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Será que seu animal de estimação enxerga espíritos?

Enviado em 16 de agosto de 2017 | Publicado por Elen Alarça

Quem tem um animal de estimação em casa já deve ter percebido que, às vezes, seu pet fica parado olhando para algum canto que está vazio. O animalzinho pode também agir de forma curiosa após esse fato. Estas ocorrências são comuns nos lares brasileiros. Por conta disso, os espíritas se perguntam se o animal, de fato, enxerga espíritos? Ou sentem alguma presença que não nos é visível?

Mas antes de responder a pergunta, é importante fazer uma reflexão sobre alguns fatos da antiguidade, pois não é de hoje que esse tipo de crença ocorre. Historicamente, os bichos sempre tiveram uma sensibilidade maior que os humanos. Na Europa e na China, locais onde ocorrem abalos sísmicos, as pessoas prestam muita atenção quando os animais em cativeiro (que estão em zoológicos, por exemplo) estão inquietos.

Existem relatos que os bichos tinham uma espécie de reação impetuosa quando catástrofes estavam para acontecer. Eles começam a se comportar de forma esquisita e mostravam que queriam sair daquele lugar o mais rápido possível. Esse comportamento  avisava os habitantes que aquele local não era mais seguro.

Já os egípcios acreditavam que os gatos tinham o poder, após o desencarne do seu dono, de conduzi-lo ao paraíso. Então, quando o sacerdote morria, seu gato também era sacrificado. Outro episódio da visão dos bichos das almas além-túmulo é contada no livro da bíblia em Números, capítulo 22. Balaão andava com sua mula e ela, de repente, parou. O livro sagrado diz que o animal teria visto um anjo e, temendo sua espada flamejante, resolveu não mais caminhar. A intenção do anjo era aparecer antes para mula e depois para Balaão.

Afinal, o animal de estimação enxerga espíritos?

Após ler histórias da antiguidade, fica fácil saber a resposta. Na questão 597 de “O Livro dos Espíritos”, o codificador da doutrina espírita Allan Kardec, trouxe a resposta dos espíritos superiores. Entre os animais, há uma sensibilidade que os consente determinada liberdade de ação, um princípio separado do corpo e que resiste ao desencarne.

“É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus”. Os espíritas acreditam que, como os animais possuem espírito, porém como menor capacidade física de reação que o homem, ao enxergarem os desencarnados, os cães reagem com latidos e outros dos seus sentidos enquanto animais.

Já na questão 236 do “Livro dos Médiuns”, os espíritos esclarecem que, sim, os bichos tem uma mediunidade aguçada. “Certamente os espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis para os animais, e muitas vezes o pavor súbito que os toma., e que vos parece sem motivo, é causado pela visão de um ou de muitos desses Espíritos, mal intencionados em relação aos indivíduos presentes ou aos seus donos.”

Curiosidade – A doutrina espírita é uma filosofia de matriz européia, declarada por 2% da população brasileira (3,8 milhões) segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

 

Fontes: IBGE, Brasil 247 e Clube para cachorros.

Leticia Lopes, 26, é jornalista guarulhense formada pela Faculdade Anhanguera e colaboradora da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior. Já assinou matérias em jornais locais e atuou como assessora de comunicação. Nas horas vagas, gosta de ler romances e revistas de jornalismo literário. Não dispensa uma boa pizza e a companhia de amigos. É apaixonada pelo mundo espiritual e por recursos que estimulam o autoconhecimento.

 

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