QUER RECEBER NOSSAS NOTÍCIAS EXCLUSIVAS?

“Antes de tudo precisamos entender que nada sabemos. Então, estaremos conscientes de nossa ignorância e capazes de aprender.” Centenário de J. Herculano Pires

Editorial

Amigos “imaginários”. Será?

Enviado em 19 de abril de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Crianças brincando na árvoreA fase da infância é uma época de construção, aprendizado e descobertas. Desde a concepção do bebê  já se inicia o processo de união, do espírito com o corpo físico, acontece um laço fluídico, que com o tempo vai se fortalecendo cada vez mais.

Muitas crianças, desde pequenas, apresentam habilidade mediúnica, só lembrando que: mediunidade não quer dizer que o indivíduo é mais evoluído do que outro, isso independe de caráter ou honestidade. A mediunidade infantil é um assunto que tem sido abordado há anos, retrata justamente a mediunidade infantil. Dois personagens faziam contato e conseguiam ver a mãe, já desencarnada, frequentemente.

Também teve o filme O Sexto Sentido, um clássico do cinema, onde o protagonista dizia conversar com os desencarnados frequentemente. Os espíritos costumavam procurá-lo para pedir ajuda em assuntos mal resolvidas e pendências.

Apesar de histórias fictícias a mediunidade infantil é real , sendo  comum escutar histórias de crianças que possuem “amigos imaginários”. Há relatos de que o próprio Chico Xavier tinha contato com a mãe, desencarnada, quando sua madrinha lhe maltratava. Divaldo Franco também conta que começou a ver espíritos quando criança, como o de sua avó aos 4 anos e também o espírito de um dia, que chamava Jaguaruçu.

 

“Jaguaruçu me apareceu quando eu contava cinco anos e se apresentava com a mesma idade que eu. À medida que eu crescia, ele também. Brincávamos, corríamos e conversávamos muito, a ponto de os meus familiares ficarem estranhando eu conversar, sorrir e correr sozinho. Eu lhes falava, mas só minha mãe acreditava. Quando eu completei doze anos, ele me disse que iria preparar-se para reencarnar, o que me causou uma grande dor e um susto, por identificar que ele não era uma criança física. Posteriormente, quando eu comecei a exercer a mediunidade com a consciência doutrinária, ele se comunicou várias vezes em nossas reuniões até 1949, quando anunciou que iria reencarnar. Eu o reencontrei na sua nova jornada e nos identificamos muito. Ele viveu 38 anos e já desencarnou, continuando a aparecer-me, porém, agora com as características da existência recentemente encerrada”. Relata Divaldo.

Até que idade uma criança poderia apresentar a mediunidade de forma espontânea? Richard Simonetti,  comunicador da Rádio Boa Nova explica, “até os sete anos, antes que complete o processo reencarnatório, o espírito conserva algumas percepções espirituais e pode ter experiências de contato com o Além, sem que seja propriamente um médium. Essa sensibilidade tende a desaparecer e vai ressurgir na adolescência, se ela realmente tiver mediunidade”.

 

E como saber se a criança é realmente médium ou se o que ela narra é fruto de sua imaginação?

 

Simonetti esclarece que “em princípio, é difícil definir. O melhor é não interferir, tratando com naturalidade a criança. A tendência é o fenômeno desaparecer, quer porque a criança se desinteressou em relação ao amigo imaginário, quer por que perdeu o contato com ele, a partir da consolidação reencarnatória”.

Não é sempre que uma criança médium tem visão de coisas boas, como um ente querido ou um amigo espiritual. Há casos de crianças que veem espíritos que eram desafetos, ou deixaram alguma pendência.

É importante ressaltar, principalmente para os pais, que em casos do filho estar vendo algum espírito, de algum familiar, ou alguém que ele diz ser seu “amigo”, leva-lo a um centro espírito irá auxiliá-lo a entender e trabalhar melhor sua mediunidade. Os pais não devem estimular a mediunidade da criança, e nem valorizar demais, pois muitas vezes os filhos podem não entender com clareza o que é a mediunidade e podem desenvolver problemas.
Acompanhe as atitudes e mudanças de comportamento das crianças, não se assuste se o seu filho aparecer com algum amiguinho imaginário, é mais comum do que se imagina. O importante mesmo é ele ter um acompanhamento dos pais e ter um apoio de um centro espírita, por exemplo.

Fonte: O Blog dos Espíritas

 

Por Mariana Fridman

Produtora e jornalista da Rádio Boa Nova

Deixe seu comentário: