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Editorial

Será que o carma realmente existe?

Enviado em 29 de junho de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Temos o costume de tudo que acontece de ruim dizer “tenho que aguentar pois este é meu carma”. Nem todo carma é destino, há uma grande diferença entre ambos.

O carma: As primeiras noções da lei de causa e efeito, segundo a qual a cada ação corresponderá, no plano moral ou físico, uma reação, revelando as causas do destino do destino do homem. Peso do destino que uma pessoa carrega (grifo nosso). Esse termo karma ou carma, é utilizado principalmente na religião Hinduista e Budista, que expressa o conjunto de ações do homem e suas consequências.

Destino – encadeamento de fatos determinados por leis necessárias ou fatais. Fatalidade. Fado. Sorte.

Todo carma é um peso, de acordo com a maioria das pessoas. Mas será que Deus colocaria sofrimento ou dor no plano reencarnatório de todos?

Na pergunta nº 132 do Livro dos Espíritos, Kardec questiona sobre qual seria o objetivo da encarnação? A resposta cristalina é : “- A lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de faze-los chegar à perfeição …”. Em nenhum momento aparece a palavra sofrimento, fado, dor, ou qualquer outro termo, que signifique “FATALIDADE”.

O livre arbítrio de cada um define o que cada indivíduo irá passar em seu destino. As pessoas têm o costume de confundir carma com a lei de causa e efeito.

Kardec pergunta aos espíritos, na questão nº 851 do Livro dos Espíritos:” Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme o sentido que se dá a essa palavra, ou seja, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, como fica o livre-arbítrio? – A fatalidade existe apenas na escolha que o Espírito faz ao encarnar e suportar esta ou aquela prova. E da escolha resulta uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição  que ele próprio escolheu e em que se acha. Falo das provas de natureza física,porque,  quanto às de natureza moral e às tentações, o Espírito, ao conservar seu livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor para ceder ou resistir …”.

O que os espíritos explicam nada mais mais é do que “você só colhe o que plantou”. Nada mais justo do que ter o livre arbítrio para escolher seus próprios caminhos e desfrutar de suas escolhas. As pessoas não encarnam para serem infelizes, e sim para adquirirem experiências e evolução.

No espiritismo todo ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as conseqüências boas ou ruim de suas encarnações anteriores. Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra “karma” ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada no meio espírita, para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venha a encontrar.

Fonte: Harmonia Espíritual e Site Nosso Lar

Por Mariana Fridman

Jornalista e Produtora da Rádio Boa Nova

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