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A crítica que constrói e o elogio que motiva

Enviado em 20 de outubro de 2017 | Escrito por Eliete Ribeiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Pai brigando com criança

Quantas e quantas vezes não ficamos inquietos e até tristes com aquela crítica que nos deixa para baixo e desmotivados? Mas será que este retorno, esta crítica não foi para o seu bem?

Recentemente, vi um vídeo do filósofo Mario Sergio Cortella ensinando que é para duvidarmos daquele amigo que concorda com tudo que fazemos e pensamos. Porque certamente, ele não está sendo verdadeiro e digno de confiança. Ele afirma que devemos ter por perto alguém que nos contraria e apresenta adversidades para que possamos superar os desafios e crescermos em todos os aspectos da nossa vida.

Ele até utiliza o termo: “quando não há adversários você emburrece”. E diferente de emburrecer vamos falar daquele que edifica os nossos conhecimentos, que são os professores e que no dia 15 de outubro comemoramos o seu dia. E aí vem a pergunta: de que professor você se lembra com carinho e respeito? Daquele mestre que facilitou a sua vida ou daquele que te cobrou, criticou, falou que você poderia ser melhor? Recordo-me claramente da minha professora da primeira série do ensino fundamental, a tia Leonor. Que dizia categoricamente: “Eu não sou sua tia”. Por acaso, eu sou irmã do seu pai ou da sua mãe?” Ela foi de fundamental importância na minha alfabetização. Bastante exigente, passava muitas lições de casa. Éramos obrigados a fazer repetidas vezes as cópias da famosa cartilha “Caminho Suave”. E muitos e muitos ditados. E quando íamos mal ela dava castigo, tirava pontos e passava mais e mais lição. Além de chamar a nossa atenção. Mas quando íamos bem, ela fazia questão de recompensar, elogiava para quem quisesse ouvir. Por isso, dávamos o nosso melhor. Num primeiro instante aquilo tudo parecia massacrante mas era para o nosso bem. Quem aproveitou estas exigências soube ver os resultados e as diferenças lá na frente. Todos têm recompensas. Naquela época, até por falta de maturidade víamos como uma professora carrasca, megera e até mesmo chata. Não sabíamos reconhecer que aquela atitude dela como professora não era para o nosso mal e muito menos para nos castigar, mas sim, para que pudéssemos ser pessoas melhores. Que o nosso aprendizado fosse de fato concreto e não apenas uma maquiagem do saber. Os princípios dirigidos por ela foram ensinados com propriedade.

Assim também são com os filhos quando falam de seus pais. Muitas vezes brinco com a minha filha: “Eu brigo com você, porque a mãe te ama. Porque se a mamãe não te amasse não ia te ensinar o que é certo”. Então rapidamente, quando brigo com ela, chamo a sua atenção ela diz: “Você está brigando comigo porque você gosta de mim, não é mamãe? Porque se você não gostasse não falaria nada, não é?” Então eu digo: “É isso mesmo. Aprendeu direitinho”. E você já parou para pensar que é assim, é em todos os campos da nossa vida? Porque quem não está nem aí para você, dificilmente vai fazer algum tipo de comentário. Se elogiou ou criticou, foi porque de alguma forma prestou atenção em você e se preocupa, tem interesse e porque não dizer até um respeito pela sua pessoa. O mesmo é no seu campo profissional. Se o seu superior ou alguém do seu meio lhe dá um feedback, você tem a opção de acatar e tirar o melhor proveito, ou de repente, se frustrar e se enclausurar nos seus pensamentos e assim deixar de melhorar e porque não dizer, evoluir.

“Abri, pois, os vossos ouvidos e os vossos corações, meus bem-amados!Cultivai essa árvore de vida cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, e a vereis produzir ainda, com abundância, seus frutos divinos. Deixai-a tal como o Cristo vô-la deu: não a mutileis; sua sombra imensa quer se estender sobre o Universo; não encurteis seus ramos. Seus frutos benfazejos caem abundância para sustentar o viajor sedento que quer atingir o objetivo; não os colheis, esses frutos, para os guardar e os deixar apodrecer, a fim de que não sirvam a ninguém. “Há muitos chamados e poucos escolhidos”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec).

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