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Editorial

As alergias mais raras do mundo

Enviado em 26 de novembro de 2016 | Publicado por Mariana Fridman

materias_alergiasrespiratoriasA alergia é um problema que atinge a maioria da população mundial. Há diversos tipos de alergia e níveis de perigo. São muitas as causas de alergias– um quadro clínico que nada mais é do que uma resposta do sistema imunológico à presença de uma substância estranha ao organismo ou à hipersensibilidade causada por um estímulo externo.

Os sintomas das alergias são bastante diversos, e suas complicações podem ser graves.

Conheça algumas das alergias mais raras do mundo:

Alergia à água

Basta o contato da pele com a água para que uma reação alérgica apareça – e os efeitos podem demorar até duas horas para desaparecer. Diferente de outros tipos de urticária, causadas pela liberação de histaminaa urticária aquagênica é geralmente provocada por uma rara hipersensibilidade às substâncias presentes na água não-destilada, como o cloro. A doença rara não causa problemas só no momento de se banhar: suor, lágrimas e até mesmo a ingestão de um pouco d’água para aliviar a sede são grandes desafios para quem sofre da doença que ainda não possui cura.

Alergia ao frio
Se você sempre achou a expressão “morrendo de frio” um tanto exagerada, saiba que ela pode ter uma interpretação literal. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia,  a exposição ao frio intenso pode causar urticárias graves em jovens adultos acometidos pela doença, que tem incidência estimada em 0,05% da população. Geralmente motivada pelo contato com ar, líquidos ou objetos frios, a alergia à temperatura baixa pode causar urticárias generalizadas, dores de cabeça, hipotensão e até perda de consciência. O risco de morte aumenta em casos de mergulhos em águas geladas ou pelo consumo de bebidas ou comidas geladas, que podem causar o inchaço da laringe e, consequentemente, provocar a sufocação. A boa notícia é que em 50% dos pacientes a doença sofre remissão em até cinco anos.

Alergia ao próprio filho

A alergia um tanto inusitada atinge principalmente as mães de primeira viagem. Foi o caso da britânica Dayle Byrom, que durante a 20ª semana de gestação sofreu com os sintomas do que os médicos chamam de Erupção Polimorfa da Gravidez (EPG). Apesar de não afetar o bebê, a alergia causa grande desconforto na mãe, incluindo extrema coceira e vermelhidão. Não há consenso no que diz respeito à causa exata do quadro – estudos conduzidos pela Dra. Samantha Vaughan-Jones, da British Association of Dermatologists, indicam que há mais casos entre mães carregando filhos do sexo masculino, o que levanta a possibilidade da alergia ser resultado de uma reação à testosterona gerada pelo feto, embora não haja ainda confirmação científica. A boa notícia é que a dermatose é curada após o nascimento e não costuma se repetir nas gestações seguintes.

Alergia a exercícios físicos

Um aviso aos preguiçosos de plantão: você não ia querer ter alergia a exercícios físicos só para poder continuar sentado no sofá. A alergia, associada a 17% dos casos de urticária crônica auto-imune segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, possui um quadro clínico pouco agradável: além de coceira intensa, sensação de calor, ruborização, urticária gigante, inchaços, tonteira, vômitos, cólica e diarreia, em casos extremos pode levar até à morte. Podendo ser desencadeada pela ingestão de alimentos e remédios, o ideal é fazer um acompanhamento médico em caso da manifestação de sintomas da alergia.

Alergia ao sêmen
No mundo, foram documentados pouco mais de 80 casos da rara alergia também chamada de “hipersensibilidade ao plasma seminal humano”. Os sintomas, normalmente manifestados logo depois do contato com o líquido durante o sexo, incluem queimação, inchaço, coceira, dificuldade para a respiração, hipotensão e náuseas. Muitas vezes confundida com uma DST, a alergia pode ser evitada com o uso de camisinha e seu tratamento é simples.

 

Alergia ao sol

Não adianta apenas usar filtro solar. A doença, também chamada de erupção cutânea fotoalérgica, fotoalergia ou fotodermatose, é causada por uma reação do sistema imunológico desencadeada pela exposição ao sol. Suas causas podem ser várias – acumulação na pele de substâncias tóxicas depois da incidência solar, sensibilidade causada por medicamentos ingeridos ou fatores hereditários.

Alergia a madeira 
Imagine só a situação de um carpinteiro que desenvolve alergia a madeira. Esse é o caso do britânico Dan Hill, que deixou seu trabalho como banqueiro para se dedicar ao sonho de ser um carpinteiro. Segundo a BBC , Dan viveu apenas algumas semanas a nova profissão, já que repentinamente se viu coberto por erupções. Os médicos logo constataram que ele sofria de uma alergia rara à poeira da serragem. Apesar da ironia do destino, Dan não desistiu do sonho e, equipado com luvas e máscara, ele continuou sendo carpinteiro, apesar da reação alérgica. Com o passar do tempo, ele descobriu que a sua alergia era ainda mais rara, pois se aplicava a apenas um tipo de árvore: o carvalho africano. Trabalhando com outros tipos de madeira, Dan viu seu problema minimizado e pode concluir seu plano de ser um dedicado carpinteiro.

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