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Editorial

Projeto de lei quer permitir caça de animais selvagens no Brasil

Enviado em 19 de março de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Montagem com animaisExistem projetos de lei que apresentam ideias infelizes e absurdas mas que infelizmente podem ser aprovadas, por exemplo, um projeto que diz respeito a regulamentação da caça de animais, que é proibida deste 1967 em todo o território nacional, vem despertando a raiva dos ambientalistas.

De acordo com o projeto, esta prática seria permitida em várias situações para caçadores registrados junto às autoridades ambientais. O texto prevê ainda, o abate de animais que ameacem a produção agropecuária. Ponto este que, para as entidades ambientalistas abriria espaço para a caça de animais ameaçados de extinção, por exemplo, a onça-pintada.

E ainda, este projeto pretende deixar ainda mais severas as multas e prisões para aqueles que forem pegos caçando de maneira irregular.

O projeto precisa ser aprovado na Comissão do Meio Ambiente da Câmara e por mais duas sessões antes de seguir para o plenário.

No Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona os benfeitores sobre o “direito” dos homens no que diz respeito a destruição dos animais.

No seu estado atual, o homem tem direito ilimitado de destruição sobre os animais?

Resposta: Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso jamais foi um direito.

Ou seja, a chamada “caça esportiva, por exemplo, pode ser considerada uma violação de Deus, já que os caçadores matam por prazer.

Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos. (questão 735, de O Livro dos Espíritos)

E o que dizem os espíritos a respeito do excesso?

Os povos que levam ao excesso o escrúpulo no tocante à destruição dos animais têm mérito especial?

Reposta: É um excesso, num sentimento que em si mesmo é louvável, mas que se torna abusivo e cujo mérito acaba neutralizado por abusos de toda espécie Eles têm mais temor supersticioso do que verdadeira bondade. (questão 736)

Já em relação a alma dos animais, a doutrina espírita nos esclarece que os animais possuem uma inteligência que acaba permitindo a liberdade de ação, com isso, existe um princípio de matéria que sobrevive ao corpo, que pode ser considerado uma alma.

A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?

Resposta Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.

A partir desta afirmação pode-se perguntar: O que acontece com o animal após sua morte? Allan Kardec, na questão 600, de O Livro dos Espíritos, indaga:

A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?

Resposta: Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo.  Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.

Como possuem alma, os animais sentem dor, alegria e prazer. Chico Xavier, no livro Emmanuel, nos esclarece:

“Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com qualidades inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo. O homem está para o animal simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. O sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado e muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades, exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo ao próximo, as faculdades de imitação, o gosto da beleza”.

Temos um importante papel diante os nossos irmão animais, já que possuímos uma inteligência especial, permitindo assim pensarmos no futuro, na percepção das coisas e no conhecimento de Deus. Por isso, não mate ou maltrate os animais, já que a nação é julgada por seus atos.

“A grandeza de uma nação e seu progresso moral, podem ser julgados pela forma como os animais são tratados”, Mahatma Gandhi

Fontes: Correio Espírita | Artigos Espíritas – Jorge Hessen | Folha de São Paulo

 

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Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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