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Cosmofagia

Enviado em 16 de março de 2017 | No programa: Pensamento e Vida | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

Na doutrina espírita, em geral, há muitos alertas em relação a nossa finitude. Isso não acontece sem por que, isso não acontece por acaso.

Naquela sua parte em que rememora, e profeticamente instaura uma nova hermenêutica dos ensinamentos do Cristo – tal qual ocorreu em alguns filósofos que os antecederam na linha do tempo (O Cristo e o Espiritismo) – existe uma séria conclamação para o desperto dos homens ante o caráter efêmero da vida na Terra.

É só abrir o Evangelho segundo o Espiritismo para ver uma série abundante de exemplos nesse sentido.

Mas, será que hoje em dia alguém quer saber disso?

Pensar na própria finitude?

– Tudo leva a crer que não, haja vista que a grande maioria de nós vive submersa num mergulho profundo e inconsciente no oceano da mundanidade.

Tudo o que queremos, almejamos ou sonhamos diz respeito ao mundo que nos cerca, e como aquilo que nos mobiliza, nos faz levantar, caminhar e correr atrás vem do que admiramos, acabou havendo o obscurecimento da visão da transcendência.

A consequência imediata e inevitável foi o oblívio do ser.

Esquecidos do ser essencial que nós próprios somos, assumimos o sentido da vida imposto por uma sociedade que sofre de cosmofagia aguda.

Sob o transe hipnótico da sede por coisas, deixamos de ouvir os apelos incessantes de nosso ser profundo, que nos propõe incansavelmente a busca da autorrealização.

 

 

 

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