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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

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Enviado em 22 de novembro de 2017 | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

Mãos esperando algo em preto e brancoApesar dos numerosos conselhos de Sabedoria que nos chegaram através dos anos, por que não dizer milênios? das várias tradições religiosas, filosóficas, dos milhares avisos dos humanistas ainda não conseguimos despertar para a importância do desinteresse no caminho de nossas vidas.

Li na internet recentemente que “não importa o quanto você fez por alguém, o dia que não puder fazer você não presta…” o punhado de palavras não deixa dúvidas de que alguém ficou magoado com o tipo de resposta que obteve em sua relação com outrem.

Enxerga-se sem dificuldades tratar-se de pessoa de bem cuja bondade foi traída, melhor dizendo, não reconhecida, uma vez que
somente um indivíduo ingrato não perceberia que seu benfeitor não podia mais lhe servir como antes fizera.

Portanto, a rebeldia do beneficiado de outrora é o que mais magoa o coração que não podendo mais lhe prestar serviço, agora é pago com a ingratidão.

Muitos já alertaram que na raiz desse tipo de mágoa corre a seiva corrosiva da decepção. Ora, a decepção nada mais é do que esperar receber alguma coisa e não acontecer.

Se o praticante de beneficência examinasse sinceramente seu coração descobriria no mínimo uma crença arraigada: aquela de não ser destratado ou menosprezado por aquele que lhe recebera o benefício.

À vista disso, poderia o benfeitor dizer em sã consciência haver agido de forma totalmente desinteressada?

Enquanto não aprendermos a praticar a caridade real – aquela efetuada com total isenção de interesses – sofreremos as consequências, porquanto a decepção nunca vem sozinha, pois sempre carreia consigo suas irmãs: a tristeza, a amargura, o pesar, a mágoa.

Antonio Carlos Tarquínio

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