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Editorial

Falta de tempo para os filhos- pais que só ficam ao celular

Enviado em 18 de março de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

Muitas são as reclamações dos pais para com as crianças, quando o assunto é uso excessivo do celular. Mas e quando a situação é inversa? Pais que passam o tempo todo com a cara no celular? E filhos a implorar por um minuto disputado de atenção. Em meio a tantos concorrentes disponíveis pelos aplicativos do celular, poucas são as chances das crianças. Dados da Anatel indicam que o Brasil terminou janeiro de 2017 com 243,4 milhões de celulares, ou seja, o número de usuários é cada vez maior. Sendo assim, é necessário fazer uma boa administração do tempo de uso dos dispositivos eletrônicos.

É possível fazer muitas tarefas com esta ferramenta fantástica: interagir com novas pessoas, realizar pagamentos online, trabalhar, estudar e encontrar inúmeras  oportunidades. Mas como tudo na vida apresenta os dois lados da moeda, dependendo do uso que fazemos de tudo, o advento da internet também trouxe consigo uma gama de desafios e consequências.

Que o celular é útil não há dúvidas, mas como tudo, é imprescindível saber o momento oportuno de utilizá-lo. Pai e mãe trabalham fora, isto é muito comum. Mas e quando o trabalho continua em casa? E os filhos apenas desejam mostrar aos pais o que fez na escola, ou uma brincadeira nova que descobriu?. O segredo é ter foco no pequeno. Não adianta falar que vai ficar com ele e fazer isso enquanto trabalha ou olha seus e-mails. O ideal é se desligar do mundo e prestar atenção somente na criança. Isso fará com que seu filho se sinta valorizado e importante. E você não escutará as seguintes frases: “Mãe olhe pra mim”. “Mãe brinque comigo, por favor!

Os pais muitas vezes vão até um restaurante com a família, e quando se percebe, lá está o pai e a mãe se distraindo com o celular. Continua trabalhando, checando e-mails, fazendo comentários nas redes sociais, e até mesmo falando ao celular.

O Espiritismo não é contra toda esta tecnologia que está a nossa disposição. Na Introdução de O Livro dos Espíritos, item VII, analise o que Kardec tem a dizer sobre a ciência:

“As ciências comuns se apóiam nas propriedades da matéria, que podem ser experimentadas e manipuladas à vontade; os fenômenos espíritas se apóiam na ação de inteligências que têm vontade própria e nos provam a todo instante não estarem submetidas ao nosso capricho. As observações, portanto, não podem ser feitas da mesma maneira, num e outro caso. No Espiritismo elas requerem condições especiais e outra maneira de encará-las: querer sujeitá-las aos processos ordinários de investigação seria estabelecer analogias que não existem. A ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do Espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria”.

Estas ferramentas tecnológicas estão aqui para auxiliar e não atrapalhar.

Sendo assim, é importante se policiar e fazer este exercício de se libertar do vício do uso excessivo do celular, isto pelo menos durante o tempo que passar com a família. A proposta é que se deixe o celular em cima do armário, e a partir do instante em que se entrar em casa a dica é não atendê-lo a não ser que seja uma ligação telefônica ou para verificar se há alguma mensagem de Whatsapp ou outra de certa urgência quando estiver de passagem, e nunca enquanto estiver com com os seus filhos. É importante não tirar o celular da bolsa no parque. E, é claro, não olhar o celular durante as refeições. Por isso por em prática não é uma tarefa tão difícil assim. Você é capaz de deixar o celular em casa para ir à praia, levar as crianças aos balanços do parquinho sem levar o smartphone. É preciso vivenciar a maternidade e a paternidade. Não deixar que a tecnologia te trapaceie e você não acompanhe o desenvolvimento do seu filho. E depois faça a seguinte pergunta: “Quando foi que ele cresceu, que eu não percebi?”.

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