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Atualidades

Evocações dos Espíritos

Enviado em 11 de agosto de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Desde 1986, os filmes de terror vem ganhando força nos cinemas. Muitas pessoas se impressionam com a realidade dos longas e da adrelina que eles causam.  Com os avanços tecnológicos, os filmes passaram a ficar mais reais, causando assim, uma maior emoção nos telespectadores.

Muitos entram em contato com o que está se passando, além de entrarem na mesma vibração que o personagem, que pode ser boa ou ruim.

Muitos longas falam sobre evocação de espíritos, por exemplo: o filme Ouija, que aborda a famosa lenda da brincadeira do copo. Que é aquela em que pessoas se reúnem em volta de uma mesa, com um copo para evocar os espíritos.

O que a doutrina espírita diz a respeito deste tema?

A palavra “evocar” vem do latim “evocare”, que significa chamar alguém, de algum lugar. De acordo com definições do dicionário Aurélio, isto está particularmente ligado ao chamamento de seres espirituais.

Segundo Allan Kardec, pode-se evocar todos os Espíritos, sejam eles bons ou ruins, ou ainda, aqueles que desencarnaram recentemente e os que viveram nas épocas mais distantes. Em O Livro dos Médiuns, Kardec, apresenta a seguinte fala:

Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente ou atender ao nosso apelo, isto é, ser evocados. Algumas pessoas acham que não  devemos evocar nenhum Espírito, sendo preferível esperar o que quiser comunicar-se. Entendem que chamando determinado Espírito não temos a certeza de que é ele que se apresenta, enquanto o que vem espontaneamente, por sua própria iniciativa, prova melhor a sua identidade, pois revela assim o desejo de conversar conosco.

Ao nosso ver, isso é um erro. Primeiramente porque estamos sempre rodeados de Espíritos, na maioria das vezes inferiores, que anseiam por se comunicar. Em segundo lugar, e ainda por essa mesma razão, não chamar nenhum em particular é abrir a porta a todos os que querem entrar. Não dar a palavra a ninguém numa assembléia é deixá-la livre a todos, e bem sabemos o que disso resulta.

O apelo direto a determinado Espírito estabelece um laço entre ele e nós: o chamamos por nossa vontade e assim opomos uma espécie de barreira aos intrusos. Sem o apelo direto um Espírito muitas vezes não teria nenhum motivo para vir até nós, se não for um nosso Espírito familiar.

Na codificação, não há nada que impeça a evocação dos Espíritos. No movimento espírita, existe uma ideia de que as sociedades não devem evocar em suas reuniões mediúnica. Entretanto, Allan Kardec, escreve que as comunicações espontâneas não são inconvenientes e que devemos esperar aqueles que desejam se manifestar.

As comunicações espontâneas não têm nenhum inconveniente quando controlamos os Espíritos e temos a certeza de não deixar que os maus venham a dominar. Então é quase sempre conveniente aguardar a boa vontade dos que desejam manifestar-se, pois o pensamento deles não sofre, dessa maneira, nenhum constrangimento e podemos obter comunicações admiráveis, enquanto o Espírito evocado pode não estar disposto a falar ou não ser capaz de o fazer no sentido que desejamos. Aliás, o exame escrupuloso que aconselhamos é uma garantia contra as más comunicações.

Quando se comunicar com um Espírito?

Quando se quer comunicar com um Espírito determinado é absolutamente necessário evocá-lo. Se ele puder atender, obtém-se geralmente a resposta: Sim ou Aqui estou, ou ainda Que queres de mim? Às vezes ele entra diretamente no assunto respondendo por antecipação as perguntas que se pretende fazer.

Quando se evoca um Espírito pela primeira vez é conveniente designá-lo com alguma precisão. Deve-se evitar a perguntas formuladas de maneira dura e imperativa, que podem afastá-lo. As perguntas devem ser afetuosas ou respeitosas, conforme o Espírito, e em todos os casos revelar a benevolência do evocador.

Ao querer evocar um Espírito, qual a importância do médium neste momento?

As evocações oferecem, frequentemente, mais dificuldades aos médiuns que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter respostas precisas e perguntas circunstanciadas. Para tanto são necessários médiuns especiais, ao mesmo tempo flexíveis e positivos, e já vimos que eles são muito raros. Porque, como já dissemos, as relações fluídicas nem sempre se estabelecem instantaneamente com o primeiro Espírito que se apresenta. Convém, por isso, que os médiuns não se entreguem a evocações para perguntas detalhadas sem estarem seguros do desenvolvimento de suas faculdades e da natureza dos Espíritos que os assistem, pois com os que são mal assistidos as evocações não podem ter nenhum caráter de autenticidade.

Ainda em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, apresenta uma série de “dicas” de como os médiuns devem agir ao evocar um espírito. Confira:

Os médiuns são geralmente muito mais procurados para as evocações de interesse privado do que para as evocações de interesse geral. Isso se explica pelo desejo muito natural de se conversar com os entes queridos. Cremos dever fazer, sobre este assunto, diversas recomendações importantes aos médiuns. Primeiro o de não acederem a esse desejo senão com reserva, no tocante a pessoas de cuja sinceridade não estejam suficientemente seguros, e de se manterem vigilantes contra as armadilhas que pessoas malfazejas lhes podem preparar. Segundo, de não se prestarem, sob nenhum pretexto, a essas evocações, se perceberem de curiosidade e de interesse e não uma intenção séria de parte do evocador, de se recusarem a servir para qualquer questão ociosa ou que não esteja no âmbito das que racionalmente se podem propor aos Espíritos. As perguntas devem ser feitas com clareza, nitidez e sem segundas intenções para se obterem respostas positivas.

É necessário repelir todas as que tiverem um caráter insidioso, pois os Espíritos não gostam das que têm por fim submetê-los à prova. Insistir em perguntas dessa natureza é o mesmo que querer ser enganado. O evocador deve dirigir-se franca e abertamente ao alvo, sem subterfúgios e rodeios inúteis. Se ele teme explicar-se é melhor que se abstenha.

É também conveniente só com muita prudência fazer evocações na ausência das pessoas que as pedem, e no mais das vezes é mesmo preferível não fazê-las. Porque somente essas pessoas estão aptas a controlar as respostas, a julgar a identidade do Espírito, a provocar os esclarecimentos que as respostas suscitarem e a fazer as perguntas ocasionais a que as circunstâncias podem levar. Além disso, sua presença é um motivo de atração para o Espírito, geralmente pouco disposto a se comunicar com estranhos pelos quais não tem nenhuma simpatia. Em suma: o médium deve evitar tudo o que possa transformá-lo em instrumento de consultas, o que, para muita gente equivale a ledor da sorte.

Fontes: Letra Espírita | Portal do Espírito | Um Olhar Espírita

 

 

Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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