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“A felicidade não entra em portas trancadas.” Emmanuel

Editorial

O importante é ser bom e não ser feliz

Enviado em 20 de abril de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

Como assim? Como entender esta expressão: o importante é ser bom e não ser feliz? Você tendo esta prática de ser bom, automaticamente será feliz.

Acompanhe esta história que está na obra de Masaharu Taniguchi, O livro dos Jovens:

“No volume “Vida” do livro (A Verdade da Vida), eu contei a história de um príncipe que vivia tristonho, apesar de ter tudo para ser feliz. Muito preocupado com isso, o rei – seu pai – fez um aviso público, oferecendo como prêmio uma elevada soma a quem conseguisse descobrir uma maneira de tornar feliz o príncipe. Dias depois, apareceu um mago, o qual apresentou ao príncipe uma folha de papel em branco, dizendo que ali estava o segredo. Quando o príncipe quis ler o que havia no papel e levou-o para perto da lareira, o calor do fogo fez aparecer na folha em branco a seguinte frase: “fazer o bem a alguém, pelo menos uma vez por dia”.

Realmente, essa frase encerra o segredo da felicidade e também do sucesso. Mesmo que vivamos cercados de conforto, não conseguiremos nos sentir realmente felizes se não contribuirmos com um pouco para a felicidade dos outros. Quaisquer que sejam os nossos empreendimentos, não chegaremos ao verdadeiro êxito se não nos preocuparmos em oferecer serviços que tragam benefícios aos outros. Vemos, pois, que tudo neste mundo é regido pela lei que diz: “Aquele que dá, receberá”.

A prática do fazer o bem, nos transfere o sentimento de felicidade, e não uma felicidade vazia. Como aquela felicidade material. Que quando se concretiza não tem continuação. Aquela que se esvazia no tempo. Vamos citar exemplos: quando queremos muito aquele carro, aquela casa, determinada jóia ou roupa, sentimos grande entusiasmo no momento da conquista, mas é algo passageiro. Logo ao conseguirmos, aquilo parece não ter graça, assim é a felicidade egoísta. Aquela que favorece somente a nós próprios. Por isso, a importância de fazer o bem e ser bom, isto sim, nos traz a felicidade, nos torna felizes de fato.

A autora Helena Carvalho na obra “Espiritismo: medo ou preconceito?” nos explica o seguinte sobre o esforço para o bem:

“Esperamos primeiro o advento de boas chances para somente então efetuar nossos esforços rumo à evolução no setor do espírito é desconhecer os naturais entraves perante o que debate o homem, quando se observa as suas maiores necessidades de espiritualização. Nós somos o que de nós fazemos. Assassinos, se nos deixarmos arrastar pelo crime. E virtuosos, se fizermos esforços gigantescos no cultivo da virtude.
Ser maldoso é mais fácil do que ser honesto e bom. Porque aderir ao mal não exige grandes esforços. É só deixar-se levar pelos exemplos negativos e endividar-se, cada vez mais, perante as Leis de Deus. Contudo, ser bom é extremamente difícil, uma vez que para endereçar-se no caminho do Bem, o homem não deverá basear-se nos exemplos e no proceder da coletividade que, de maneira geral, age apenas de conformidade com o Bem, aparentando e demonstrando-se exteriormente como pessoas boas”.

Será que você tem tido uma vida sem disciplina, envolta em seus próprios interesses egoísticos, deixando de ser bom, passando por cima de tudo e de todos na busca pela felicidade passageira terrena? Pare, reflita, refaça o caminho. Lembre-se sempre de que o único caminho para sermos realmente felizes é conquistando a justiça.

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. (Matheus 5,5)

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