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Um novo tipo de avós

Enviado em 15 de janeiro de 2014 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Rádio Boa Nova

Mãos dadas de idoso e jovemOlá Avós e futuros Avós,

A matéria da Revista Veja publicada em outubro de 2011 destaca:

“Aumento na expectativa de vida, melhor saúde e mudanças culturais, criaram uma surpreendente relação de companheirismo entre idosos e seus netos”.

Os avós atuais são o resultado de mudanças drásticas na demografia do Brasil e do mundo. No Império Romano, as pessoas não passavam de 40 anos. Até meados do século XIX, só três em cada 100 pessoas chegavam a viver seis décadas. Como morriam cedo, esses avós conviviam um tempo mínimo com seus netos, o que explica por que o vínculo entre as gerações era tênue, quase distante.

O vínculo tênue e distante é coisa do passado. Também já está fora de contexto o antigo adágio de que os avós são mais amigos dos netos porque, ao contrário dos pais, não têm a obrigação de educar e impor disciplina aos pequenos. Entretanto, o relacionamento atual, moldado pelas mudanças demográficas e culturais, se dá sobre novas bases.

Em termos estatísticos, os novos avós são pessoas que vivem por muito mais tempo e desfrutam muito mais saúde que seus próprios pais. Hoje as avós entendem melhor seus netos, os apoiam em suas decisões, curtem as mesmas músicas, além de não sofrerem mais com as distâncias que as separam de alguns de seus netos, já que a internet possibilita esse relacionamento com a frequência desejada.

Mais importante do que qualquer teoria ou dados estatísticos, tornar-se avó é uma experiência que foge às nossas possibilidades de definição, pois não temos em nosso vocabulário uma palavra que possa exprimir com exatidão esse momento da vida. O que realmente podemos fazer é compartilhar com o nosso próximo a alegria de poder vivenciar essa oportunidade.

E nós queremos dividir e trocar com vocês essa alegria de sermos um novo tipo de avós, mais participantes, mais ativos e, ao mesmo tempo, homenagear aqueles que fizeram e fazem muito bem o papel de nossos avós tão queridos.

Um abraço carinhoso!

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