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“O mundo é a oficina. O corpo é a ferramenta. O dever a executar é a missão a cumprir.” Emmanuel

Editorial

Antes de dar um celular para seu filho deixe-o experimentar o tédio

Enviado em 16 de março de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

“Quando se tem um filho, já não se pode pensar com uma só cabeça. Não há paixão, dinheiro, fama, sucesso que seja mais poderoso que o amor por um filho! O pai e a mãe devem refletir diariamente sobre seu papel perante Deus e a sociedade. O bebê que está hoje em seus braços, amanhã será aquele homem que representará a nação. O que fizeram por ele agora poderão acompanhar depois com os olhos rasos de água, e não de lágrimas, pois lágrimas nos olhos é alegria, e lágrima é aflição”.

(A Espiritualidade e os Bebês, pelo espírito Irmã Maria).

 

Os pais, atualmente, estão encontrando de uma certa forma, um apoio da tecnologia para se livrarem de seus filhos, deixando-os cada vez mais ocupados e conectados com smartphones, tablets, celulares. Todos estes aparelhos eletrônicos estão espalhados pela casa, servindo como uma válvula de escape para os pais deste “mundo da modernidade”. Permitindo que estes aparelhos sejam os educadores de seus filhos.

No Livrinho das Mães, a autora Maria Montessori, uma psicografia de Dora Incontri nos ensina o seguinte:

“Esquecidas e descrentes estão as mães de hoje deste seu privilégio, sentindo-se muitas vezes impotentes e perplexas diante das dificuldades de um mundo tecnológico, esfriado de sentimentos e apenas dedicado à busca de bens e prazeres materiais. Muitas mães abdicam de sua prerrogativa de educar, intimidadas por essa complexidade contemporânea, também elas tantas vezes mais voltadas aos bens da terra do que aos bens espirituais dos filhos”.

Isto começa desde cedo. Em todos os lugares que frequentamos, lá está a criança com seu aparelho eletrônico em mãos. Seja em um restaurante, no consultório médico, na praça de alimentação de um shopping. As crianças parecem todas hipnotizadas e viciadas pelo entretenimento oferecidos por estes aparelhos. Elas não sabem mais brincar com nada e nem muito menos, sabem o significado de brincar em parques, bosques.  Elas já possuem o instinto do consumismo desenfreado. Passando incontáveis horas em frente aos tablets sendo manipuladas por vídeos, publicidades, youtubers, enfim, uma série de possibilidades. E ao chegar aos shoppings centers acaba sendo uma extensão e correm para comprar  brinquedos sugeridos por estes vídeos, concretizando desta forma, a manipulação que eles exercem sobre todos os seres humanos, principalmente, para com as crianças. E este brinquedo ao ser adquirido, certamente, logo será esquecido antes mesmo de se chegar em casa.

Em um trecho da entrevista do pediatra Dr. Daniel Becker à Débora Zanelato, do site Vida Simples Digital – Adaptação e título Portal Raízes ele faz a seguinte referência ao tédio:

“O tédio é necessário para desenvolver a mente

A vida urbana não permite que a criança extravase sua energia. Tem criança que fica de oito a dez horas conectadas a aparelhos, seja o smartphone, o tablet ou mesmo a TV. Elas não têm mais direito a um momento de consciência. Elas ficam o tempo todo distraídas, ocupadas, ‘ligadas’. E o tédio é a fonte da criatividade. A mente vazia é aquela voltada para si mesma, com pensamentos mais autorreflexivos. É aí que vai surgir a criatividade, e não em uma mente preocupada em consumir conteúdo que só a distrai, como nos celulares. Aula de inglês, vôlei, natação são bacanas, pois a aquisição de habilidades é ótima. Mas desde que venha contrabalanceada com horas livres. A criança precisa de tempo desestruturado para brincar. E não fazer só um roteiro estipulado pelos outros, só absorver as mensagens externas. Ela precisa da possibilidade de chegar em casa e brincar com o que quiser, ou ir para o parque e se divertir como preferir. Brincar sozinho também é uma atividade geradora de inteligência, de criatividade, de lidar consigo mesmo”.

Algumas pessoas eram do tempo em que se brincavam na rua: seja de pega-pega, esconde-esconde, amarelinha, pé-de-chinelo, enfim, uma infinidades de brincadeiras. E hoje infelizmente, as nossas crianças até por falta de segurança, ficam trancafiadas em seus apartamentos ou casas, sem ao menos ter a oportunidade de colocar o pé para fora. E a energia fica acumulada. Sem conseguirem inventar uma brincadeira, brincam com coisas prontas, que não exigem delas o poder da criatividade. Ficam  isoladas em seu mundo eletrônico, e ao se depararem com um coleguinha à sua frente, não sabem nem o que fazer. Quando na verdade, ela deveria prontamente brincar de “faz de conta”, “casinha”, bonecas, carrinhos, mas elas não têm esta iniciativa, não estão preparadas.

Vamos estimular as nossas crianças a brincarem mais, a vislumbrarem outros horizontes que não sejam só os aparelhos eletrônicos. Para que assim, elas sejam e sintam-se motivadas a vivenciar brincadeiras saudáveis. Deixemos e utilizemos a tecnologia a nosso favor e não como nossa inimiga. Diga para o seu filho: “Vai ser Feliz”.

 

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com

Fonte do Texto: http://www.portalraizes.com

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