Maria Moita

Olá, pessoal! Todos acertaram o pequeno teste de DNA que nosso querido Manoeal Bolonha fez hoje??? O nome da música era “Maria Moita”. Isso em homenagem a uma ouvinte que pelo que parece vai reencarnar como “moita”.

A intérprete desta música é Nara Leão e por isso, nós vamos dedicar este espaço a esta cantora e vamos enriquecer nosso conhecimento musical, sabendo um pouquinho da sua trajetória:

Nara Leão é a filha caçula do casal capixaba Jairo e Altina Leão, mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, que integrou ao grupo “Batutas de Pixinguinha”.

Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, sempre em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.

A bossa nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, durante reuniões das quais participavam nomes que seriam consagrados no gênero, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e Ronaldo Bôscoli, com quem teve um relacionamento, em 1957. Ele tinha 28 anos e ela 15.

No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal “Última Hora“, onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza. O namoro com Bôscoli terminou quando este iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires, em 1961.

Daí em diante, Nara se aproxima de Carlos Lyra e de suas idéias mais à esquerda. Inicia o namoro com o cineasta Ruy Guerra e passa a se interessar pela música produzida nos morros cariocas. A estréia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por problemas de saúde.

Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto — feita a seu pedido, por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homônimo, lançado em 1980.
Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto, simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPC’s já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista.
Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.
Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento – Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.
Casa-se com o cineasta Cacá Diegues, com quem terá dois filhos – Isabel e Francisco e, no fim dos anos 1960, transfere-se para a Europa, permanecendo por três anos, entre a França, onde nasce a filha Isabel, e a Itália. No começo dos anos 1970, decide estudar psicologia na PUC-RJ. De fato, Nara planejava abandonar a música mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espetáculos.
Morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor inoperável aos 47 anos de idade. Seu último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.
Em 2002, seus discos lançados anteriormente em LPs foram relançados em duas caixas separadas – uma com o período 1964-1975 e a outra 1977-1989 – trazendo também faixas-bônus e um livreto sobre a biografia.
Veja a letra da música “Maria Moita”:
Maria Moita (Nara Leão)
Composição: (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes)

Nasci lá na Bahia
De Mucama com feitor
Meu pai dormia em cama
Minha mãe no pisador
Meu pai só dizia assim, venha
Minha mãe dizia sim, sem falar
Mulher que fala muito perde logo seu amor
Deus fez primeiro o homem
A mulher nasceu depois
Por isso é que a mulher
Trabalha sempre pelos dois
Homem acaba de chegar, tá com fome
A mulher tem que olhar pelo homem
E é deitada, em pé, mulher tem é que trabalhar
O rico acorda tarde, já começa resmungar
O pobre acorda cedo, já começa trabalhar
Vou pedir ao meu BabalorixáPra fazer uma oração pra Xangô
Pra por pra trabalhar gente que nunca trabalhou

Um programa pra lá de especial!

Quando um paciente das Casas André Luiz participa do programa Clube Amigos da Boa Nova, o dia torna-se diferente pelo simples fato de sua presença. Imagina hoje, dia 12 de maio, que o assistido Martin Kissman, 38 anos, esteve em nossos estúdios e ainda nos trouxe a sua mãe, Barbara Anna Emma Graumann Kissmann, uma senhora linda, com uma história de cumplicidade com seu filho que nos emociona e ensina. O programa de hoje foi, com certeza, uma homenagem para todas as mães e uma demonstração de força, garra e amor , virtudes que todas as mães tem. Hoje comprovamos realmente que o amor incondicional supera qualquer obstáculo que a vida coloca em nosso caminho.
Ao deixar uma mensagem para todas as mães, Dona Bárbara disse: “Quando a gente vê um sorriso no rosto de um filho especial, que a gente saiba que ele sente, que ele percebe o amor que a gente tem por ele… Esse elo, esse vínculo, é uma coisa maravilhosa… Tudo na vida é assim: a gente acrescenta a medida que a gente vive.”
Abaixo temos um trecho da conversa de Dona Barbara com Manoel Bolonha. Vale a pena conferir!

Você sabe como surgiu o dia das mães?!?!

Olá, queridos ouvintes! Muitos comemoram o dia das mães, mas quase sempre não sabem a origem desta data. Algumas datas comemorativas surgem com um fim comercial, mas este não foi o caso do dia das mães, apesar de sabermos que o comércio tem um movimento bastante intenso nesta época. O dia das mães surgiu em virtude do sofrimento de uma americana que, após perder a mãe, passou por um processo depressivo. As amigas mais próximas de Anna M. Jarvis, para livrá-la de tal sofrimento, fizeram uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país. A festa fez tanto sucesso que em 1914, o presidente Thomas Woodrow Wilson oficializou a data, e a comemoração se difundiu pelo mundo afora.

As mães são homenageadas desde os tempos mais antigos. Os povos gregos faziam uma comemoração à mãe dos deuses, Reia. Na Idade Média os trabalhadores que moravam longe de suas famílias ganhavam um dia para visitar suas mães, que os ingleses chamavam de “mothering day”. Com o passar dos anos, o dia das mães aqueceu o comércio de todo o mundo, pois os filhos sempre compram presentes para agradá-las e para agradecer toda forma de carinho e dedicação que recebem ao longo da vida.

Nas diferentes localidades do mundo, a comemoração é feita em dias diferentes. Na Noruega é comemorada no segundo domingo de fevereiro; na África do Sul e Portugal, no primeiro domingo de maio; na Suécia, no quarto domingo de maio; no México é uma data fixa, dia 10 de maio. Na Tailândia, no dia 12 de agosto, em comemoração ao aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um dia para a família.

No Brasil, assim como nos Estados Unidos, Japão, Turquia e Itália, a data é comemorada no segundo domingo de maio. Aqui, a data foi instituída pela Associação Cristã de Moços, em maio de 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, no ano de 1932.

Se você é mãe, desejamos que o seu amor incindicional se multiplique por todos os dias do ano, todas as horas, minutos, segundos… desejamos que seu amor sirva de exemplo para todos os seres humanos! E se você é filho, nós da Rádio Boa Nova, sugerimos que você de o melhor presente para sua mãe: o seu amor, um beijo e um abraço bem apertado. Caso sua mãe já não esteja entre nós, dê as suas melhores vibrações de afeto, amor e gratidão pelo tempo que conviveu ao seu lado!

Feliz Dia das Mães!

Mulheres, uni-vos!

Uma ouvinte, mais conhecida como “Bendita” Laura, cansada de ser alugada e motivo de chacotas no ar pelo apresentador do programa Clube Amigos da Boa Nova, reconhecido como Manoel Bolonha, criou o “Movimento Mulheres Frágeis Alugadas pelo Bolonha”, o MMFAB. Este movimento visa defender essas mulheres frágeis, sensíveis e indefesas que não tem como se manifestar através da rádio. O locatário dessas criaturas fala o que bem entende, não dando direito a resposta! Isso precisa acabar! Este movimento foi inspirado no MGU (Movimento dos Gentos Unidos), pelos resultados e direitos adquiridos que este Movimento adquiriu. Baseado nesta conquista, o MMFAB pede justiça! Mulheres frágeis e sensíveis: uni-vos!

Divaldo Franco – Um apóstolo do Espiritismo

Ontem, dia 05 de maio, o Médium, Orador, Educador Divaldo Franco completou 82 anos de idade. Divaldo é um verdadeiro apóstolo do Espiritismo. Dos seus oitenta e dois anos, sessenta e dois são devotados à causa Espírita e às crianças abandonadas da periferia de Salvador. Desde a infância se comunica com os Espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou no antigo IPASE como escriturário, em Salvador, aposentando-se em 1980.

Divaldo Franco carrega em sua bagagem mais de 11 mil conferência realizadas em mais de 2 mil cidades brasileiras e em 62 países. Concedeu mais de mil e duzentas entrevistas de rádio e TV em mais de 450 emissoras. Como médium, publicou mais de 200 livros, onde se apresentam 211 Autores Espirituais.
Não podemos falar de Divaldo, sem citar a importância de sua mentora espiritual em sua vida. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta as pessoas necessitadas dando diretriz espiritual.
Divaldo tem hoje mais de 600 filhos adotivos e mais 200 netos.
Para saber mais sobre a vida e obra de Divaldo Franco, acesse o site http://www.mansaodocaminho.com.br/
Ouça também seu programa na Rádio Boa Nova, apresentado por Miguel de Jesus Sardano. O nome do programa é “Presença Espírita” e vai ao ar todas as quintas-feiras, às 11 horas.

Flagras!

Olha quem também esteve presente no 7º Encontro Amigos da Boa Nova… A querida e “Bendita” Laura (a direita) e a fiél “menina” ouvinte Cislene Lima Moro (a esquerda, é claro)! ! !
Pra quem não sabe, a Cislene Lima Moro é aquela que mora no Tiquatira, Tiquatara, Tapiratiba, tico-tico. É lá que ela faz a sua caminhada com seu Fuscão Preto. Seeeegura esta mulher! “Biiiiii-Biiiiiiii”
Veja a sua foto publicada em nosso “blog”. Envie para jornalismo@radioboanova.com.br

Noites Brasileiras

Olá a todos! É com muita alegria que a Rádio Boa Nova anuncia o show “Noites Brasileiras”, com ninguém mais, ninguém menos que “Demônios da Garoa”! O evento será dia 23 de maio no Teatro Adamastor em Guarulhos que fica na av. Monteiro Lobato, 734. Para reservar o seu convite, basta ligar para 11 2456-7109. Sócios do Clube Amigos da Boa Nova, claro, tem 50% de desconto. Se você ainda não é um sócio, pode associar-se através do telefone 0800 12 18 38!

Curiosidade sobre o grupo:
Com 65 anos de estrada, o grupo está incluso no Livro dos Recordes, na categoria “Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade” desde a sua formação em 1943.

Para conseguir estar presente no Guiness Book, iniciou-se uma corrida contra o tempo, a fim de levantar toda documentação necessária para provar a veracidade dos fatos: jornais da época de formação, fotos originais, registro de gravações de discos, etc.

Orgulhosamente, os Demônios da Garoa conseguiram o apoio de diversas autoridades em prol do reconhecimento do “recorde”. Em fevereiro de 1993, foi publicado no Diário Oficial “Leitura” (Publicação Cultural da Imprensa Oficial do Estado – IMESP), uma seleção de músicas carnavalescas, mencionando datas, letras e autores, com o objetivo de contribuir para recolocar em circulação as maiores e melhores composições da Música Popular Brasileira produzidas especificamente para o Carnaval, imortalizando a músicas “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa.
Na expectativa e ansiedade por notícias, os Demônios da Garoa foram surpreendidos na Edição do Guinnes Book do Brasil de 1994, com o reconhecimento de seu trabalho e esforço de levar o melhor da música paulista, aos quatro cantos do mundo.

Tonico e Tinoco

Sexta-feira, dia 1º de maio, tivemos um especial de músicas sertaneja. Algo inusitado, pois nem sempre escutamos este estilo musical no programa “Clube Amigos da Boa Nova”. A dupla Tonico e Tinoco foi a “bola da vez”, também pudera, quando ouvimos falar em música sertaneja de raiz, um dos primeiros nomes que vem a nossa cabeça é “Tonico e Tinoco”. A maior dupla caipira de todos os tempos deixou cerca de 1.400 músicas gravadas entre 78 rotações, compactos, elepês CDs, totalizando algo em torno de 50 milhões de discos vendidos. Sertanejos antigos e modernos tiraram o chapéu para eles.

Tonico , o João Salvador, nasceu em 1917, e Tinoco ,o José, em 1920. Filhos dos Pérez, imigrantes espanhóis aportados por aqui no final do século XIX, foram criados de pés no chão, cantando e tocando viola pelas fazendas de café onde foram colonos, na região de Botucatu e São Manoel, no interior paulista. Desembarcaram em São Paulo em 1941 e quatro anos depois gravaram o primeiro disco. O sucesso foi instantâneo. No final da década, dezenas de duplas imitavam o estilo de Tonico e Tinoco, tentando um lugarzinho no elenco das gravadoras.

A Dupla coração do Brasil, como foi chamada, engatou um sucesso no outro e só começou a sentir o gosto amargo da discriminação no mercado quando este já estava seduzido pela música americana, num país que galopava em direção à industrialização e se distanciava de sua cultura rural. Pressionados pelos novos tempos muitos sertanejos não resistiram ao som das guitarras e dos baixos elétricos. Mas Tonico e Tinoco continuaram agarrados nas suas modas e aos poucos, a partir da década de 60, Tiveram, de se voltar para os públicos interioranos e os das periferias das grandes cidades. Mesmo sem o sucesso de antes, não pararam de gravar- a não ser por dois anos, na década de 70.

Por absoluta vocação para a sobrevivência artística, consentiram em modernizar discretamente o som de suas canas-verdes, toadas, modas de viola e cateretês para poderem chegar às produções dos anos 90.

Tonico faleceu em 1994 e a partir de então , sem arrefecer, Tinoco passou a tocar a carreira com o filho Tinoquinho.

O sucesso do nosso “especial” foi tamanho, que inspirou a nossa querida ouvinte Adalci Biscaro, que mora em São Simão. Vamos conferir o texto que ela enviou para nós:

“Que foi aquilo seu Bolonha,
que aconteceu sexta-feira?
Se meus olhos fossem rios
Inundava a cidade inteira.

Lembrei muito de meu pai
com saudade e emoção
Sou de São Paulo, capital
Mas agradeço a colhida do povo de São Simão
Viva o nosso Sertão!”

Flagras!

O 7º Encontro Amigos da Boa Nova foi um evento realmente ilustre. Olha só quem deu o ar da graça: o ouvinte Azuir Libano, um dos diretores do MGU (Movimento dos Genros Unidos). Ele é o que está a esquerda da fotografia com uma camisa listrada. Na foto com ele estão os comunicadores do programa “Allegrum Vivi”.

O MGU (Movimento dos Genros Unidos), vai contra a opressão sofrida pelos genros… Éh… é um movimento nobre, não é?!?! Brincadeiras à parte, deixamos o nosso agradecimento pelo carinho que o ouvinte Azuir Libano tem pela Rádio Boa Nova! Faça como o Azuir, envie sua foto no 7º Encontro Amigos da Boa Nova para o e-mail jornalismo@radioboanova.com.br

Na foto ao lado, temos a presença do ouvinte Anselmo Posse, com sua digníssima esposa chegando ao evento. Deixamos também os nossos agradecimentos e um beijo no coração do casal!

Flagras!

A ouvinte Rita de Cássia Pereira da Silva, esteve presente no 7º Encontro Amigos da Boa Nova, e enviou a sua foto com Manoel Bolonha para que colocásssemos em nosso Blog. Aqui está a nossa amiga ouvinte com o apresentador do programa Clube Amigos da Boa Nova. Pra quem não sabe, o programa é transmitido de segunda à sexta-feira, das 07h30 às 09h00, através do 1450 AM, em SP. Veja outras formas de sintonia na barra ao lado.

Faça como a ouvinte Rita de Cássia. Se você tiver fotos do 7º Encontro Amigos da Boa Nova, envie para nós, que publicaremos aqui. O e-mail é jornalismo@radioboanova.com.br.

Até mais!


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