Saiba como foi a ExpoMusic

Queridos ouvintes, semana passada aconteceu a Expomusic – Feira Internacional de Música, na Expo Center Norte, na cidade de São Paulo. Trata-se de um grande evento que reúne músicos, profissionais da área, fornecedores e afins… A Rádio Boa Nova esteve presente com seu estande montado especialmente para dividir com essas pessoas a nossa proposta e nosso ideal! Durante o decorrer do evento, nossos colaboradores fizeram links ao vivo, sempre nos informando das novidades que aconteciam por lá.

Alguns programas foram transmitidos diretamente do nosso estúdio montado na ExpoMusic, entre eles o “Chorinho Brasil*”, que chamou a atenção dos que passavam, com a apresentação de músicas ao vivo.
A nossa participação foi muito positiva, principalmente pelo fato de divulgarmos o nosso trabalho para públicos diferentes, que muito interessados entravam em nosso estande, tiravam foto e levavam com eles nossos folders de programação.

Fica registrado os nossos agradecimentos para todas as pessoas que trabalharam e fizeram a Rádio Boa Nova brilhar em mais um evento importante!

* O programa Chorinho Brasil vai ao ar todos os sábados, às 15 horas, na Rede Boa Nova de Rádio.

Baile de Formatura

O programa de hoje tocou “Baile de Formatura”, pedido musical da ouvinte Jussara. Esta canção tem um conteúdo triste. Mas ainda é mais triste saber que é uma realidade de muitas “mães” que sem o apoio do pai da criança, partem para a luta, para o trabalho, fazendo muitas vezes o papel sentimental de um pai, além do papel sentimental de mãe! Ainda existem muitos “filhos”, que infelizmente não são reconhecidos pelos verdadeiros pais… A música é interpretada por Nalva Aguiar e foi escrita por Moacir Camargo. A Seguir, a letra da música e logo abaixo um pouco sobre a carreira de Nalva.

” Se ele perguntar, se me filho hoje me perguntar Onde está papai?
Por que nunca veio nos visitar?
Se ele perguntar, hoje que se forma e se faz doutor Onde está papai?
Eu vou lhe contar desse meu amor.
Seu pai quando soube que eu teria um filho Nosso primeiro
Não quis aceitar e só quis matar
O primeiro herdeiro
Preferi perder meu marido, o homem que eu mais queria
Para ter você, que já carregava
E não conhecia. Se ele perguntar, hoje estou disposta a falar a verdade
Seu pai não morreu, anda por aí na mesma cidade

Se ele perguntar, por que até hoje eu ainda me humilho

Ele vai saber que homem que é homem, não mata um filho.
Eu parti prá luta Fui lavadeira, enfrentei a vida
Mas ganhei a guerra Pois nessa terra, nada me intimida.
Mas valeu à pena Enfrentei sozinha esta vida dura
Prá chegar aqui, assistir agora, essa formatura
Se ele perguntar Pode ser até que nem lhe diga nada.
Começo a chorar Pelo que passei nessa longa estrada
Se me perguntar Por que chora tanto, mamãe me diz
Eu vou lhe explicar Que nunca até hoje, fui tão feliz.”
Sobre Nalva Aguiar

Cantora de diversos estilos e também atriz, Nalva de Fátima Aguiar nasceu no Triângulo Mineiro, na cidade de Tupaciguara-MG no dia 09/10/1945, tendo vivido uma infância humilde. Seu pai era alfaiate e também foi proprietário de um hotel.Com apenas três anos de idade, Nalva já sonhava ser cantora e começava a “ensaiar os primeiros passos”. Aos sete anos, passou a estudar acordeon. Nalva também chegou a ser professora da técnica desse instrumento musical. Mais tarde, Nalva Aguiar começou a cantar em festas e também na emissora de rádio de sua cidade natal, além de outras emissoras de rádio da região e também na TV Triângulo Mineiro. Na primeira metade da década de 1960 participou de um dos Discos da dupla Nísio e Nestor. No ano de 1966, Nalva trocou sua Tupaciguara natal pela capital paulista, época em que a Jovem Guarda estava no auge e era o que atraía a jovem cantora.

No ano seguinte, ela representou o Estado das Minas Gerais num concurso na que teve lugar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro-RJ, onde fez sucesso ao interpretar em inglês a famosa canção Jambalaya (Hank Willians).Ainda em 1967, Nalva Aguiar participou do filme Adorável Trapalhão ao lado de Renato Aragão. E em 1969 participou do filme 2000 Anos de Confusão também com Renato Aragão, além de seu companheiro Dedé Santana.No início da década de 1970, Nalva Aguiar fazia sucesso com o estilo da Jovem Guarda, sendo que um dos seus grandes “hits” era a versão de Wando para o famoso tema do Cristiano (personagem interpretado por Francisco Cuoco) da novela Selva de Pedra, na Rede Globo, em 1972: Não volto mais (Rock And Roll Lullaby) (Barry Mann – Cyntia Weil – adapt.: Wando).

Em 1976 Nalva estourou nas paradas de sucesso com a gravação de Beijinho doce (Nhô Pai) (apesar de ter sido num “ritmo pop”), gravação feita no ano anterior e que fez parte da trilha sonora do filme “O conto do vigário” de Kléber Afonso e Barros de Alencar. O Compacto Simples com essa gravação (Epic/CBS Nº 66280) vendeu mais de 500 mil cópias e tinha no Lado B a música Amigos como antes (Totó).Em 1977, Nalva participou do filme Entre o Céu e o Inferno, juntamente com a dupla Duduca eDalvan. E em 1979 ela participou também do filme Sinfonia Sertaneja, com Geraldo Meirelles e Marcelo Costa.

Como Compositora, teve a música Coração sofredor (Nhô Pai – Nalva Aguiar) gravada em1983 pela dupla Tonico e Tinoco no LP Viva a viola, lançado em 1982 pela Copacabana (COELP 41873) e que foi remasterizado em CD.Nalva é também autora de Triângulo mineiro (Nalva Aguiar – Itamar dos Santos), Sombra dos laranjais (Tupaciguara) (Nalva Aguiar – Itamar dos Santos), Reportagem (Teixeirinha – Nalva Aguiar), Rosana (Nalva Aguiar – Itamar dos Santos) e Cortina da saudade (Tião do Carro – Nalva Aguiar), apenas para citar algumas. Em 1984, Nalva Aguiar gravou em dueto com Teixeirinha o LP “Guerra dos desafios (Chantecler 2.74.405.157).Consta em algumas biografias que Nalva Aguiar foi a primeira cantora a gravar Músicas de Renato Teixeira, apesar de que, ao que consta, o registro mais antigo de uma música de autoria desse compositor é de 1968, ano em que sua composição Madrasta (Beto Ruschel – Renato Teixeira) foi gravada por Roberto Carlos (LP O Inimitável – CBS 137585) e também pelo próprio Renato Teixeira (no LP IV Festival Da Música Popular Brasileira – Vol. 3 – 1968 – Philips R-765.067-L), além de Taiguara (LP O vencedor de Festivais” – Odeon MOFB 3570).As três gravações em 1968.Nalva, no entanto, realmente foi das intérpretes pioneiras em composições de Renato Teixeira, tendo gravado Interlagos (Renato Teixeira) e Não corto mais os meus cabelos (Renato Teixeira) em 1971 (7ª. e 8ª. faixas do LP Nalva – Beverly – SBLP-19009).Dentre várias outras composições de Renato Teixeira, Nalva também gravou, numa belíssima interpretação, Nó na garganta (Renato Teixeira) (LP “Nalva Aguiar” – Entré/CBS – 104500 – 1981), além de Amora (Renato Teixeira), Amado irmão (Renato Teixeira) e Doradinho (Renato Teixeira) (LP Doradinho – Chantecler – 2.11.405.623 – 1983).Além das composições de Renato Teixeira, Nalva Aguiar também gravou belíssimas páginas do repertório caipira raiz, como por exemplo Tá de mal comigo (Nhô Pai), Dia de Formatura (Moacyr Franco), Cabecinha no ombro (Paulo Borges), “Coração da Pátria” (Barrinha), Coração redomão (Tião do Carro – Moacyr dos Santos), Aurora do mundo (Goiá), Avenida Boiadeira (José Fortuna – Paraíso) e Peito de aço (Tião Carreiro – Lourival dos Santos), apenas para citar algumas.Após um período ausente das gravações, tendo inclusive morado no Exterior, Nalva retornou ao Brasil e, após ter sido apresentada pelo Marcelo Costa (TV Record) à gravadora Velas, ela gravou o CD Nalva Aguiar (012 948-2) em 1999, o qual contou com a participação de Ivan Lins (na faixa 7: Bandeira do Divino (Ivan Lins – Vitor Martins)), Chitãozinho e xororó (na faixa 1: Meu bem querer (Djavan)), e Sérgio Reis (na faixa 4: Vende-se (Dêne)), além do locutor de rodeios Barra Mansa (declamando versos na faixa 10: “Oração do peão de boiadeiro” (Renato Teixeira)).

O próximo capítulo de Sidney Carboni

Ontem, dia 24, partiu para a Pátria Espiritual uma personalidade muito querida entre nós: trata-se de Sidney Carboni, diretor e produtor de radionovelas. Aos 63 anos de idade, vítima de um infarto fulminante, o querido amigo foi escrever mais um capítulo de sua eterna caminhada em outros lugares…

A Rádio Boa Nova transmite as radionovelas, de segunda à sexta, à partir das 17h30. As radionovelas surgiram em Sorocaba, através da Rádio Clube PRD-7, no final dos anos 50. O auge, entretanto, foi atingido nas décadas de 60 e 70.

O gênero entrou em decadência no final dos anos 70, mas a Rádio Clube, hoje Boa Nova, continuou mantendo o gênero no ar. A emissora pertencente à Fundação Espírita André Luis, produz minisséries de conceito Espírita em 05, 10, 20 e até 30 capítulos, que vão ao ar de segunda á sexta-feira, às 17h30.
Algumas novelas que encantaram e mexeram com a imaginação do ouvinte: Espinhos da Cor, O Templo da Solidão, Sol de Primavera, O Amanhã será Melhor, Onde mora o meu caminho, Além do Horizonte, Uma só Carne, A Selvagem, O Diabo de Manguaribe e Rosa Morena. Muitas dessas novelas Sorocabanas foram vendidas em várias regiões do Brasil.

Entre os autores que se destacaram no gênero está Sidney Carboni. Além de produtor e diretor, ele também era Sonoplasta. Todas as histórias foram comentadas e analisadas por Gastão de Lima Neto, diretor da Rádio Boa Nova de Sorocaba.

Hoje é dia do Rádio

Olá, ouvintes! Todos os dias conseguimos chegar até você através das ondas do rádio. Isso só é possível porque algum dia, alguma pessoa muito curiosa e inteligente inventou este meio de comunicação. Outra coisa que devemos pensar é: quem foi a pessoa iluminada, que trouxe a primeira emissora de rádio para nosso país?
Esta pessoa iluminada foi Edgard Roquette Pinto, considerado o “Pai do Rádio Brasileiro” (veja foto ao lado).

Roquette Pinto carregava consigo a esperança que, através do veículo rádio, pessoas analfabetas e isoladas de informações pudessem manter-se atualizadas e, desta forma, pudessem ter acesso a educação e cultura.

Sendo assim, a primeira transmissão Radiofônica no Brasil aconteceu em 7 de setembro, no ano de 1922 no alto do Corcovado, Rio de Janeiro. Naquela ocasião, toda a população pôde ouvir, pela primeira vez, a voz do então presidente Epitácio Pessoa. Vamos notar a data (7/set/1922). Neste dia, o Brasil comemorava o centenário da Independência do Brasil. Imaginem só a emoção!

Depois disso, muitas coisas aconteceram, e as pessoas descobriram que os espaços no rádio poderiam ser comercializados. Infelizmente, o foco principal deste veículo passou da educação para o lado comercial, e lá se foi o ideal de Roquette Pinto por água abaixo. Ele, muito decepcionado com tudo o que estava acontecendo, entregou a sua emissora para o Governo do Rio de Janeiro, com a promessa de que eles utilizassem esta ferramenta somente para educar.

É por isso que comemoramos o dia Nacional do Rádio dia 25 de setembro, dia do nascimento de Roquette Pinto, o pai do Rádio Brasileiro. Uma homenagem mais que justa!

Nós, da Rádio Boa Nova, nos sentimos extremamente honrados por fazer parte da história da comunicação, levando sempre até você uma mensagem que consola e educa a alma!

Rádio Boa Nova – “Comunicando em Prol de um Planeta de Regeneração”

Nelson Ned: o pequeno gigante da Canção

Hoje, o programa Clube Amigos da Boa Nova tocou a música “Se as Flores Pudessem Falar”, composição de Nelson Ned.
Nelson Ned nasceu em Ubá e desde cedo se interessou por música. Foi nos anos 60 que começou a se apresentar e gravar discos, inclusive nos países da América Latina, onde é extremamente popular. Com repertório voltado para a música romântica, seus shows atraem multidões em estádios e teatros. Como compositor, já teve músicas gravadas por Moacir Franco, Antônio Marcos, Agnaldo Timóteo e outros. Ganhou Discos de Ouro no Brasil e já se apresentou algumas vezes no Carnegie Hall, em Nova York.
Na década de 90 passou a cantar músicas evangélicas, após ter-se convertido. Lançou em 1996 a biografia “O Pequeno Gigante da Canção”, uma referência à sua condição de anão.

Se as Flores Pudessem Falar – Nelson Ned
Há quanto tempo eu preciso falar com você
Dessa tristeza que eu já não posso esconder
Já lhe escrevi tantas cartas, você nem ligou
Os meus recados de amor, você nem escutou
Hoje eu lhe mando essas flores
Que eu colhi de um jardim
Na esperança que você se lembre
Um pouquinho de mim
Ah! Se as flores pudessem falar
Pra você que eu te amo
Se essas rosas pudessem pedir
Para você me amarAh!
Se as flores levassem recados
A todos os namorados
Quanta gente no mundo teria
Mais sorte no amor
Mas quem sabe, aconteça um milagre
Ao você receber flores lindas assim
Pode ser que você de repente
Venha gostar de mim

Solo:
“Hoje eu lhe mando essas floresQue eu colhi de um jardimNa esperança que você se lembreUm pouquinho de mimAh! Se as flores pudessem falarPra você que eu te amoSe essas rosas pudessem pedirPara você me amarAh! Se as flores levassem recados A todos os namoradosQuanta gente no mundo teriaMais sorte no amorMas quem sabe, aconteça um milagreAo você receber flores lindas assimPode ser que você de repenteVenha gostar de mim.”

Downloads Rádio Boa Nova

Olá, ouvinte e leitor do blog. Você já sabe da novidade da vez?

A novidade da vez são os downloads dos programas da Rádio Boa Nova.

Se você já é sócio do Clube Amigos da Boa Nova, não perca tempo e baixe seus programas. Se você ainda não é um sócio do Clube Amigos da Boa Nova, associe-se agora mesmo.

Para esclarecer melhor as suas dúvidas, leia as perguntas e respostas a seguir:

Pergunta: O que é fazer um download?
Resposta: fazer um download é baixar da internet um conteúdo para que você possa ouvir em qualquer horário, do seu computador, em seu carro, em seu mp3.
Neste caso, você entra em nosso site, escolhe o programa que você gostaria de ter e pronto! Ele é todo seu!!!

Pergunta: E fazer um download terá algum custo para você?
Respota: Não! Este é um benefício que a Rádio Boa Nova disponibiliza para você, que é sócio do Clube Amigos da Boa Nova!

Pergunta: Eu posso fazer a quantidade de downloads que eu quiser? Ou seja: posso baixar todos os programas que eu gostar, sem nenhum limite?
Resposta: Não! Cada sócio terá disponível uma quantidade de pontuação, o que vai corresponder ao número de downloads.

Quer fazer o seu download agora? Acesse nosso site: http://www.radioboanova.com.br/
Quer obter mais informações sobre como proceder? Ligue para 0800 12 18 38
Ainda não é sócio e gostaria de ser? Ligue também para 0800 12 18 38
Estamos aguardando a sua ligação!
“Esta é a Rádio Boa Nova – Comunicando em Prol de um Planeta de Regeneração.”

Somos a favor da vida, sempre!

Ontem, dia 21 de setembro, durante o programa Clube Amigos da Boa Nova, o apresentador Manoel Bolonha e José Damião, apresentador do Jornal Nova Era, discutiram sobre um assunto que causou indignação em todos.


Trata-se do caso Luiz Bassuma, Deputado Federal Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o aborto . O Diretório Nacional do PT decidiu por unanimidade suspender os deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), que se manifestam contra a legalização do aborto.

Os integrantes do diretório entenderam que os deputados infringiram a ética partidária ao “militarem” contra a resolução do 3º Congresso Nacional do PT, a favor da descriminilização do aborto. Bassuma teve seus direitos suspensos por 1 ano e Henrique Afonso por 90 dias. O relatório da Comissão de Ética petista, segundo antecipou o Estado anteontem, recomendava punição mais severa a Bassuma, sob o argumento de que o parlamentar demonstrara intolerância em relação a quem se posiciona a favor do aborto. Já Afonso, pastor da Igreja Presbiteriana Brasileira, é visto pelos petistas como “mais equilibrado” na questão.

Na véspera da punição, Bassuma dizia que não aceitaria “punição intermediária”. “O PT vai ter de escolher se me absolve ou se me expulsa. Eu sou reincidente e vou continuar reincidente”, declarou o deputado, que é espírita, preside a Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e apoiou a Terceira Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, em Brasília, no mês passado, contra o aborto. “Eles dizem que sou radical. Mas não tem meia vida, meio aborto. Então, não aceito a meia punição.” Afonso também criticou o PT. “Num assunto como este, que está relacionado à vida, o PT não pode simplesmente determinar que se trata de uma questão fechada. O PT virou um grande partido justamente por dar espaço à pluralidade.”

Pois é, pessoal! Infelizmente não são todas as pessoas que dão prioridade para a vida! Mas, enquanto pudermos, vamos fazer a nossa parte. Sempre!

Veja a participação de Roberto Rios em "Viver a Vida"

Roberto Rios, comunicador da Rádio Boa Nova, participou com seu depoimento na novela Viver a Vida, da Rede Globo, neste último sábado, dia 19 de setembro. Roberto Rios é apresentador do programa “Gente como a Gente”, na RBN. O programa vai ai ar todas as terças-feiras, às 17 horas. www.radioboanova.com.br

Assistam o encerramento da Novela ‘"Viver a Vida"

Olá, pessoal! Está no ar, desde segunda-feira passada, dia 14/09, a novela Global “Viver a Vida” de Manoel Carlos. Como marca registrada do autor, a novela é finalizada com depoimentos verdadeiros de pessoas que superaram desafios em suas vidas. Mas, qual o motivo de estarmos falando disso? Bom, é que neste sábado agora, dia 19 de setembro, teremos o depoimento de um comunicador da Rádio Boa Nova.

Trata-se de Roberto Rios, apresentador do programa “Gente como a Gente”, que vai ao ar às terças-feiras, 17 horas, aqui na Rádio Boa Nova. Roberto Rios é paraplégico desde 1996 e, desde então, iniciou sua militância na área da deficiência. Roberto Rios é Jornalista, radialista, já trabalhou como Assessor da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Cidade de São Paulo e atualmente é palestrante, sempre na intenção de levar às pessoas uma palavra de incentivo e força, para a área do mercado de trabalho. Além disso, é articulista da Revista Nacional da Reabilitação – a REAÇÃO. Recentemente ele e sua família participaram do Reality Show “Troca de Família”, na Record, onde sua esposa foi ficar com uma família em Portugal e uma outra mulher que mora em Portugal veio passar uma semana com a família de Roberto no Brasil, (veja foto acima, com sua filha e a mulher de Portugal)
Ufa! Pelo jeito ele não para nunca! Se você quer conhecer melhor este comunicador da Rádio Boa Nova, leia a seguir uma entrevista que ele concedeu ao jornal da AME – Associação dos Médicos Espíritas:
AMEComo se deu a sua deficiência?
Roberto Rios- Sou paraplégico em função de lesão medular causada por tiros. Fui vítima de um assalto em 1996. O primeiro projétil atravessou o peito lateralmente furando os dois pulmões e o segundo atingiu a 8° vértebra toráxica. A lesão medular é bastante complicada, pois, muito diferente do que a maioria pensa, não é só não andar, ela rompe o comando das funções de todos os órgãos que estão abaixo como: bexiga, intestino, sexo, sensibilidade, etc, além de outros desdobramentos como: infecções, feridas, deformações, perda de massa muscular, etc.
AME – Como foi sua infância, seu relacionamento com sua família e colegas de escola?
Roberto Rios – Minha infância foi super saudável. Criei-me no interior bem próximo do mato. Nadei em rios e lagos, pulei de cipó milhões de vezes, subi em todo tipo de árvore, corri por todos os caminhos e trilhas, sempre descalço, tomei sol e chuva, sempre sem camisa. A alimentação, na sua grande maioria, vinha do nosso próprio quintal. Verduras e legumes que eu e minha mãe plantávamos, as aves que criávamos e as frutas que cuidávamos. Tudo isso, talvez, tenha sido decisivo para minha força física e conseqüentemente uma boa recuperação. A família foi normal dentro do ambiente rústico e quase sem instrução em que vivíamos, mas sempre com um amor enorme e incondicional por parte de meus pais. Amigos de escola foram poucos, pois meu pai mudava constantemente de cidade devido a sua profissão. Não cheguei a ter aqueles amigos que nos acompanham por toda a vida desde a infância, mas teve as compensações, a bagagem cultural por viver em muitos lugares foi acima do normal.
AME – Como iniciou sua militância na área da deficiência?
Roberto Rios – Foi logo no quarto ou quinto mês após a lesão. Eu ainda estava tomando três remédios fortíssimos para depressão, por imposição de um médico, quando decidi parar e tocar minha vida normalmente sem dependências. Voltei a trabalhar e comecei a minha reabilitação na AACD. Foi aí que conheci um pouco do mundo da pessoa com deficiência e vi que o bicho era mais feio do que parecia, pois as pessoas com deficiência, de uma maneira geral, conviviam com agravantes terríveis como pobreza e falta de informação. Então fui pelo caminho da informação. Criei um gibi com um personagem cadeirante (o LEME). Comecei a dar aulas no curso de lesão medular da AACD, entrei para o rádio fazendo um programa de entrevistas, fiz faculdade de Jornalismo e aí não parei mais. Escrevo para a revista Reação, projetei a Seped e já ministrei centenas de palestras, sempre com o objetivo de melhorar o conhecimento e dar uma melhor qualidade de vida para essas pessoas..
AME – O que pode apontar como avanço e retro cesso na área?
Roberto Rios – O maior avanço, aqui no Brasil, foi a abertura de muitos espaços na mídia para a discussão da causa. Isso trouxe uma aproximação maior da sociedade. Com isso, houve a quebra de barreiras atitudinais existentes pelo medo e falta de conhecimento e, lógico, um crescimento enorme para todos. Essa troca que deve existir pelas diferenças é, certamente, a maior fonte de aprendizado do ser humano. Conseqüência disso, dessa maior interatividade, também evoluíram as pesquisas e produção de produtos. Como retrocesso, acho que foi o crescimento da ambição de alguns, se aproveitando do enorme mercado que se descortinou. Tem pessoas, com cara de anjo, super interessadas na causa do deficiente mas que não conseguem esconder o verdadeiro objetivo, que é o financeiro ou a promoção pessoal.
AME – Quais são os principais desafios que uma pessoa com deficiência enfrenta atualmente?
Roberto Rios - Eu entendo que, para aqueles que têm garra e que querem se superar, vencer, quebrar barreiras, os desafios são menores do que a 15 ou 20 anos atrás. As pessoas com deficiência que querem realmente a inclusão social, sem privilégios, encontram hoje, uma sociedade mais mobilizada. As barreiras arquitetônicas estão diminuindo, as novas construções já nascem com desenho universal, o mercado de trabalho está totalmente aberto, ainda que por força da Lei 8.213, os empresários estão conhecendo melhor a força e capacidade da pessoa com deficiência. Hoje, acho que temos o desafio de tirar totalmente da sociedade o sentimento de dó. O resto – falta muito ainda – está caminhando. E para aqueles que não querem evoluir, que continuam se achando inválidos, que querem continuar dependendo da família ou da pena da sociedade, o grande desafio é acordar.

AME – Como se deu sua inserção na área da comunicação no rádio?

Roberto Rios – Eu sempre fiz palestras na minha religião. Cinco meses após o acidente, voltei a atuar como palestrante, e isso despertou a curiosidade da Rádio Boa Nova, que me chamou para uma entrevista. Depois de gravar uma hora, o apresentador me perguntou se eu tinha gostado, foi aí que sugeri uma nova linha de condução do programa. Propus que o programa tomasse a difícil missão de informar tudo que pudesse melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência, na área médica, no direito, no trabalho, no lazer, nas relações sociais, etc. Que esse programa fosse a grande ferramenta de aproximação da sociedade ao mundo da pessoa com deficiência, pois iria desmitificar e, com isso, derrubar as barreiras e as discriminações. Aceitaram minha sugestão e me convidaram para ficar no programa. Hoje, já completei dez anos apresentando o “Gente como a gente”, todas as terças, às 17h, e graças a Deus crescendo com muita audiência.
AME – De que forma você acredita que a comunicação pode contribuir para a inclusão social das pessoas com deficiência?
Roberto Rios – A comunicação é, com certeza, o principal caminho para a inclusão social. Ela deve e está cumprindo seu papel de esclarecer todas as dúvidas, tanto do lado da sociedade como da pessoa com deficiência. O ser humano sempre teve medo do desconhecido, isso faz com que ele crie travas de segurança para não correr riscos. Partindo desse princípio, fica fácil entender, por exemplo, que a pessoa com deficiência mental ou mesmo um paralisado cerebral era chamado de louco ou doido e, em muitas ocasiões, perigoso; que o deficiente físico era o “aleijadinho” incapaz e, até mesmo uma epilepsia era contagiosa. Portanto, não acontece o movimento rumo a inclusão, do lado da sociedade, se isso não for muito bem explicado. E do lado da pessoa com deficiência também precisa ser demonstrado que ele é capaz, fazer com que ele recupere a auto-estima e parta pra luta, saia do isolamento. Se não houver movimento dos dois lados, nunca haverá inclusão.
AME – Quais são seus planos para o futuro?
Roberto Rios – Aposentadoria, com certeza, não é. Continuarei a lutar muito nessa causa, porque acredito que existiram grandes cabeças que foram desperdiçadas ao longo de nossa história e que agora não temos mais tempo para esse grande erro. O mundo está numa velocidade alucinante de descobertas tecnológicas e acredito que isso tenha um motivo, não sei qual, mas tenho certeza que Deus sabe qual é e será nossa necessidade de conhecimento para sobrevivermos aos solavancos e catástrofes que nós mesmos plantamos. Por isso, se faz necessário que todos participem em igualdade de condições para criar e, mais importante, evitar que se destrua.
AME – Qual é sua mensagem para nossos leitores?
Roberto Rios – Acreditar sempre, mesmo que pareça impossível! Ter a inocência de sonhar, a ousadia de arriscar, a coragem de continuar, a maturidade para realizar e a humildade para recomeçar tudo de novo

Geraldo e o pé de tomate!

Querido ouvintes e leitores do Blog, paz e bem! Sabemos que nós, seres humanos, nos apegamos (às vezes demasiadamente) em algumas coisas. Existem pessoas que se apegam em animais, crianças, coisas materiais, enfim… Falamos isso porque nós temos um companheiro de trabalho, o Geraldo Roberto, que se apegou a um (vejam se pode), pé de tomate… A pequena planta que fica logo na entrada das Casas André Luiz, virou o xodó do nosso querido amigo. Essa história até nos lembra a do “João e o pé de Feijão”, um conto de fadas de origem inglesa.

Diz ele que todos os dias, quando chega pra trabalhar, faz uma saudação aos pequenos tomatinhos. Nós, sérios e organizadinhos que somos, fomos até lá para conferir a veracidade deste fato que já virou assunto no programa Clube Amigos da Boa Nova. E não é que é verdade? Gente, olhem só que bonitinha a foto acima. Parece até o criador e as criaturas! É isso mesmo, Geraldo! Devemos amar de verdade as plantas. Agora… será que o Geraldo vai ter a coragem de comer esses, digamos, queridos tomates??
Bom, já que citamos a história do “João, o pé de feijão”, vamos relembrá-la:
A história conta que um menino chamado João vai ao mercado a mando de sua mãe com o objetivo de vender uma vaca. Quando João chega ao mercado, um estranho lhe propões cinco “feijões mágicos” em troca da vaca. João aceita a barganha e retorna para casa com os feijões no bolso. A mãe fica furioso por ele não ter seguido suas instruções de vender a vaca e joga os feijões pela janela. Enquanto João dorme, os feijões germinam e dão origem a gigantes pés de feijão. João ao acordar, escala o pé de feijão e chega a uma terra acima das nuvens. Este lugar é habitado por um gigante que se alimenta de seres humanos.
João é protegido pela esposa do gigante e consegue fugir dali depois de roubar uma sacola de moedas de ouro. João retorna no dia seguinte e rouba a
galinha dos ovos de ouro do gigante e mais uma vez consegue escapar ileso. No terceiro dia, João volta à terra do gigante para roubar uma harpa de ouro. Dessa vez, o gigante persegue João, mas João consegue descer o pé de feijão mais rapidamente o corta com um machado.

Beijos e até a próxima.


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