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Editorial

Constelações Familiares já são uma realidade no Judiciário

Enviado em 19 de maio de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

Um dos grandes desafios da separação entre o casal está o sentimento e os conflitos que envolvem os filhos. É importante que todos encontrem os seus devidos lugares, sem que se sintam seres excluídos ou atrapalhando a vida de alguém. Todos têm direito de pertencer a uma família e a uma sociedade.

“O divórcio é uma lei humana que tem por fim separar legalmente o que está separado de fato; não é contrária à lei de Deus, uma vez que não reforma senão o que os homens fizeram, e não é aplicável senão nos casos em que não se levou em conta a lei divina; se fosse contrária a esta lei, a igreja seria forçada a considerar prevaricadores aqueles dos seus chefes que, pela sua autoridade, e em nome da religião, em mais de um uma circunstância, impuseram o divórcio; dupla prevaricação então, uma vez que seria só em vista de interesses temporais, e não para satisfazer a lei do amor”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Neste último domingo, uma reportagem especial do Fantástico, da Rede Globo de televisão, apresentou o Direito Sistêmico para conhecimento do grande público. A Constelação Familiar, que tem ajudado o Judiciário na busca de reais soluções para os conflitos familiares que a cada dia chegam ao poder judiciário, envolvendo casos de pensão alimentícia, partilha de bens.

A crescente judicialização de conflitos tem levado o sistema judiciário brasileiro a procurar novos caminhos para sua solução.

Muitos são os problemas quando há separação. Algumas mães ou pais criam situações de conflitos o que dificultam a separação. Muitos filhos passam quase uma vida inteira ouvindo suas mães se queixarem e apresentarem defeitos de seus pais e vice e versa. Quando na verdade não estão analisando o lado de seus filhos. Estão por vezes, até tendo comportamentos egoístas.

Os comentários mais frequentes são os seguintes: “Seu pai não está nem aí para você”. “O que o seu pai me dá mal dá para eu pagar a sua escola”. “A sua mãe poderia colaborar. Ela pega muito no pé”. “A sua mãe só reclama. Nada está bom”.

O médium Divaldo Pereira Franco na obra Constelação Familiar, ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis diz o seguinte sobre constelação familiar:

“Na constelação familiar, a prole é de relevante significação, sem a qual frustra-se a união dos
parceiros, diminuindo a intensidade do afeto e da alegria da comunhão constante.
O lar. é, essencialmente, o grupo consangüíneo que estrutura a continuidade do clã por determinação divina, organizando a sociedade humana em bases de amor e de progresso ético-moral-intelectual, graças ao qual o espírito alcança a plenitude.
Constituindo verdadeira provação a ausência de filhos biológicos, quase sempre termina pelo
surgimento de mágoas e de inquietações que culminam na dissolução dos vínculos afetivos em forma de separação do casal.
Faz parte da natureza animal e particularmente humana o fenômeno procriativo, por cujo meio as
heranças genéticas proporcionam a continuidade da família e a alegria dos pais, realizados emocional e espiritualmente com o sucesso do empreendimento afetivo, conjugando esforços para a harmonia doméstica.
Exceto quando o egoísmo calculista opta pela ausência dos filhos na união dos indivíduos, que
procuram somente desfrutar do prazer da convivência e do relacionamento sem a responsabilidade da reprodução, toda união sexual deve pautar-se na expectativa de gerar descendentes.
Naturalmente que, uma programação familiar objetivando o equilíbrio e a educação dos filhos,
constitui um compromisso saudável e dignificante, considerando-se que toda convivência que não se renova na estrutura emocional em que se apóia, culmina pelo tédio, pela perda dos estímulos e pela ausência de motivações para manter-se em clima de harmonia”.
Quando assim não sucede, o vazio existencial que advém da convivência com o mesmo parceiro, por imaturidade psicológica e pela falta de educação dos hábitos comportamentais, favorece a promiscuidade sexual mediante outras experiências fora do lar, com lamentáveis resultados emocionais, em face da insatisfação que sempre decorre da conduta irresponsável.
A prole, desse modo, proporciona a bênção da alegria defluente do prazer procriativo, através do
qual o ser adquire auto confiança e responsabilidade. É certo que as exceções são muitas, o que não retira a qualidade divina da construção da sociedade melhor do futuro.
Quando os parceiros não compartem dos júbilos afetivos com os filhos ou não repartem com esses
rebentos carnais a verdadeira doação de amor, terminam desviando os relevantes projetos da família para a auto realização, cada um dos quais preocupando-se mais com as ambições e projeções do ego, buscando o outro somente para a satisfação dos sentimentos sem a amplitude emocional de o promover e felicitá-lo como deveria ser”.

O processo judicial, que foi feito para tornar mais fácil o caminho para uma solução, torna-se em muitos casos, uma ferramenta de tortura para quem procura justiça ou até uma forma de manipulação, de quem consegue dominar esse caminho e encontrar formas de atrasar ainda mais a sentença.

De qualquer forma já é claro que, da forma como é hoje, todo esse processo é muito caro em diversos níveis e geralmente não traz uma solução duradoura para o conflito.

A Constelação e o Judiciário: Direito Sistêmico

As constelações Sistêmicas e o Direito Sistêmico chegaram ao judiciário para ajudar neste caminho da busca por soluções anteriores à judicialização.

Tudo é feito de uma forma improvisada num palco. O Juiz brasileiro e também constelador Sami Storch utiliza desta técnica terapêutica, chamada de constelação familiar. Ele diz que os representantes utilizam de impulsos inconscientes que surgem durante a sessão. Não são fatos racionais, são com sentimentos.

Já se percebe que não existe solução duradoura para conflitos, quando esta vem de uma terceira parte. Para uma solução duradoura e efetiva é necessário que as partes envolvidas sejam protagonistas na sua construção.

O Direito Sistêmico trabalha nessa direção. Ao trazer as partes em conflito para dentro da busca da resolução, ela inclui todos os interessados atende a todos em sua solução.

É um momento para compreender a aplicação que tem trazido resultados muito positivos não somente para a celeridade do judiciário, mas também um verdadeiro alívio para famílias que se encontram emaranhadas em brigas afetivas e muitos sentimentos de mágoas. Todos os casais que passam pela constelação não voltam mais a brigar na justiça.

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