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A Democracia Merece Respeito!

Enviado em 27 de outubro de 2014 | No programa: | Escrito por José Augusto Pinheiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Dilma Roussef foi reeleita ontem presidente da República, em segundo turno, com vantagem de 3,4 milhões de votos sobre o também mineiro Aécio Neves. A diferença numérica foi pequena.

Mulher com rosto pintado com a bandeira do Brasil

Mas valeu pelo aspecto democrático do voto direto, quem em 2014 completou 25 anos ininterruptos de vida útil. Já igualamos o período de ditadura militar, acrescido do governo Sarney (1964-1989).

Observado por esse ponto de vista, temos razões para nos felicitarmos: a democracia brasileira está sendo fortalecida a cada dia.

Porém – ah, porém -, poucas vezes o processo democrático foi tão duramente castigado com as propagandas da TV e do rádio – com tantas agressões aos adversários, na busca por desconstruir a imagem alheia, antes de apresentar propostas exequíveis e fundamentais para sairmos da situação incômoda na qual nos encontramos.

Quase um bilhão de reais foi investido nos horários políticos que nós fomos obrigados a assistir. Eu juro que busquei extrair alguma idéia nova, um plano de governo que motivasse a votar em A ou D. Mas foi difícil.

A democracia brasileira saiu da briga eleitoral de 2014 totalmente amarrotada e com cores desbotadas.

Não é esse o Brasil que eu desejo para mim, para você, tampouco para as crianças que não votaram ainda, mas que estiveram atentas a esse jogo nefasto do perde/perde.

Alguém ganhou, realmente? Creio que não.

A presidente Dilma, que teve suas fraquezas humanas amplamente expostas e, como defesa, atacou… atacou com garras ferinas, relembrando o passado, e dizendo para todos ouvirem: “Nós e vocês somos iguais. Os nossos erros não foram menores do que os seus”. Espera-se bem mais de quem exerce a missão de orientar o melhor caminho para 200 milhões de pessoas.

Aécio, que apesar de apresentar como principais credenciais os dois mandatos como governador de Minas Gerais, não conseguiu vencer em seu próprio estado em nenhum dos dois turnos. O seu tom mais belicoso do que propositivo também não foi capaz de encher de esperança o meu coração. Esperava-se mais de quem trazia como trunfo o legado herdado de seu avô Tancredo.

Como eleitor há 32 anos, a sensação que eu tenho é a de que o Brasil carece de lideranças natas que nos motivem firmemente com as suas palavras – mas principalmente com o seu exemplo moral e ético.

Na fogueira da emoção à qual foi submetido o pleito presidencial, saíram todos sujos e chamuscados.

A democracia merece respeito!

 

Foto ilustrativa: lounge.obviousmag.org

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