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Editorial

O Livro dos Espíritos: Primeira Obra da Codificação

Enviado em 2 de outubro de 2016 | Publicado por Elen Alarça

O Livro dos Espíritos é o primeiro livro da codificação. Com ele surge no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada na noite de 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13 e esgotou-se rapidamente.

Galérie d’0rléans, local onde estava localizada a Livraria Dentu

Galérie d’0rléans, local onde estava localizada a Livraria Dentu

Naquela noite na casa do professor Rivail, segundo nos relata Canuto Abreu (pesquisador espírita brasileiro que teve acesso a documentos de Kardec), Kardec escreveu em seu caderno de memórias o seguinte relato:

“Mais de cem exemplares de “O Livro dos Espíritos” já se foram neste primeiro dia, doados ou vendidos. Cada volume será um grão de vida nova lançado ao coração de um homem velho. Se algumas sementes caírem em corações maduros haverá, por certo, gloriosas ressurreições. Mil e duzentas sementes da Verdade serão lançadas no terreno da opinião. Se uma só frondejar, nosso esforço não terá sido em vão.”

A maneira com que o livro foi escrito é realmente fantástica. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fazia as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, por meio de psicografia indireta, através de cestos de vime.

As médiuns que serviram de instrumentos neste trabalho foram inicialmente as jovens: Caroline e Julie Boudin (respectivamente, com 16 e 14 anos), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (com 18 anos) e Ermance Dufaux (14 anos).

Ocorria da seguinte forma: as médiuns colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa.

Antes da publicação da obra, o Espírito da Verdade realizou a revisão do livro através da mediunidade da médium Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas:

 “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.

Segundo Herculano Pires, o trabalho de realização da obra é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra.

Um fato curioso e que divulgou bastante a obra é o episódio que ficou conhecido como “O Auto de Fé de Barcelona”, ocorrido em setembro de 1861 quando o Sr. Lachâtre, amigo de Allan Kardec que residia em Barcelona, encomendou 300 volumes das obras espíritas, dentre as quais O Livro dos Espíritos. Ao chegarem, os livros foram apreendidos pelo bispo local e queimados.      Quatro anos após o acontecimento, a Igreja Católica incluiu a obra no “Index Librorum Prohibitorum” – o catálogo das obras cuja leitura é vedada aos seus fiéis.

No Brasil o livro demorou para chegar. Os que tinham acesso às obras de Allan Kardec eram geralmente intelectuais que conheciam o idioma francês, os quais percebiam a necessidade urgente de se traduzirem as obras de Kardec para o português, de modo que o Espiritismo pudesse chegar ao conhecimento e estudo por parte de todos, sem distinções.

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