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Editorial

Conviver com a diversidade favorece crianças

Enviado em 16 de agosto de 2016 | Publicado por Mariana Fridman

criançasPara entender como o cérebro responde ao perceber diferenças raciais, cientistas têm estudado o chamado “preconceito implícito”: uma reação biológica e inconsciente que pode determinar o quanto confiamos em cada pessoa de acordo com suas características faciais. Em um seminario da American Psychological Association, a psicóloga Jasmin Cloutier apresentou um estudo recente que sugere que crianças expostas desde cedo a rostos de outras raças podem ser menos suscetíveis a certos tipos de preconceito. Os cientistas acreditam que essas impressões relacionadas aos rostos das pessoas são criadas durante a infância.

No artigo do Journal of Cognitive Neuroscience, Cloutier descreveu o experimento com 45 participantes brancos, expostos a uma série de atividades visuais com o rosto de pessoas brancas e negras. Durante o teste, seus cérebros foram escaneados na região da amídala, a parte relacionada à sensação do medo e outras emoções.

Entre os participantes que afirmaram ter se relacionado com pessoas de outras raças quando crianças, a atividade dessa área cerebral foi bem menos evidente. O resultado pode indicar que seus cérebros estão mais “preparados” para encarar o rosto de negros como indivíduos antes mesmo de considerá-los como parte de um grupo racial diferente do deles.

O objetivo principal dos pesquisadores é analisar alternativas capazes de minimizar esse possível preconceito escancarado. O estudo ainda é recente, mas sugere que crianças expostas a uma variedade maior de rostos podem desenvolver melhor a habilidade cerebral de “processar” rostos e talvez estejam menos propensas a reações de medo quando tiverem contato com rostos que não forem familiares.

Fonte: Revista Galileu

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