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Editorial

Intuição ou inspiração?

Enviado em 19 de março de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Intuição de acordo com o dicionário significa (do latim in tueri = ver em, contemplar) um conhecimento direto, imediato do conjunto de qualidades sensíveis e essenciais dos objetos e de suas relações, sem uso do raciocínio discursivo.

Acredita-se que a intuição possa ser considerada como uma espécie de inteligência superior, que parte de todo acúmulo de conhecimento que o espírito tem, ainda que não tenhamos consciência deles. É uma manifestação do nosso inconsciente que é o espelho de uma  inteligência superior que habita em nós. Por isso, ultrapassa os limites da razão.

Pode-se chamar de mediunidade,  uma espécie de inspiração que os espíritos nos dão, captada psiquicamente, muitas vezes sem que o indivíduo note. É algo que deveria ser utilizado com mais frequência, mas, na maioria das vezes, não acontece. Quem já ouviu falar sobre intuição de pai e mãe sobre não sair com fulano, ou ir para algum lugar. A intuição é algo muito útil, utilizada com sabedoria por ser um excelente auxílio para sí mesmo e quem está ao seu redor.

Se soubéssemos utilizar a intuição poderíamos resolver muitos problemas que nos afligem no dia-a-dia. O problema é que, geralmente, queremos e pedimos ajuda espiritual em uma situção de aflição, e dessa forma, não conseguimos captar ou entender a inspiração com clareza.

No livro O Despertar da Intuição – Desenvolvendo o seu Sexto Sentido, do escritor e médium americano, James Van Praagh, ele explica que “intuição é uma sensação de saber, e isso vem de dentro. Essa sensação é espontânea, não é racional. Se você se esforçar muito para usar sua intuição, impedirá o processo. Em outras palavras: intuição não é uma coisa que você possa fazer acontecer. Ela simplesmente acontece. Você pode aprender a perceber quando ela ocorre. A intuição acontece quando nossas mentes estão relaxadas e não concentradas em um determinada tarefa”.

É preciso estar com a  mente tranquila e aberta e positiva para que se possa ter a intuição. Caso contrário, nossa sintonia estará vibrando em baixa frequência, sendo assim, a única intuição que receberemos é da espiritualidade das trevas ou de quem nos queira prejudicar.

A intuição é uma ferramenta fantástica, tanto que escritores, compositores, pintores e outros artistas, somente conseguem exercer sua arte em lugares onde há tranquilidade e que possam trabalhar aproveitando sua intuição da melhor maneira possível.

Mas, como saber se a intuição é fruto da inspiração de um espírito ou de nossa própria mente?

Van Praagh escreve que “para fazer contato com esse tipo de conhecimento, é preciso começar estabelecendo um relacionamento íntimo com você. Quanto mais compreender suas próprias razões, idéias e crenças, mais fácil se tornará separar o que é seu daquilo que é dos espíritos”.

Lembrando que intuição e inspiração são completamente diferentes.

Inspiração: “A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos” (Ceara dos Médiuns, “Faixas”, EMMANUEL. F.C. Xavier, FEB – 4ª edição, pg. 125, discorrendo sobre o capítulo “Evocações” do O Livro dos Médiuns).

Intuição: Dentre as várias abordagens do Livro dos Espíritos sobre a intuição, há um trecho muito interessante na questão nº 415, quando Kardec pergunta aos Espíritos qual a utilidade das visitas feitas durante o sono, se não nos lembramos sempre delas: “De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas ideias que vos vem espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São ideias que adquiristes nessas confabulações”.

Concluindo, a intuição é o conjunto de conhecimentos adquiridos o pelas experiências obtidas, que lhe aflora à mente espontaneamente, sem necessidade de ninguém lhe transmitir nada, pois estes conhecimentos pertencem ao seu universo peculiar e subjetivo de conhecimentos.

Fonte: Guia Heu e RC Espiritismo

 

Por Mariana Fridman

Jornalista e Produtora da Rádio Boa Nova

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