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Editorial

A energia na era digital: cenário brasileiro

Enviado em 18 de abril de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

No começo de 2014 tive a oportunidade de conhecer algumas cidades do Nordeste: Maceio, Aracaju, Salvador. E em Aracaju, por exemplo, conheci o Parque Eólico da Barra dos Coqueiros, na grande Aracaju, que gera energia limpa e renovável. Alguns moradores na ocasião, comentavam que não se fazia ideia para onde estava sendo destinada a energia eólica produzida ali e nem mesmo quem a consumia. Com 34,5 megawatts de potência instalada e previsão de gerar 7,2 mil megawatts/hora por mês, a Usina Eólica Barra dos Coqueiros conta com produção suficiente para beneficiar uma cidade com cerca de 120 mil habitantes. É como se Itabaiana, a 57 quilômetros de Aracaju, pudesse ser abastecida facilmente.

Era comum o transporte de vários cabos especiais para torres eólicas nas rodovias das cidades do nordeste.

Como todos se lembram, a região sudeste sofreu muito com a forte estiagem. Antigamente era a região nordeste, mas o sudeste tem sofrido com a falta de água. Embora este ano, esta preocupação já tenha sido amenizada.

Porém líderes de grandes empresas do setor vêm debatendo a questão energética no País, tema que está no centro de qualquer plano de crescimento aqui e no mundo

O Brasil possui um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo, com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de sete mil quilômetros de litoral e condições climáticas extremamente favoráveis, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Com 151,7 GW de potência instalada, temos grande capacidade de geração e possuímos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Também temos inúmeros desafios. Nesse contexto, a digitalização representa uma oportunidade única de aproveitar e otimizar o potencial energético do país.

Em entrevista publicada no site da Revista Galileu, Gilberto Peralta, CEO da GE do Brasil afirma que o grande desafio é a equalização da matriz energética. Ele destaca que a General Electric está neste negócio há mais de 120 anos.

“Temos um conhecimento profundo de hardware, ou seja, de geração de energia hidrelétrica, eólica, térmica, solar e assim por diante. E agora estamos fazendo um investimento muito grande na área digital: queremos melhorar a eficiência dessa operação, gerando energia com melhor qualidade e menor perda. O Brasil tem um futuro promissor e a possibilidade de ser um dos pouquíssimos países no mundo com a matriz energética limpa”, afirma Peralta.

A energia limpa refere-se àquela fonte de energia que não lança poluentes na atmosfera e que apresenta um impacto sobre a natureza somente no local da instalação da usina.

Entre as formas de energia que atendem a esses requisitos, podemos citar: energia eólica, energia solar, energia maremotriz, energia geotérmica, energia hidráulica e energia nuclear. Todas essas formas de energia causam impactos ambientais, mesmo que sejam mínimos, porém, não interferem na poluição em nível global.

Wilson Ferreira Jr., CEO da Eletrobras, a maior empresa do setor de energia do Brasil conta que outros desafios importantes relativos ao tema da automação e digitalização estão ligados à eficiência das operações do sistema. Esse objetivo é importante para que possamos refletir isso em termos de valor da tarifa no aumento da confiabilidade dos sistemas. “A tecnologia vem para ajudar nesse ponto e também as empresas, porque serão capazes de fazer os equipamentos elétricos que dão suporte à operação, como transformadores, chaves, cabos e geradores que durem mais. Vamos conseguir processos de manutenção mais estendidos, e a vida útil desse equipamento vai aumentar pelas características de monitoramento que essas tecnologias vão trazer.

Solange Ribeiro, CEO do Grupo Neoenergia esclarece que as máquinas a vapor e a Revolução Industrial mudaram a maneira de se produzir as coisas no mundo inteiro nos séculos XVIII e XIX.
E a Revolução Digital já mudou a maneira como você se comunica, como assiste à TV, como faz um exame em um hospital, e também está impactando as formas de produção. Estamos explorando novas oportunidades a partir da Internet Industrial, conceito que se refere à aplicação de soluções digitais no processo de produção com foco em redução de custos e ganho de eficiência. A energia é imprescindível para a infraestrutura do País; nesse contexto, como fazer essa onda digital agregar mais valor ao setor?

O avanço das tecnologias digitais também se aplica à área de geração hidrelétrica. O Brasil tem hoje cerca de 250 hidrelétricas e equipamentos que fazem o monitoramento das máquinas para que produzam mais e as manutenções sejam mais espaçadas, reduzindo os custos e as paradas não programadas. Os consumidores também poderão ter ganhos diretos, pois vão poder escolher se querem comprar energia de uma fonte renovável e se beneficiar de diferentes momentos tarifários ao longo do dia.

Como percebemos pelos depoimentos dos sergipanos, em relação ao armazenamento da energia que foi gerada, o quanto ainda é preciso evoluir? Nós estamos preparados para um cenário que deve se concretizar em breve, com casas, prédios e carros 100% conectados; mas no quesito energético, como estamos? É possível perceber que já houve grandes avanços com a tecnologia.
De repente a resposta para se ter este ganho de eficiência e estabilidade para todo o sistema de energia limpa, seja apostar com força total na digitalização.

 

Sites Consultados: http://www.jornaldacidade.net/noticia-leitura/69/85121/energia-do-parque-eolico-ainda-e-pouco-conhecida-.html#.WPUIb0Xyu1s

http://brasilescola.uol.com.br/quimica/energia-limpa.htm

http://revistagalileu.globo.com/Caminhos-para-o-futuro/Energia/noticia/2017/04/energia-na-era-digital-cenario-brasileiro.html

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com/search/wind-energy

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