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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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Diagnóstico antigo

Enviado em 22 de agosto de 2016 | No programa: Pensamento e Vida | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Juliana Chagas

Somente agora começo a entender a razão pela qual o Chico – você sabe, o “nosso” Chico – escreveu tantas e tantas páginas sobre a paz.

Menino na praia, em pé dentro da água

O diagnóstico é antiguíssimo, dado que os pensadores que antecederam o Cristo na linha do tempo já a haviam descoberto, e não somente como sucedâneo da felicidade, mas também, a guisa de medicamento dos mais eficazes contra as doenças da alma – espécie de antídoto poderoso capaz de combater todos os males que acabrunham o espírito.

Na conclusão da primeira lição do livro “Paz” Emmanuel efetua a seguinte afirmativa:

… A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso, depende unicamente de nós…(1)

Impossível não notar a semelhança deste pensamento com estoutro do filósofo estoico Epicteto: “Há coisas que dependem de nós e há as que não…” (2) e entre as que dependem de nós o pensador situa a compreensão.

O homem vive a cata da felicidade que costuma lhe escapar das mãos qual areia entre os dedos.

Instrumento inadequado? Metodologia inapropriada ou um sonho de todo impossível de se realizar?

Os espíritos através da codificação kardequiana nos dizem que é preciso mudar radicalmente a metodologia de busca.

Não devemos colocar o nosso anseio de felicidade, diga-se de passagem, – legítimo – nas coisas perecíveis. Por que? Seria um simples capricho deles esse conselho?

– Claro que não. É que agindo assim as chances de frustração seriam imensas.

Se o homem quiser alcançar um nível razoável de bem-estar consigo mesmo na vida, deve investir pesado no que dependa dele, ou seja, no enriquecimento gradativo da compreensão, compreensão do mundo, compreensão da existência, compreensão de si próprio.

Ao fazê-lo, na medida que avança em autoconhecimento, os olhos da alma vão se abrindo até alcançar aquela apreensão do entendimento de uma verdade libertadora: que a maioria de suas angústias, agonias e sofrimentos são voluntários.

No final das contas não somos nós que escolhemos depositar todos os nossos anseios de realização no bem-estar material?

 

(1) Francisco C. Xavier/Emmanuel, Paz, pag. 15.

(2) EPICTETO, Encheirídion, 1.1.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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