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Sessões mediúnicas: abertas ou fechadas?

Enviado em 4 de agosto de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Desenho de reunião mediúnicaNo Brasil, a primeira sessão espírita foi registrada no dia 17 de setembro de 1865, em Salvador, pelo jornalista Luis Olímpio Teles de Menezes, um dos pioneiros do Espiritismo.

No Livro dos Médiuns, Allan Kardec, classificou essas reuniões em três tipos: frívolas, experimentais e instrutivas, de acordo com a moralidade e interesses dos espíritos e dos médiuns que participam da sessões.

No espiritismo, estas sessões são simples e basicamente são divididas em consulta espiritual, desenvolvimento mediúnico, desobsessão e passes.

A consulta espiritual tem como objetivo passar orientações, por meio de um médium, a respeito da saúde física e espiritual, além de dar conselhos para a vivência moral.

O desenvolvimento mediúnico aperfeiçoa os dons espirituais, ou seja, a mediunidade.

Já as sessões de desobsessão são voltadas para os tratamentos das obsessões. Em pessoas que estão enfrentando problemas espirituais, ou seja, que estão sendo alvos de espíritos vingativos e perturbadores. E ainda, tanto nas reuniões mediúnicas como na desobsessão os espíritos que se encontram em diversos estágios de confusão espiritual também recebem auxílio.

E o passe tem como objetivo renovar e equilibrar as energias psíquicas das pessoas.

Com isso, pode-se perguntar: As sessões mediúnicas devem ser abertas ou fechadas?

Elas devem receber uma maior atenção dos dirigentes espírita, já que elas tem como objetivo os esclarecimentos das entidades desencarnadas. Allan Kardec, tratou desta questão na Revista Espírita, de 1861, quando muitos lhe propunham abrir ao público as sessões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Kardec não concordou.

O codificador da doutrina espírita, sugeriu ainda pequenos grupos, em face das potências mentais heterogêneas.

E ainda, o médium e orador Divaldo Franco, também tratou desta questão no livro Diretrizes de Segurança. Confira:

“O Codificador recomenda pequenos grupos, graças às dificuldades que há nos grandes grupos, em relação à sintonia vibratória e harmonia de pensamentos. Uma reunião mediúnica de caráter público é um risco desnecessário, porque vêm pessoas portadoras de sentimentos os mais diversos, que irão perturbar, invariavelmente, a operação da mediunidade.

Afirmam os Benfeitores que uma reunião mediúnica é um grave labor, que se desenvolve no campo perispirítico, e se a equipe não tem um conhecimento especializado, é compreensível que muitos problemas sucedam por negligência da mesma.

A reunião mediúnica não deve ser de caráter público, porque teria feição especulativa, exibicionista, destituída de finalidade superior, atitudes tais que vão de encontro negativamente aos postulados morais da Doutrina”.

Na obra Divaldo falou ainda do número de pessoas que devem participar de uma reunião mediúnica.

“Mesmo nas reuniões mediúnicas privativas deve-se manter um número ideal de membros, não excedente a 20 pessoas, para que se evitem essas perturbações naturais nos grupamentos massivos. Onde haja um grupo mediúnico com grande número, que seja dividido em dois trabalhos separados (porque, em Movimento Espírita, na ordem do bem, dividir é multiplicar o benefício daqueles que se repartem). Igualmente é necessário que as pessoas sejam afins entre si no grupo. Por motivos óbvios, se estamos numa reunião mediúnica e não somos simpáticos a um indivíduo, toda a comunicação que por ele venha, os nossos recalques e conflitos põem-nos carapuças, acreditando serem indiretas a nós dirigidas”.

Vale lembrar da recomendação do chamada Espírito de Verdade: “Espiritas, amai-vos uns aos outros, eis o primeiro ensinamento, instrui-vos eis o segundo”.

Esta frase serve de alerta para a dimensão da nossa responsabilidade em uma sessão mediúnica.

“O êxito de uma reunião mediúnica depende da equipe que ali comparece e não apenas do médium. Os Mentores programam, mas aquela equipe em funcionamento responderá pelos resultados. Nunca é demais recomendar que as sessões mediúnicas sejam de caráter privado.” (Livro: Diretrizes de Segurança).

Fontes: Agenda Espírita | Estudando a Bíblia à Luz da Doutrina Espírita | O Consolador

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