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Bullying: um Sofrimento Silencioso

Enviado em 18 de junho de 2014 | No programa: Tempo de Vida | Escrito por William Sanches | Publicado por Rádio Boa Nova

Desenho de uma menina sentada no chão com mala ao lado e sombra de outras pessoas na frenteInfelizmente assistimos diariamente cenas de desrespeito, humilhação e covardia humana. Essas cenas permeiam na memória daqueles que sofrem qualquer das atitudes descritas por toda uma vida. Entre tantos desafios da escola está mais um: o Bullying. 

Bulliyng é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying possíveis podemos relatar algumas ações e atitudes que exemplificam bem do que se trata do assunto. Tenho certeza que alguém já praticou, foi alvo ou assistiu cenas de alguém colocando apelidos, humilhando, ofendendo, agredindo verbalmente ou até fisicamente o outro.

Essa atitude começa na escola e segue por toda a vida. Aquele que exclui e que utiliza o defeito alheio para indimidar, na verdade seu maior medo é ser intimidado. Agride para não ser agredido. Em muitos casos são agredidos em casa e agridem na escola. Mais uma vez a importância da família na educação.

O princípio dessa prática muitas vezes é por conta de um “defeito”, uma diferença ou de uma atitude que os outros a consideram diferente e passam a praticar o bullying que caracteriza-se por um comportamento agressivo e negativo. Muitas vezes essa atitude também é pelo poder e para demonstrar quem realmente manda no local.

Sofre, como sempre, o mais frágil. Toda ou qualquer diferença vira motivo para o bullying ser praticado. É a criança gordinha que é sempre isolada nas aulas de educação física, é o menino orelhudo, a menina mais alta que os demais da turma. Enfim, motivos não faltam.

Acontece que essa prática muitas vezes é mascarada como uma brincadeira inocente, mas que praticada repetidamente pode gerar problemas sérios no convívio da criança e do jovem. A primeira característica é a queda do rendimento escolar, depois o isolamento em casa.

O Jovem se tranca para não falar do problema, como ele já é ofendido na escola, prefere esconder o problema com medo de ser mais ofendido em casa. Já ouvi pais que dizem: “se você apanhar na escola vai apanhar também quando chegar em casa”.

Quando a atitude deve ser contrária a isso, pois é nesse momento que o jovem é agredido que ele precisa do apoio, portanto, a família deve estar sempre atenta a tudo, a qualquer mudança de comportamento. Os educadores jamais devem deixar atitudes como essa serem levadas a diante.

No primeiro sinal de qualquer atitude preconceituosa, ofensiva ou até mesmo a brincadeira mais simples, mas que humilhe o outro ou que exalte algum defeito deve ser impedida imediatamente. Uma atitude grosseira gera outra atitude grosseira, uma atitude de violência gera outra atitude violenta, mas ao contrário uma atitude de generosidade, de amor ou próximo e de compreensão garantem um ambiente sadio e proporcionam uma evolução muito melhor de todos os envolvidos, afinal, fica sempre um pouco de perfume nas mãos daqueles que oferecem rosas.

 

Foto ilustrativa: well.blogs.nytimes.com

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