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Conectado, mas só?

Enviado em 22 de outubro de 2013 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Rádio Boa Nova

Conforme prometido, vamos à palestra de Shery Turkle – Conected, but alone? 

Segue também um link com legendas em português: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/sherry_turkle_alone_together.html

Com os devidos agradecimentos a colaboração de Eduardo Dubal, produtor do programa Transição.

Através desse incrível material disponibilizado pelo TED Talks podemos ter uma visão de uma das maiores autoridades no assunto de relacionamentos online, e, para a surpresa de muitos, ela não é criadora de nenhuma rede social, nem desenvolvedora de softwares de interação social, e nem qualquer especialidade ligada ao mundo da comunicação online. É uma psicóloga.

Partindo de diversos estudos sobre aprendizado infantil e computadores, seus trabalhos foram desde uma apresentação do avanço da interação homem-computador (The Second Self) até um alerta a respeito de como as interações online tem interferido em nossa vida social face a face (Alone Together).

O vídeo acima é uma palestra sobre esse último. Em poucas palavras, eis os 5 pontos-chave:

  • Os meios de comunicação e as redes sociais não mudaram apenas o que nós fazemos, mas também quem nós somos.
  • As pessoas estão tendo problemas em se relacionar com as demais e com elas mesmas, assim como a capacidade de auto-reflexão.
  • Temos esperado mais da tecnologia do que uns dos outros. Por conta disso, criamos tecnologias que nos dão a ilusão de companhia, sem precisar de verdadeira amizade.
  • Nos sentimos sozinhos, e temos a impressão que ninguém está nos ouvindo. A tecnologia então nos vendeu que a solidão é uma doença que precisa ser curada.
  • A conversa “à moda antiga” transformou-se em uma conversa através das mídias sociais, levando-nos a cada vez mais nos isolar. 

Interessante verificar como os itens “4” e “5” se alimentam mutuamente. Isolamento leva à carência, que leva às redes sociais, que leva a isolamento. E por aí vai.

A impressão de que por meio das redes sociais podemos substituir o contato humano face a face tem levado aos hábitos que temos visto. O alerta é que, o excesso tem levado a problemas na interação fora da rede.

O que é o excesso? Bom, a partir do momento que preferimos estar em frente ao computador, tablet, celular & company do que conversando com outras pessoas podemos ver o excesso basicamente estampado. Mas, e quando não quero conversar com essa pessoa, e sim com uma que está longe? Aí está o ponto.

Mãos digitando em um teclado

Ter nas mãos a chance de falar com quem quisermos, a hora que quisermos, do que quisermos e como quisermos nos levou a uma megalomania. Achamos que controlamos totalmente nossas interações. E por isso nos isolamos, pois não é possível interagir online e offline. E é possível notar isso facilmente.

Quantos amigos próximos não se desentenderam com namoradas ciumentas por não responderem o SMS logo em seguida? E quantos outros não ficaram um bom tempo com raiva porque falaram no “inbox” do Facebook e não tiveram resposta?

Vai me deixar falando sozinho?” Eis aí, a impressão de que estamos sempre sendo ouvidos. E aí daquele que não atender a esse sagrado compromisso sócio-digital. Afinal, já não existem manuais de etiqueta para o facebook? 

Ok, ok, você me trouxe antropologia, sociedade, sociologia e tecnologia. Mas e o espiritismo?

Seguindo o modelo do dia, 2 pontos a se pensar:

  • Caberia ao espírita condenar a rede social? De maneira nenhuma! (Essa tá na ponta da língua).
  • Caberia ao espírita condenar o excesso de relacionamentos nas redes sociais? NÃO. (Opa, essa eu acho que deixa algumas dúvidas). 

Afinal, o que cabe então ao espírita?

Conscientizar, e buscar o esclarecimento. Primeiramente de si para si. Após isso, dividir seu parecer com os demais. Convido o caro leitor a assistir o vídeo, e pensar, o quão prejudicial e o quão bom podem ser as redes sociais. E o convido também a dividir sua opinião no espaço dos comentários.

 

Foto ilustrativa: morguefile.com

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