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Editorial

Transtorno Bipolar

Enviado em 14 de abril de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

O espírito endividado, após praticar atos ignóbeis (desprezível, repugnante) acaba gerando inimigos, e esses inimigos porque não se reencarnaram veio cobrar aqueles que eles maltrataram, os males que eles fizeram, gerando o triste capítulo das obsessões. Então nós temos no transtorno bipolar, o fenômeno fisiológico, o transtorno psicológico e o desequilíbrio obsessessivo. Qual é a terapêutica: procurar o especialista e procurar uma terapia espírita, é assim que o médium e orador Divaldo Franco define o transtorno bipolar.

Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XXVIII vem reforçar o que Divaldo Franco esclarece:

“A obsessão é quase sempre o resultado de uma vingança exercida por um Espírito, e que, o mais frequentemente, tem sua origem nas relações que o obsidiado teve com ele numa precedente existência.
Nos casos de obsessão grave o obsidiado está como envolvido e impregnado de um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que é preciso desembaraçá-lo; ora, um mau fluido não pode ser repelido por um mau fluido. Por uma ação idêntica à do médium curador nos casos de doenças, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor que produza, de alguma sorte, o efeito de um reativo. Essa é a ação mecânica, mas que não basta; é preciso também, e sobretudo agir sobre o ser inteligente com o qual é preciso ter o direito de falar com autoridade, e essa autoridade não é dada senão pela superioridade moral; quanto mais esta é grande, maior é a autoridade”.

O transtorno afetivo bipolar, classificado no CID 10 (Classificação Internacional das Doenças) como F 31, é um distúrbio afetivo, caracterizado por dois ou mais episódios nos quais o humor é o nível de afetividade da pessoa estão prejudicados. Em alguns momentos há uma elevação do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outros momentos há um rebaixamento do humor e de redução da energia e da atividade (depressão), explicou a Dra. Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira, Psicóloga clínica há 17 anos.

Transtorno bipolar, ou a bipolaridade é um transtorno moderno

Muito se fala sobre o transtorno bipolar, como sendo um transtorno dos tempos modernos. Mas a psicóloga Sirlândia esclarece que na verdade há evidência de pessoas com os sintomas do transtorno bipolar desde a Grécia antiga, mas apesar de “antiga” essa doença ainda é conhecida como um mal no mundo moderno. “Provavelmente porque as condições do mundo moderno são consideradas significativas para desencadear os sintomas”, ensinou Sirlândia.

Características do paciente com bipolaridade

Para a psicóloga, o transtorno bipolar também conhecido como transtorno maníaco depressivo, pode apresentar os seguintes sintomas:
Uma pessoa com transtorno bipolar sofre alterações de humor, desde mania até depressão, com períodos de “normalidade” entre esses ciclos. A duração desses ciclos varia desde alguns dias até vários meses e eles podem ocorrer sem aviso.
Durante a fase de mania, a pessoa pode sofrer dos seguintes sintomas:
“Sentir-se muito bem e ter muita energia;
Parecer falar e pensar rapidamente;
Expor muitas ideias;
Pensar que é invencível;
Ter comportamentos imprudentes e ou perigosos para si e para outros ao seu redor;
Ter delírios de fama;
Acreditar que tem relacionamento especial com alguém famoso;
Sofrer de falta de sono;
Ser facilmente distraído e frequentemente irritável;
Durante a fase depressiva podem aparecer os seguintes sintomas:
Sentimento de falta de esperança;
Perda de interesse em outras pessoas e ou atividades usuais;
Sentimento de cansaço continuo;
Dormir mais que o comum ou ter insônia;
Queixa de dores inexplicáveis;
Problemas de concentração;
Risco de suicídio;

O que contribui para o agravamento do transtorno

Sirlândia chama atenção para os sintomas da doença. “Geralmente começam de forma gradual e tendem a variar em termos de gravidade durante o tempo. O quadro clínico tende a piorar quando se passa por situações estressantes. Os sintomas tanto da mania como da depressão causam sofrimento e afetam a qualidade de vida.
É comum, as pessoas com o transtorno resistirem para pedir ajuda por sentirem vergonha de sua condição. Porém não precisa se envergonhar, as pessoas não escolhem o que tem. O transtorno bipolar é uma condição de saúde como uma asma, um diabete e a pessoa não tem culpa de ter desenvolvido esta condição. Procurar ajuda o quanto antes é fundamental, pois sem tratamento é provável que os sintomas não melhorem e pode até piorar.

Tratamentos existentes

Os tratamentos são médicos e psicoterápicos. Além disso, a família e os amigos têm um papel fundamental no apoio ao paciente, sendo que em situações mais graves devem monitorar de perto quando existem indícios de pensamento suicida, destaca a psicóloga.

Cura para o Transtorno Bipolar

As perspectivas para o tratamento do transtorno bipolar são muito boas! As pessoas podem ter remissão completa dos sintomas ou pelo menos reduzi-los o suficiente par se desfrutar de uma boa qualidade de vida.
Para quem sofre com a doença a psicóloga Sirlândia orienta procurar levar um estilo de vida saudável e equilibrado, isso contribui para a remissão dos sintomas.

“Como já se sabe que o estresse piora os sintomas, é importante a pessoa identificar os eventos que lhe causam estresses para tentar controlar. Ciente disso, vale a penas verificar em quais atividades a pessoa se identifica para praticar, como por exemplo, técnicas de controle da respiração, de relaxamento por 30 minutos por dia, yoga e outras técnicas de aliviam o estresse. Adote hábitos alimentares saudáveis, iniciando o dia com um desjejum e faça pequenas refeições (frutas de preferência) ao longo do dia. Ficar muito tempo sem comer leva à baixa de açúcar no sangue, o que pode fazer a pessoa se sentir ansioso. Evite ao máximo álcool e nicotina. Exercite-se regularmente, siga as orientações médicas e não falte as sessões de psicoterapia”, recomenda Sirlândia.

Recomendação para o familiar do paciente com o transtorno

Segundo a psicóloga, normalmente a doença é considerada da família porque acaba afetando todos, principalmente quando o membro da família é o pai ou a mãe.

“Muitos terapeutas incluem a família no tratamento para que eles possam compreender e colaborar. A família pode colaborar ajudando a pessoa a procurar ajuda, ir junto na consulta e identificar os sintomas que aparecem, situações ou horários em que os sintomas ocorrem, como começou e como evoluíram os sintomas, presença de eventos desencadeantes, todas essas informações ajudam no tratamento da doença.
Acima de tudo, é necessário procurar sempre amor e compreensão, pois esses são alguns dos melhores remédios”, concluiu Sirlândia.

 

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com

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