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Editorial

Problemas Emocionais Herdados dos pais

Enviado em 17 de fevereiro de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

problemas emocionais foto.jpgConstantemente, somos invadidos por uma série de sentimentos e problemas emocionais que nos abalam. Mas como lidar com estas dificuldades? O que determina a nossa personalidade? Ela, nada mais é do que a soma da influência de três fatores: genética, o ambiente em que se vive e você mesmo.

Boa parte dos nossos conflitos emocionais como rejeição, depressão, ansiedade, baixa autoestima, insegurança, vícios estão de certa forma vinculados aos nossos pais ou até mesmo avós.

Sabemos que a primeira é a biológica. Quando somos gerados, os componentes genéticos de cada um de nossos pais combinaram-se para formar a nossa estrutura genética. Em nossos cromossomos, vieram impressas as nossas características físicas. O que vai determinar se você terá olhos castanhos ou verdes, cabelos lisos ou enrolados. Se vai ter uma estatura alta ou baixa. Isso é o que chamamos de herança biológica.

A segunda das heranças é a psicológica. Por isso, a importância que se verifica no desenvolvimento positivo da personalidade infantil já é algo que se reconhece há muito tempo. Usualmente, aplica-se frases que nos esclarecem sobre a importância dos pais promoverem um bom ambiente para o crescimento emocional de seus filhos, como por exemplo, “Tal pai, tal filho”, Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”, ou ainda “É de família”. Inúmeros pesquisadores trouxeram compreensão e a importância dos primeiros anos para um ajustamento posterior.

Em o O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, no capítulo VIII nos traz o seguinte aspecto da importância da educação dos filhos nos primeiros anos de vida:

“A partir do nascimento, suas ideias retomam gradualmente impulso, à medida que se desenvolvem os órgãos; de onde se pode dizer que, durante os primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, porque as ideias que formam o fundo do seu caráter estão ainda adormecidas.

Durante o tempo em que seus instintos dormitam, ele é mais flexível e, por isso mesmo, mais acessível às impressões que podem modificar sua natureza e fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa imposta aos pais.
O Espírito reveste, pois, por um tempo, a túnica da inocência, e Jesus está com a verdade quando, malgrado a anterioridade da alma, toma a criança por emblema da pureza e da simplicidade”.

Se crescer em um ambiente conturbado, com pais sempre se agredindo fisicamente e moralmente as chances desta criança cercar-se de insegurança, incerteza, medo, ódio e outras coisas ruins, as chances são relativamente altas. Ao contrário, se esta criança usufrui de um lar harmonioso, onde os pais se amam, se respeitam e também a seus filhos, isso refletirá e será uma grande base para o ajustamento emocional dos filhos no futuro.

Allan Kardec em o O Evangelho Segundo o Espiritismo nos recomenda o seguinte:

“Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não combateram suas más tendências no princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram de se desenvolver neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade que secam o coração; depois, mais tarde, recolhendo o que semearam, se espantam e se afligem da sua falta de respeito e ingratidão”.

Sendo assim, se nossos pais nos influenciaram biologicamente, e ainda psicologicamente, por que não poderiam nos ter influenciado também espiritualmente? Os pais têm autoridade espiritual sobre os filhos. Eles deixam para os filhos heranças morais, culturais, comportamentais e de certa forma espirituais.

Na obra A Espiritualidade e o Bebês destaca o tanto que o ambiente familiar reflete desde a mais tenra idade:

“Os pais que são desequilibrados, ou famílias desequilibradas, podem atrair o que para dentro de suas casas? O que pode sentir um bebê em um ambiente assim instável?

Os bebês têm uma sensibilidade incrível, eles escutam e percebem o que nós, adultos, não conseguimos nem imaginar. Uma casa onde reside a família é o nosso lar e ele deve ser resguardado e tratado como o nosso refúgio celestial. Nosso lar, deve ser imantado e protegido pela luz divina dos nossos mentores. O Evangelho no Lar deve ser praticado por todos os membros da família, é um eficiente instrumento de prevenção contra os malefícios do baixo-astral”.

Vamos eliminar tudo aquilo que não for positivo de nosso dia-a-dia, para que não reflita na nossa geração futura. E praticar a gratidão aos nossos pais e avós sempre que possível.

E dar suporte para os nossos filhos, não só materialmente, mas principalmente espiritualmente. Leve o seu filho desde cedo para a Evangelização Infantil, faça o Evangelho no Lar, pratique boas ações. Assim, as chances de seu filho tornar-se um adulto emocionalmente saudável serão garantidas.

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