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Conheça as Dicas da Semana

Enviado em 26 de junho de 2015 | No programa: | Escrito por Vanessa Cavalcanti | Publicado por Juliana Chagas

A poesia desta semana é uma linda reflexão de Amelia Mari Passos.

Confira também os depoimentos, a receita e a mensagem espírita.

Envie seus depoimentos e dicas pelo e-mail: ouvinte@radioboanova.com.br

Depoimentos

Fabio Brito – Belém do Pará: Olá bom dia! O dia poderia ser comum aqui onde trabalho, somente com as práticas do meu dia a dia, mas quando ligo o rádio e ouço a Boa Nova, flores de luzes entram através da internet… Muito obrigado!!!

 

Patricia Closs Nocko: Ouço a rádio sempre que posso todos os dias e tem me ajudado muito. Me sinto sintonizada com o Bem, aprendendo sempre, em todos os programas podemos extrair grandes aprendizagens. Obrigada e parabéns a todos vocês.

Receita

Almôndegas de soja

almondegas Soja

Ingredientes:

  • 200 g de margarina
  • 2 xícaras de açúcar mascavo
  • 2 ovos
  • 2 e 1/2 xícara de farinha de trigo integral
  • 1 colher de fermento em pó
  • 2 colheres de leite de soja em pó
  • 1/2 xícara de água
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de essência de baunilha
  • 2 colheres de sementes de linhaça

Modo de Preparo:

Bata a margarina com o açúcar até formar um creme.

Coloque os ovos, um a um, incorporando-os ao creme.

Coloque a farinha, aos poucos, para o creme não perder a leveza.

Junte o fermento, o leite, a água, o sal e a essência.

Bata mais 5 minutos para que a massa fique homogênea.

Acrescente as sementes de linhaça e misture com uma espátula de silicone.

Coloque em uma forma untada e enfarinhada (farinha integral) em forno pré-aquecido a 180° por cerca de 45 minutos.

Fonte: http://gshow.globo.com/receitas/almondegas-de-soja-4f14b1de2b827025470012ba

Mensagem

A casa de José, o carpinteiro, em Nazaré, ficava à margem do caminho que leva a Tiberíades. Pequena e humilde, mais humilde parecia, ainda, pela idade, e por não ser possível ao dono reconstruí-la. Edificada por Jacó, primogênito de Matran, tornara-se, por morte deste, propriedade do esposo de Maria, filha de Ana, da casa de Davi. E como o carpinteiro já se encontrasse velho e alquebrado de forças, ia deixando que o casebre se desmoronasse, açoitado pelos grandes ventos que sopravam no verão, das bandas do golfo de Caifa, e no inverno, da alta cordilheira que orna o país de Síquen. Sem cercas que a defendessem, era a casa rodeada de limoeiros, que perfumavam o ar, e que afogavam a casa, com as suas copas de um verde escuro, como punhados de manjericão em torno de uma rosa murcha.

Era à sombra de um desses limoeiros que José trabalhava, quando fazia bom tempo, manejando, trêmulo, o seu serrote e a plaina primitiva. E era sob a copa de todos os outros que brincavam, a manhã toda, e a tarde inteira, as crianças das casas vizinhas. Atraídas para ali pela frescura do local, vinham elas, isoladamente, ou duas a duas, ou três a três, com o seu perfil judaico, os olhos muito vivos e chegados um ao outro, para as correrias habituais. Trazia-as, muitas vezes, João, filho de Zacarias, antigo sacerdote do Templo, em Jerusalém. O Senhor, entre elas, da casa e dos limoeiros, era, porém, Yeshua, filho do carpinteiro, mais moço do que João quase um ano, e que era ainda seu parente, pois que Maria, esposa de José, e Isabel, esposa do velho sacerdote, eram primas e, apesar da diferença de idade, amigas e confidentes.

As duas famílias, a de Zacarias como a do carpinteiro, traziam no espírito, constantemente, duas preocupações. Segundo a palavra dos Profetas, o povo de Israel teria de cair sob o jugo do estrangeiro, do qual o livraria, no entanto, um grande Rei, que viria disfarçadamente à terra, com o sangue de Davi. A primeira parte das profecias estava cumprida. Os sucessores dos Macabeus haviam ateado a guerra civil na Judéia, e invocado, em certo momento, o auxílio dos romanos, que tinham escolhido o nome de Herodes, o qual reinava em Jerusalém. E a outra, a mais grave e difícil, parecia, agora, em via de realização.

Efetivamente, nove anos antes, achando-se Zacarias sozinho no Templo, em Jerusalém, pondo incenso no altar, ouvira um ruído, que lhe parecera o de um grande pássaro em voo. Volvera, lento, o rosto, e estacara, surpreso. Diante dele, vestido de uma túnica de luz, e que parecia feita com o fumo do incensário, estava um mancebo de fisionomia resplandecente, de cujas espáduas saíam grandes asas, e que lhe dissera, em palavras sem mistérios, que sua esposa, Isabel, lhe daria, dentro de alguns meses, um filho varão. Dissera isto, e desaparecera.

Suspeitando dos próprios olhos e dos próprios ouvidos, duvidava o sacerdote do próprio entendimento. Se a esposa, na mocidade, não lhe dera um filho, como lho daria, agora, quando os dois, ele e ela, já se sentiam velhos? Que fazer, pois, naquela emergência? Narrar o sucedido? Contar à mulher, e aos íntimos, a ocorrência do Templo? Melhor seria, talvez, não pecar pela palavra, quem já pecava, incrédulo, pelo pensamento. E desse dia em diante, aguardando os acontecimentos de cada hora, os seus lábios se selaram para o mundo, enquanto a sua alma se descerrava, inteira, para os olhos de Deus.

Semanas depois, o mesmo Enviado aparecia, belo e fulgurante, na casa do carpinteiro, em Nazaré. Levava àquele outro lar uma notícia idêntica. Maria, esposa de José, seria mãe, e o seu filho , neto de Reis, seria o Rei da Judéia.

De acordo com o anunciado, Isabel tivera, em verdade, um filho, que tomou o nome de João. E Maria concebera outro, que era, agora, essa triste criança, de seis anos, sob cujos olhos, de uma estranha doçura, as outras vinham, de longe, brincar à sombra cheirosa dos limoeiros.

Desde o nascimento do menino, em Belém, quando iam àquela cidade para serem recenseados por ordem de Augusto, o carpinteiro e a esposa se haviam convencido dos altos destinos do filho. Daquele príncipe dependia, desde aquela hora, a sorte do Povo de Deus. Daí os cuidados de que o rodeavam, a cautela com que o vigiavam dia e noite, o susto com que acompanhavam as suas menores enfermidades. Naquele pequenito moreno, de olhos claros e fisionomia meiga, estava, não apenas o filho único, mas o Rei; não unicamente o rebento miraculoso de um casal que ia desaparecendo sem prole, mas o Salvador de uma raça, prometido pelas profecias de remotos séculos.

Yeshua havia nascido, entretanto, tão alegre como os outros meninos de Nazaré. Ao se lhe enrijar o pequeno corpo, de linhas modelares e puras, procurara correr, como os outros, e, como os outros, subir às árvores, roubar o ninho aos pássaros, ou banhar-se no lago, quando a família ia a Genezaré ou a Tiberíades.

Mal, porém, tentava uma dessas distrações infantis, a mãe acorria aflita, ou acorria o pai, preocupado, detendo-lhe o gesto ou o desejo. E essa diferença de tratamento acordava-lhe dúvidas no espírito e no coração. Por que, sendo o mundo tão vasto, e a vida tão boa, só lhe não cabia, a ele, a alegria de ser livre como as crianças? Aquelas ondas cariciosas do lago, e aqueles ninhos de rouxinol dos olivais, teriam sido feitos unicamente para Mateus, filho de Marta, para Barnabé, filho de Manassés, para Eleazer, filho de Josué, ou, mesmo, para João, seu primo, tão violento que só procurava brinquedos de guerra, em que sempre saía vencedor?

Por que, ainda, a curiosidade de toda a gente, em torno da sua pessoa: o sorriso de zombaria de uns, ao apontá-lo de passagem, e o respeito comovido de outros, alguns dos quais chegavam, até, a ajoelhar na poeira dos caminhos para beijar-lhe, chorando, a barra grosseira da túnica?

Sob os limoeiros gigantes, cujos galhos, aqui e ali, roçavam o chão, a criançada brincava, correndo em algazarra, simulando combates de judeus e romanos. Por cima das ramagens, o céu era todo azul e ouro, e uma brisa fresca soprava, como uma carícia, das bandas do lago. Balançado ao sabor da brisa, o limoal escrevia em hebraico, aqui e ali, no solo pedregoso, com letras de luz abertas na sombra, pequenos poemas misteriosos. Tudo era, em torno, festivo e jovial. As próprias aves, tontas de luz, cantavam mais alto.

Sentado junto ao muro limoso de um poço, Yeshua, ele só, estava triste.

__ Pai __ havia pedido, momentos antes, ao carpinteiro __,deixa-me brincar com os outros!

__ Não, meu filho; não podes, __ respondera, paternal, o ancião, passando a mão trêmula e rude pelos seus cabelos castanhos. __ E se caísses, em uma dessas correrias, que seria de nós, e do teu Povo?

Aquelas palavras eram, para ele, um mistério. Que significavam elas? Que Povo era esse, que era seu, e que ele não conhecia?

Os seu olhos, doces, e mansos, encheram-se de sombra. Uma lágrima correu, lenta e límpida, parando aqui e ali, pela sua face morena, vindo deter-se ao canto da boca miúda, pondo, nela, um desagradável gosto de sal.

Yeshua, Príncipe da Luz, começava a sofrer nesse dia, a tristeza de ter nascido Deus…

 

Humberto de Campos

Poesia

Tempero

Não importa quanto tempoMão segurando relógio antigo

do tempo que passou

Erro todos os dias

mas acerto também

Choro às vezes

mas acho graça sempre.

A única coisa que não faço

é desistir

do que me faz bem

no tempo que não passou.

Amelia Mari Passos

Fotos ilustrativas: gshow.globo.com e http://www.freeimages.com/

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