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Editorial

A vida dos moradores de Rio Doce após a tragédia de Mariana

Enviado em 16 de junho de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

Um ano e sete meses após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, as pessoas ainda lutam para reconstruir as suas histórias destruídas juntas com a tragédia. Este acontecimento que marcou muitas vidas, ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, e foi considerado o maior crime ambiental da história brasileira.

E por conta disso resultou até em um documentário intitulado “Rio Doce, histórias de uma tragédia”, que teve sua estreia no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente, no Canal Futura, às 22h15.

Logo após terem conhecimento do rompimento da Barragem do Fundão, no dia 5 de novembro de 2015, os documentaristas Pedro Serra e Hermano Beaumont se prepararam às pressas. Dez dias após o mar de lama transbordar pela cidade de Mariana, em Minas Gerais, Serra e Beaumont chegaram ao local dos acontecimentos para contar as histórias das vítimas e iniciar o trabalho que resultaria no documentário.

Serra e Beaumont voltaram à região após seis meses para entender o impacto da tragédia na vida dos moradores. Ao percorrer os 500 quilômetros de extensão do rio, os diretores do documentário registraram que, além da destruição ambiental, o rompimento da Barragem do Fundão foi responsável por prejuízos irremediáveis às pessoas que construíram suas vidas nas proximidades do rio. “Pessoas que encontramos ao longo do Rio Doce perderam suas histórias, seus passados e tem agora um presente desprovido de qualquer sonho. E os seus futuros serão para sempre marcados por um evento do passado, o dia em que o rio virou um mar de lama”, afirmou Beaumont.

A gerente de conteúdo e mídias digitais do Canal Futura, Debora Garcia destaca que apresentar essa história é essencial para que a sociedade não se esqueça do que aconteceu em Mariana. “É preciso que toda a sociedade monitore de perto as consequências dessa tragédia, cobrando o poder público e das empresas envolvidas as soluções cabíveis.”

Em o Livro dos Espíritos, Allan Kardec nos mostra o seguinte:

“Deus, dando ao homem a necessidade de viver, sempre lhe forneceu os meios para isso?
-Sim, e se ele não os encontra é por falta de compreensão. Deus não podia dar ao homem a necessidade de viver sem lhe dar também os meios. É por isso que faz a terra produzir de maneira a fornecer o necessário a todos os seus habitantes, pois só o necessário é útil; o supérfluo jamais o é.
Por que a terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem?
É que o homem a negligencia, o ingrato, e no entanto ela é uma excelente mãe. Frequentemente ele acusa a Natureza pelas consequências da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário. Vede o árabe no deserto como encontra sempre do que viver, porque não cria necessidades fictícias. Mas quando metade dos produtos é esperdiçada na satisfação de fantasias, deve o homem se admirar de nada encontrar no dia seguinte e tem razão de se lastimar por se achar desprevenido quando chega o tempo de escassez? Na verdade eu vos digo que não é a Natureza a imprevidente, é o homem que não sabe regular-se”.

Em matéria publicada no Jornal Nacional mostra que a lama destruiu vilarejos e, agora, o mato cobre ruínas. Seu Moacir cultivava verduras e frutas com água do Rio Gualaxo, mas não confia mais na qualidade do que nasce lá.
“Até hoje não comi não. Não tenho coragem. Eles falam que é perigoso”, diz o lavrador Moacir Carneiro.
Seu Benjamin tem um sítio ao lado do Rio. “Tinha um punhado de peixe aqui nesse Rio aqui. Tem mais não”, comenta.

Mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério foram despejados nos rios e chegaram até o mar, no Espírito Santo.
Segundo o Ibama, as medidas adotadas pela Samarco para reduzir o impacto ambiental não foram suficientes.

Ele afirma que o que se esperava era que o evento estivesse definitivamente controlado. Não está. A cada chuva, o evento vai ser reavivado. E isso vai ficar bem claro com a cor da água”, afirma Marcelo Belizário, superintendente do Ibama.

A maior parte do rejeito de minério que desceu da barragem de Fundão se concentrou numa extensão de cem quilômetros, no leito e também nas margens dos rios. Em um ponto, dá para perceber com nitidez que a lama continua sendo trazida pela correnteza. O Rio Gualaxo encontra com o Rio do Carmo e dá para notar a diferença da cor da água.

É muito triste conferir que histórias como esta que chocaram toda uma cidade e regiões ao redor não tenha chegado a um fim mais positivo e com soluções plausíveis para que as pessoas possam viver com dignidade e sem receios de terem a saúde comprometida por conta da impureza da água e outros prejuízos trazidos pela tragédia.

 

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com | UOL | O Globo

Fonte do texto: http://super.abril.com.br/sociedade/tragedia-no-rio-doce/

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/05/tragedia-de-mariana-ainda-deixa-moradores-com-medo-da-agua.html

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2017/06/tragedia-esta-tao-presente-quanto-no-dia-em-que-barragem-estourou.html

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