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Editorial

Ensino religioso nas escolas pode contribuir com o aumento da intolerância a outros dogmas

Enviado em 9 de outubro de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que o ensino religioso nas escolas públicas poderá ter caráter confessional, ou seja, o de seguir dogmas e ensinamentos de uma religião específica.

Mas será que essa decisão pode contribuir com a intolerância religiosa? Para o estudioso espírita André Marouço, a resposta é sim.

Em entrevista ao Boletim Espírita, Marouço afirmou que não há dúvidas de que a decisão contribuirá para uma segregação religiosa, pois as crianças poderão estranhar as doutrinas ensinadas por outros dogmas.

“Um exemplo: se os pais são espíritas, eles acreditam na reencarnação. Já na escola, os pequenos podem aprender sobre a ressurreição. Entendemos que se trata de uma violência para com os direitos dos pais criarem seus filhos”, observou Marouço.

Por isso, Espírito Emmanuel relatou, por meio da mediunidade de Chico Xavier, que o evangelho deve ser realizado no lar.

“A melhor escola é o lar, onde a criatura deve receber as bases dos sentimentos e o caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar poderá edificar o homem”.

Marouço reforçou a mensagem de Emmanuel dizendo que os pais devem separar um tempo do seu dia para cuidar e falar de Deus para as crianças. Segundo ele, a escola não faz o papel de educar e, sim, de formar o ser integral. O desenvolvimento dos encarnados no âmbito escolar deve ser feito por professores preparados e instruídos. Só desta forma, as crianças se tornarão adultos capazes de compreender textos e interpretar mensagens religiosas.

Para saber o tamanho do problema em relação à educação no Brasil, basta olhar os números do último estudo do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês), divulgado em setembro.

O Brasil possui cerca de 46 milhões de estudantes, distribuídos entre os ensinos Básico, Fundamental 1 e 2 e Médio em escolas públicas e privadas. A maioria dos que estão matriculados não conseguem fazer operações matemáticas simples, compreender textos em português ou mesmo alcançar os conhecimentos mínimos de ciência.

“As escolas devem ter uma estrutura adequada para ensinar as crianças às matérias que lhes compete como a matemática, o português, química, física, entre outros”, finalizou Marouço.

Fontes: Experience Club e Boletim Espírita.

Para conferir a entrevista na integra, assista:


 

 

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