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Céu deslocado

Enviado em 25 de junho de 2018 | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

O homem nos tempos passados ao contemplar a abóbada celeste imaginava que um dia habitaria na imensidão, e se não pudesse ser em vida, que fosse então depois da morte.

Antigamente, o céu era para ele moradia distante que quanto mais longe estivesse, mais felicidade propiciaria àquele que conseguisse alcançá-lo.

É por isso que nos livros das grandes religiões e nos textos de vetustos pensadores encontramos menções à existência de vários céus, tais como, terceiro céu, sétimo céu e quejandos.

Com o avanço da ciência, a Terra foi obrigada a abandonar o posto de centro do universo. As novas descobertas da astronomia tornaram obsoleta a crença nos céus sobrepostos em círculos concêntricos, baseada inteiramente no geocentrismo.

Apesar da perspectiva pouco realista da visão ultrapassada, convenhamos que pelo menos era marcada por um sentido de busca do transcendente, ou seja, o homem encontraria a felicidade plena quando ganhasse o céu.

No entanto, como deixou de ser um lugar circunscrito no espaço sideral, haja vista que no universo não há em cima, nem embaixo, perguntamos:

Para onde foi o céu já que se tornou insustentável a velha concepção?

Penso que ele, enquanto lugar de felicidade ou região bem-aventurada, acabou deslocado de lá de cima para a própria Terra –perdendo com isto seu status transcendente.

O hiperconsumo atual é prova incontestável disso.

Atualmente, para a grande maioria das pessoas o céu é aqui e agora. E quase ninguém escapa disso. Sejam católicos, espíritas ou evangélicos.

Ainda assim, resta a esperança de que no futuro o céu, qual região de plena felicidade, seja novamente deslocado quando se descobrir que a aquisição desenfreada de bens materiais, jamais será a resposta ao anseio de bem-aventurança que grita no silêncio de cada coração humano.

É quando despertaremos para a questão do apoderamento da paz.

 

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