontecer. Por conta da grande repercussão das mesas girantes, grandes acadêmicos descrentes, tentaram desmascarar o fascínio popular acerca do fenômeno.

Allan Kardec começou então a investigar, com muita honestidade, todos os acontecimentos. Seus estudos aprofundados resultaram no “O Livro dos Espíritos”. Uma obra elementar com 1.019 perguntas aos espíritos. As principais observações apontadas sobre as mesas girantes na obra estão acerca dos casos ocorreram além dos fatos puramente físicos e fisiológicos. Na obra, os fatos se “multiplicaram de tal forma que eles têm hoje direito de cidadania, que não se trata mais senão de encontrar-lhes uma explicação racional.”

A prolongação das ocorrências de levitações e fatos sobrenaturais dos desencarnados também serviram de evidência contra a tese, apontada pelos descrentes, de fraude. “Pode-se bem se divertir um instante, mas um gracejo indefinidamente prolongado seria tão fastidioso para o mistificador como para o mistificado. De resto, numa mistificação que se propaga de um extremo a outro mundo […] haveria alguma coisa ao menos tão extraordinária quanto o próprio fenômeno.”

Fontes: “O Livro dos Espíritos” e As Mesas Girantes.   

 

Leticia Lopes, 26, é jornalista guarulhense formada pela Faculdade Anhanguera e colaboradora da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior. Já assinou matérias em jornais locais e atuou como assessora de comunicação. Nas horas vagas, gosta de ler romances e revistas de jornalismo literário. Não dispensa uma boa pizza e a companhia de amigos. É apaixonada pelo mundo espiritual e por recursos que estimulam o autoconhecimento.

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