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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

Editorial

Há 122 anos, Bezerra de Menezes assumiu a presidência da Federação Espírita Brasileira

Enviado em 9 de agosto de 2017 | Publicado por Elen Alarça

Há exatos 122 anos, um dos grandes nomes da doutrina espírita, Bezerra de Menezes, assumiu a presidência da Federação Espírita Brasileira (FEB), em 1895. Também foi em agosto que Menezes expunha publicamente durante uma conferência, pela primeira vez, sua fé no espiritismo. Tinha 55 anos na época. A palestra foi realizada no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro e tinha mais de 502 mil pessoas.

Vale à pena relembrar sua história

Menezes foi médico, escritor e jornalista. Escreveu grandes obras e deixou um legado de amor e dedicação ao próximo. Nasceu em 29 de agosto de 1831, no estado do Ceará, numa localidade chamada na época de Riacho de Sangue, hoje Jaguaretama. No ano de 1838, começou os anos escolares na escola pública de Vila do Frade e terminou sua carreira acadêmica em 1856, formando-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Casou-se com Maria Cândida de Lacerda em 1858, aos 27 anos. Sua mulher voltou para a Pátria Espiritual em 1863, deixando dois filhos pequenos. Após esse fato, Menezes começou sua carreira jornalística em 1859 a 1861, como redator no “Anais Brasilienses de Medicina”, uma publicação da Academia Imperial de Medicina.

Sua segunda esposa foi Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã por parte de mãe de sua primeira mulher. Eles tiveram mais sete filhos. Nessa época, Menezes já atendia muitas pessoas de baixa renda como médico e dedicava a trabalhar para as pessoas de baixa renda. Ele ficou conhecido como o “médico dos pobres”.

Menezes conheceu a doutrina espírita em 1875, com o lançamento no Brasil da tradução em português do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. A partir de então, o médico se converteu para o espiritismo e se convenceu de que era um “espírita de nascença”. “Abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim […] parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença”, disse ele numa entrevista realizada em 1892 para a Federação Espírita Brasileira. Menezes deixou um legado de diversas obras, entre artigos e livros publicados para o público da doutrina.

Fonte: Febnet.

 

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