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Depende do ponto de Vista – Diferença entre viver e protestar

Enviado em 13 de fevereiro de 2014 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Rádio Boa Nova

Os dois artigos abaixo referem-se ao assunto abordado no programa Rádio Revista André Luiz.

O que idealizamos quando olhamos para os outros? Qual a importância dos conceitos espirituais na solução dos problemas que surgem em nossas vidas? Que lições podemos extrair de estórias alheias? – temas retirados do livro “Da Terra para o Céu” ditado pelos Espíritos Públio e Humberto de Campos ao médium André Luiz Ruiz.

  • Primeiro texto: sobre o tema abordado.
  • Segundo texto: estória que exemplifica o ensinamento dado no tema abordado.

 

Sombra de homem sentado com cabeça baixaDepende do Ponto de Vista

Este tema faz parte do livro “Da Terra para o Céu” de autoria espiritual de Públio e Humberto de Campos, pela psicografia de André Luiz Ruiz.

Esta obra nos auxilia na reflexão sobre os problemas do dia a dia. Humberto de Campos se une ao pensamento de Públio para levar o leitor a refletir sobre as dúvidas, conflitos, dificuldades e contradições da vida, sempre destacando a importância dos conceitos espirituais na solução dos problemas tão comuns na existência das pessoas, tendo por base os ensinamentos de Jesus.

Os autores espirituais relembram as muitas lições generosas deixadas por Jesus e esquecidas pelo homem em seu dia-a-dia e nos leva à reflexão para o agora, com relatos de casos e sobre as várias personalidades que se veem diante dos conflitos da emoção, na hipocrisia da vida, na imaturidade do espírito encarnado perante as grandezas da verdade. Trata-se da constatação do que somos todos e do que poderemos ser nos esforços da própria transformação.

Este tema nos é mostrado, claramente, pelo Espírito Públio, que quando olhamos para os outros, idealizamos:

  • uma casa semelhante à que foi construída perto da nossa velha moradia;
  • um carro da mesma marca daquele que nosso vizinho adquiriu;
  • uma viagem ao mesmo lugar paradisíaco para onde nosso parente viajou e nos mostrou as fotografias;
  • uma família equilibrada e feliz como é a do nosso companheiro de trabalho;
  • um emprego onde fazemos pouco e ganhamos muito, como é o caso do nosso chefe;
  • uma mulher mais jovem e mais escultural como é a esposa de nosso amigo;
  • um marido mais rico ou mais importante como é o da nossa companheira de caminhadas matinais.

E tantas outras situações que nos levam a essa idealização, já que quando olhamos para os outros, achamos tudo o que nos falta porque vemos o que eles possuem.

Para nós é a coisa mais fácil ser o que eles são; admirar os outros e imaginar como deve ser boa a vida que levam, ao mesmo tempo em que a nossa parece ser tão monótona e sem emoções.

Somos infelizes ou protestamos porque os outros nos parecem mais felizes e melhor instalados no conforto do que nós.

No entanto, importa a cada um avaliar o seu estado, independente de comparações e ao mesmo tempo, aprendermos a sair dos limites estreitos do patamar da nossa janela, dos quarteirões do nosso bairro, das fronteiras do nosso egoísmo e encontrarmos outros parâmetros para medir os outros em comparação a nós mesmos.

Olhar para o outro lado da vida produz uma reação diferente no íntimo daquele que o faz com sinceridade e autenticidade.

Levados a ver o mundo real, no qual a maioria está na luta pela simples sobrevivência, passamos a pensar diferente e perceber como a nossa vida é boa e como somos felizes.

Se, para imaginar o que falta, somos rápidos na observação dos outros aparentemente mais felizes do que nós, para imaginar o que não nos falta, olhemos para os que aparecem no mundo entre a dor e o sofrimento, batendo à nossa porta.

Julgar os outros é muito fácil, pois eles parecem sempre mais felizes porque nos parecem possuir mais do que nós e se isso pode servir de consolo, lembremo-nos de uma coisa: na janela alheia, a vida que você leva também é invejada por algum dos seus vizinhos, que pensa que ele seria mais feliz se vivesse como você, no conforto que ele imagina que você possui.

Estenda seu olhar para outras fontes de comparação que estão plasmadas pelas verdades da miséria. Na miséria alheia você encontrará tudo aquilo que pensa que está faltando em sua vida.

São as diferentes formas de ver a realidade.

 

Boneco com a placa Stop na mãoDiferença entre Viver e Protestar

Para que possamos verificar e aprender a diferenciar entre viver e protestar e conseguirmos compreender que tudo em nossa vida depende do ponto de vista, Humberto de Campos nos conta, no livro Da Terra para o Céu, a estória de dois jovens que participavam, efetivamente, de manifestações contra a violência e a morte de inocentes.

A passeata seguia, barulhenta e cheia de pessoas idealistas, gritando palavras de ordem contra as guerras em todo o mundo, a opressão dos poderosos, a necessidade de defesa dos mais fracos, a  percorrer as ruas, lentamente.

Uma jovem estava engajada nessa luta, nos seus dezenove anos de militante idealista pelos direitos humanos, indignada com as violências cometidas, levando a bandeira do pacifismo mundial em protesto contra os atos de crueldade que os outros cometiam, a partir de seus gabinetes.

Não namoraria nenhum rapaz que não fosse idealista como ela.

Ao visualizar, a uns metros de distância, um rapaz de vinte e dois anos, também adepto das manifestações, interessou-se por ele e arquitetou aproximar-se, o que não foi difícil conseguir e se colocou ao lado do jovem. Ambos se haviam descoberto.

Não demorou a iniciarem o namoro, com a anuência e confiança dos pais e, em virtude dos protestos, ora aqui, ora ali, passaram a se ausentar cada vez mais, ficando sempre mais próximos e mais tempo sozinhos, o que facilitou as coisas e a atração terminou levando-os a um relacionamento mais íntimo e aos seis meses de namoro, quando tudo estava mais e mais consolidado, a surpresa.

Uma vez constatada a gravidez, surge o medo de perderem a confiança dos pais, o julgamento dos amigos, a dificuldade para continuar participando de outras manifestações e, principalmente, pela incerteza da conduta de cada um em relação ao outro, decidiram que a melhor e mais fácil saída para todo o problema que enfrentavam seria o aborto e assim o fizeram.

Dali para frente, o tempo teria de apagar as feridas.

E, realmente, ambos continuaram respeitados pelos pais, pelos amigos, pelas contingências sociais que desconheciam o crime no qual tinham se acumpliciado por medo ou fraqueza moral. Só eles é que sabiam o que tinham feito. Tinham perdido o respeito por si mesmos.

Por isso, não mais foram vistos carregando a faixa que pedia pelas vítimas, protestando contra a violência e condenando os abusos contra os inocentes. Seguiam pelo meio da multidão, anonimamente, sempre calados, sem se colocarem a serviço da causa que nenhum dos dois havia sido capaz de defender quando chegou a vez deles de, pessoalmente, darem o testemunho de seus ideais de não violência e de defesa dos indefesos da Terra.

Estavam infelizes porque haviam descoberto, amargamente, que viver era mais difícil que protestar.

Refletindo sobre essa estória, podemos deduzir que não devemos julgar qualquer pessoa ou situação pelo que, aparentemente, conseguimos visualizar, pois, as aparências nem sempre demonstram a realidade e, mais que isso, devemos assimilar como norma de conduta que tudo, absolutamente, tudo depende do ponto de vista.

 

Fotos ilustrativas: stock.xchng e www.mensagenscomamor.com

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