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De quem é a Obra?

Enviado em 7 de outubro de 2014 | No programa: Na Próxima Dimensão | Escrito por Equipe Programa Na Próxima Dimensão | Publicado por Rádio Boa Nova

Mãos unidas

Junho de 1861, Jean-Baptiste Roustaing, advogado do Tribunal Imperial de Bourdeaux, ganhou destaque nas páginas da Revista Espírita, editada por Kardec, com uma carta de apoio ao “muito honrado chefe espírita”.

“…Nada vi, mas li e compreendi; e creio.”

Mais adiante afirmou: “Eu me honro de ser altamente e publicamente espírita. Roustaing, advogado”.

Em Fevereiro de 1866, um grupo de adeptos da doutrina, resolvem lançar um periódico intitulado Journal du Spiritisme Indépendant. Entre os “independentes”, destacava-se aquele que cinco anos antes apoiara publicamente Kardec; e ainda, meses depois, lança o livro: “Os quatro evangelhos – revelação das revelações”, onde “Jesus teria vindo à Terra em um “corpo fluídico” e não “em carne”a gravidez de Maria teria sido apenas em “aparência”; a reencarnação serviria como “castigo divino” e não como um ciclo evolutivo e virtuoso definido por Kardec; anunciava que “o futuro espiritual da humanidade estaria na “Igreja do Cristo” e nas mãos do papa, “cheio de humildade, com seu cajado viajante”.

Colocando a prova o Deus misericordioso do espiritismo, pois se Jesus não “sentiu na carne” suas dores, o ciclo fundamental do “nascer, morrer, renascer e progredir sem cessar” perderia o sentido.

Não bastasse os inúmeros charlatões que se diziam médiuns espíritas aproveitando-se dos mais incautos, e, já estava lá, a Doutrina recebendo o chamado “fogo amigo”, pois esse episódio deixou marcas profundas até hoje. Quem não sabe das pressões sofridas por Chico Xavier dentro da Federação, por parte dos Roustaingistas!

É certo que por essas e outras, devemos tomar o máximo de cuidado com todos aqueles que se apresentam para engrossar as fileiras de “nossas casas”. Mas, daí, por esse “excesso de zelo”, assistirmos o que atualmente acontece em vários grupos, há uma distância incomensurável.

“Justificados por essa preocupação com a Doutrina”, vemos atualmente dirigentes que “tomam” o poder dentro dos centros, e não abrem mão dele por nada!

E o que é pior, impedem direta ou indiretamente a presença de todos aqueles que chegam para somar, trazendo aquilo que tem de melhor – a boa vontade – por “medo da mudança”, parece até que os novos sempre representam um perigo. São impedidos de Falar, de Fazer, de Estudar e principalmente de ter Iniciativa.

Pobres dirigentes espíritas! Eles se esquecem, de que NÃO são os donos dos Centros.

Por mais que tenham colaborado e servido, e ainda, que tenham sido os fundadores das Casas, lembremos do que disse o Dr. Bezerra de Menezes, na obra Obreiros da Vida Eterna, à Adelaide Câmara, a Aura Celeste, quando esta relutava em sua desencarnação, preocupada com as crianças…

– A obra, é de Jesus!!!

 

Wantuil Novaes – Tuca (colaborador do programa Na Próxima Dimensão)

 

Foto ilustrativa: stock.xchng

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