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Dor e sofrimento como oportunidade de resignação

Enviado em 30 de novembro de 2016 | No programa: Entre Dois Mundos | Escrito por Flávio Rodrigues Monteiro | Publicado por Juliana Chagas

Homem em escritório, com cabeça baixa e mãos no rostoResignação, eis um ponto que com frequência geram críticas de nossos irmãos que não abraçam o espiritismo como ideologia de vida, pois confundem resignação com conformismo, acomodação e prostração.

Essa confusão decorre ao nosso ver do pouco conhecimento dos atributos divinos revelados no início de O Livros dos Espíritos pelo Espírito de Verdade, entre elas nos ensina que “Deus é eterno, imutável e soberanamente justo e bom”, e admitindo que ele é justo e bom não nos envia “castigos” e dores desnecessárias, ou Deus não seria bom.

Outra questão importante que devemos examinar com carinho é que sendo nós, espíritos imortais, caminheiros de inúmeras jornadas rumo a perfeição, vamos deixando ao longo do caminho desacertos causados por nossas más tendências que podem ter causado muitas dores aos nossos semelhantes e em algum momento precisamos resgata-los, e aí está a justiça Divina se manifestando em todo o seu esplendor.

Portanto, aquilo que hoje chamamos de “dor” e “sofrimento” é na verdade a justiça divina sendo feita com uma dose generosa de compaixão e imenso amor, pois Deus a sua infinita bondade não nos aplica a pena definitiva de vivermos eternamente enclausurados na dor e sim nos apresenta novas experiências que nos permite corrigir a nossa rota rumo a sua Luz.

Deus, com suas leis perfeitas e imutáveis coloca em nossas mãos a responsabilidade pelos nossos atos, dores requerem remédios amargos, e a dor e o remédio está dentro de nós, quando nos conscientizamos dessa verdade a resignação se transforma em uma ferramenta ativa em nossa vida, aceitando com paciência aquilo que hoje por conta da nossa infantilidade espiritual chamamos de “dor”, e assim despertamos para a importância da nossa reforma íntima, curando “nosso espírito”.

Chico Xavier com sua doçura marcante nos ensina que: “Deus em sua infinita bondade nos permite pagar as nossas dívidas em suaves prestações, imagina se ele nos cobrasse à vista!”.

Tratemos portanto de trabalhar a nossa melhoria espiritual com paciência e fé, sabemos que nunca estamos sozinhos e ao direcionarmos nossas energias na direção do bem, traremos cada vez mais para perto de nós os amigos espirituais que nos auxiliarão nessa tarefa.

 

Foto ilustrativa: freepik.com

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