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Câncer: a prevenção vence batalhas

Enviado em 29 de outubro de 2015 | No programa: Entre Amigos | Escrito por Equipe Entre Amigos | Publicado por Juliana Chagas

Símbolos do Outubro rosa e novembro azulEsta semana vou falar como Tatiane, produtora do Entre Amigos. Essa é a minha história e eu gostaria de compartilhar com vocês para ajudar no diagnóstico precoce do câncer.

Nesta última semana do mês de outubro rosa (mês de combate ao câncer de mama) e preparativos para o novembro azul (mês de combate ao câncer de próstata), pensei muito a respeito da necessidade da prevenção do câncer (de qualquer tipo) e principalmente, de como tenho exemplos tão próximos e práticos desse importante passo e de que poderia passar para as pessoas e fazer diferença.

No final de 2013 e começo de 2014, minha família travou uma batalha contra o câncer de pulmão, através de minha mãe e contra o câncer de fígado, através do meu pai. Vou começar com a história de minha mãe e como o diagnóstico precoce em seu caso foi fundamental para que ela estivesse conosco hoje.

Diagnóstico ao acaso

Minha mãe foi diagnosticada “graças” a uma cirurgia de varizes que ela fez no fim de outubro de 2013. Depois de 15 dias do procedimento, ela teve sangramento através da tosse. Foi para o Pronto Socorro e lá realizou exames como, raio x e tomografia, nos quais constaram uma anomalia no pulmão direito, além da tromboembolia pulmonar (TEP), ou seja, um deslocamento de um coágulo no sangue para o pulmão. Por isso o sangramento.

Depois de internada na UTI, os médicos realizaram mais procedimentos e fizeram a biópsia para saber do que se tratava a anomalia. Mais tarde souberam que se tratava de um carcinoma de pequenas células que ocupava um terço do pulmão direito de minha mãe. Células cancerígenas já estavam alojadas nos gânglios linfáticos (glândulas do sistema imunológico) no aparelho respiratório. Começou então, na semana do Natal, a batalha contra a doença, com sessões de quimioterapia e após alguns meses, radioterapia direcionada ao pulmão.

Sabia-se que era inoperável, pois o posicionamento do tumor faria com que minha mãe perdesse um dos pulmões e a cirurgia traria mais risco do que benefícios e qualidade de vida a ela. A orientação médica foi essencial e assertiva quando nos informou que, por ser um câncer de crescimento exponencial (dobra de tamanho em cada período) e de altas taxas de mortalidade, ter descoberto a doença precocemente dava uma chance de sobrevida a minha mãe, se conseguissem desacelerar o crescimento do tumor e quem sabe, fazê-lo parar de crescer de vez.

Ou seja, descobrir a doença no começo foi primordial para que no caso de minha mãe,conseguíssemos paralisar o crescimento do tumor e em nossa grande felicidade, fazer com que parasse de crescer e necrosasse, assim como as células que estavam nos gânglios linfáticos e assim, pudesse ser declarada curada.

Diagnóstico tardio

Agora, falarei sobre a história de meu pai, que teve outros desdobramentos. Durante as primeiras sessões de quimioterapia da minha mãe, meu pai sentia dores abdominais. Ele mal tinha tempo para pensar sobre isso, imaginava que eram apenas gases e continuava firme ao lado de sua mulher na batalha que ela começava. Porém, as semanas foram se passando, as dores se tornando mais intensas e em janeiro de 2014 internamos pela primeira vez meu pai: amarelado, com dores no abdômen e este já rígido e começando a crescer.

O primeiro diagnóstico no pronto atendimento foi de uma hepatite viral, que ele precisava curar e de uma sombra no fígado, que deveria ser investigada, porém, possivelmente era gordura no órgão. Com o passar dos dias, de volta para casa, as dores se intensificaram e começaram os exames. Os médicos não sabiam dizer o que era, apenas tinham a suspeita de câncer de fígado em estágio de metástase e que exigia muitos cuidados.

No intervalo entre a segunda volta dele para casa após a biópsia e a saída do resultado do exame, ele teve uma crise, foi hospitalizado e minutos depois desencarnou. Soubemos na hora que foi por conta dos diversos tumores em seu fígado causado pelo câncer localizado, que fizeram o órgão parar e assim, dar a falência dos outros órgãos.

Não ao cigarro!

Sabemos que cada um tem sua história, livre-arbítrio e deve responder por suas escolhas e atos, porém, se eu pudesse voltar no tempo, falar com eles sobre isso e fazê-los entender o quão mal estavam fazendo a si, a seus corpos, eu pediria isso principalmente: NÃO FUMEM. Meus pais fumaram durante 35 anos, pararam juntos cinco anos antes deles ficarem doentes.

Os dois tipos de cânceres tem associação direta com o tabaco. Os tabagistas tem cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão (1) e maior incidência de câncer de fígado do que os que nunca fumaram (2).

Conto aqui minhas experiências que fazem parte de minha história para abrir os olhos de todos, para entendermos como é importante viver com saúde, cuidar de nosso bem-estar e estar atentos aos sinais de nossos corpos. Vá ao médico regularmente, façam exercícios físicos, comam de forma regular e correta. Fique atento aos sinais que seu corpo dá, se tem algo errado acontecendo com ele, isso é muito importante. Tudo isso eu também repito a mim mesma para cuidar de minha saúde e gostaria que você fizesse o mesmo.

 

 

1 – Trecho da matéria do g1: Câncer de pulmão é o sétimo com maior incidência no oeste do PA, de 29/08/2015.

2 – Informação retirada do  site inca.gov.br – Observatório de Política Nacional contra o Tabaco e pelo oncoguia.com.br – Instituto Oncoguia.

 

Foto ilustrativa: http://www.clmais.com.br/

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