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Educação x Escolarização x Espiritualidade

Enviado em 7 de fevereiro de 2017 | No programa: Juventude Maior | Escrito por Carolina Navajas | Publicado por Rádio Boa Nova

Aproveitando o clima de volta às aulas nada melhor do que refletirmos sobre a importância da educação na formação de um cidadão, integridade do indivíduo e evolução espiritual.

Sabe-se que neste ano entra em vigor as mudanças  propostas pelo Ministério de Educação, e melhor do que tentarmos prever as consequências podemos reconhecer a magnitude e complexidade do processo de educação do qual família, amigos e professores participam.

Num trecho de uma de suas palestras o filósofo Mario S. Cortella falou sobre o papel das escolas na educação e frisou que há diferença entre educar e escolarizar. As crianças passam muito mais tempo fora da sala de aula do que com os professores, desta maneira a escola acaba por se sobrecarregar de obrigações quando além da escolarização no pequeno espaço de tempo arca com a tarefa de educar os alunos. Com esta afirmação o Cortella conclui que a educação é o conjunto de várias partes com diferentes “obrigações”, e que o maior desafio da atualidade é o acordo entre as partes: hoje são os pais que perguntam aos professores o que eles podem fazer para ajudar na educação do filho.

No último sábado que, na companhia da Mari G, eu e meus irmãos discutimos sobre o filme “O clube do imperador” percebemos nitidamente esse conflito de limites entre a educação e escolarização que os professores enfrentam nas salas de aula. No filme o professor de história  “enfrenta” um aluno que desrespeita o ambiente escolar (que inclusive era extremamente rígido). Neste caso em particular o menino tinha praticamente total ausência do papel paterno em sua educação, e todos seus valores morais e éticos eram totalmente conturbados, o que atrapalhava sua escolarização.

Podemos concluir que as mudanças pelas quais o ensino no Brasil vai passar mudará o tempo que o jovem vai passar nas escolas e o que eles vão ver e fazer nela. Será que passar mais tempo longe da família, casa, amigos e fatores externos do cotidiano tornará o aluno um bom cidadão, ou vai prepara-lo para seus desafios da vida adulta? Talvez dividir as matérias entre obrigatórias e facultativas potencialize a escolarização, mas o ensino integral pode centralizar a educação em apenas uma de suas partes.

Por fim, partindo da visão da espiritualidade, sabemos que uma das coisas mais importantes para nossa evolução é o convívio e as experiencias. Assim, manter o equilíbrio entre as partes que o Cortella mencionou é essencial quando pretende-se evitar situações como a do filme. A família tem um papel muito importante de apresentar a realidade em que vivem para os filhos e educa-los de acordo com suas crenças e valores. Já a escola vem para suplementar a formação do individuo com a escolarização e convívio  em ambiente prospero para reconhecer as diferentes origens familiares dos alunos.

Vale ressalvar que não existem melhores ou piores famílias, mas sim diferentes realidades. E todas são importantes para aqueles que nelas vivem. Portanto, em meio as diferenças desenvolver a tolerância, alteridade e empatia é essencial para o convívio que tanto nos ajuda a elevar nossa espiritualidade.

 

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