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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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Compreensão sob o Verdadeiro Significado da Vida

Enviado em 16 de junho de 2014 | No programa: Ação 2000 | Escrito por Éder Fávaro | Publicado por Rádio Boa Nova

Eutanásia: Ato de promover morte rápida e indolor a um doente incurável para por fim ao seu sofrimento.

O direito de se ter a morte assim abreviada ou de se matar alguém por esta razão.

O assunto é bem complexo. Para analisá-lo à luz da legislação humana e á luz do conhecimento espírita, sinteticamente, não é muito fácil. O tema é um, mas os fatores que envolvem procedimentos da criatura diante do fato merecem profunda reflexão. Cultura, sentimento, concepção religiosa, imortalidade, compreensão sob o verdadeiro significado da vida, a visão do momento no contexto das teses do conhecimento espírita. Enfermeiro preparando uma seringa

Os fatores que podem servir para uma tomada de posição, em função do livre arbítrio de cada um que esteja envolvido, precisam ser considerados.  Os familiares, o paciente e os profissionais que cuidam dele, precisam estar cientes de como proceder, em função da liberdade de consciência, um atributo essencial do espírito. Fundamentalmente é uma questão pessoal. 

O Espiritismo fala do livre-arbítrio. Caberia então a decisão aos familiares. Ainda assim, até que ponto os familiares poderiam decidir sobre a abreviação de uma vida, mesmo com a constatação médica de que é irreversível? Existem diversos casos onde pacientes terminais “milagrosamente” se recuperaram e vivem hoje uma vida normal. 

No caso de uma pessoa estar em sã consciência, sofrendo as dores físicas nesta jornada reencarnatória e desejando abreviar seu sofrimento, o seu livre-arbítrio poderia talvez ser atendido, mas não antes de serem profundamente analisadas as suas justificativas e fatores envolvidos. Pessoas passando por dificuldades físicas estão extremamente sensibilizadas e em processo de depressão intenso, sem perspectivas futuras.

Mesmo inconsciente esse espírito estaria apto a decidir sobre sua vida?

O Espiritismo nos ensina que não podemos julgar determinadas decisões e respeitarmos o livre-arbítrio, por desconhecermos todo o processo de cada reencarnação, de cada espírito, mas nos orienta também de que precisamos divulgar as ideias espíritas de que a vida vai muito além desta breve passagem no plano físico. Deve ficar sempre evidenciado que, a espiritualidade superior estará sempre presente e, inspirando os que estejam envolvidos no processo, seja qual for o caso.

Podemos “abreviar” a vida de alguém quando falamos em eutanásia?

Podemos sim. Mesmo que não deliberadamente.

Quando não oferecemos os recursos que dispomos para auxiliá-la quando podemos, em qualquer circunstância, no limite da nossa possibilidade. Este auxilio é  tudo o que podemos fazer no sentido de apoiá-la nas horas mais difíceis.

Orientar, ouvir, consolar, orar, vibrar, conversar, e passar a mensagem de bom ânimo, fortalecendo-a para que encontre forças para superar as dificuldades pela qual esta passando.

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