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Efeitos Físicos, Jesus e a Codificação

Enviado em 29 de setembro de 2015 | No programa: Alma Querida | Escrito por Dora Martins | Publicado por Juliana Chagas

Jesus CristoEstávamos em direção a uma das paragens da Terra Santa, que provocaria a sensibilidade acanhada até no mais apático dos encarnados, quando nos pediram para fazer uma matéria sobre efeitos físicos. Logo refletimos: quantos fenômenos desta natureza ocorreram naqueles lugares pela potencialidade extraordinária de Jesus!

Fenômenos complexos e edificantes de tal profundeza, que foram ingenuamente denominados de “milagres”. O momento carecia destes precedentes. Sem duvida o mais esplendido e histórico deles ocorreu no Monte Tabor com a transfiguração do Rabi Nazareno.

As manifestações do Mestre atingiram ao menos três de seus fins: o primeiro para apresentar aos homens o poder de Deus, representado por aquele que seria Seu elo físico naquela região repleta de conflitos e distorções; o segundo, por se tratar de Jesus, essencialmente caritativo; e o terceiro, inevitavelmente para demonstrar à humanidade o poder que os homens são capazes de realizar, como ele mesmo nos dissera: Podeis fazer tudo que faço e muito mais”. Não à toa que iniciamos o tema por ele, nosso guia e modelo de elevada capacidade curadora, que dentre tantos casos conhecidos de curas, podemos exemplificar o cego de Betsaida , o paralítico de Cafarnaum  e o homem de mão seca   curado no sábado.

Passado o êxtase reflexivo, ao falar de efeitos físicos logo nos vem à mente o advento das mesas girantes em 1854, onde tudo começou.  Fenômeno que atraia curiosos e entretidos abastados com seus olhos arregalados e lábios a gargalhar nos salões luxuosos de Paris.  A partir deste evento, estimulado pelo amigo FortierKardec principiara uma maratona de investigações e pesquisas incansáveis.

Para ele, a princípio, constituía um fato admissível em razão de conhecer o magnetismo dos fluidos, capaz de atuar em corpos inertes, possibilitando tais movimentos. Porém, ao saber que a mobília respondia a estímulos, logo fora instado a descobrir que existia naquele fenômeno uma causa inteligente, o qual não estaria restrito ao domínio das ciências físicas. Passou assim a mergulhar em observações e experimentações, dando início ao que viria ser a preciosa obra da codificação, ou seja, a reestruturação, sistematização e didatização da preexistente mediunidade.

É sabido que a mediunidade precedeu a Doutrina Espirita, uma vez que se manifesta desde a existência do homem. Na Índia com seu Código Vedas, na China, Egito, Grécia, para não dizer das “vozes” da jovem Joanna Darc da França do século XIV, e claro, entre os primeiros cristãos registrados nos Atos dos Apóstolos.

Foram precisos 1857 anos para tomarmos conhecimento destes fenômenos inexplicáveis e elucidados pelos Espíritos. Através de Kardec nos fora revelado  uma mina inesgotável de questões mediúnicas e morais sistematizadas com o imperdível “ O Livro dos Espíritos”; o espetacular “ O Livro dos Médiuns”; o esclarecedor “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e os enriquecedores  “O céu e Inferno” e a “Genesis” . Joias inovadoras que propiciou-nos a compreender de forma inequívoca, os ensinamentos crísticos e os efeitos físicos praticados na mais sublime forma  pelo Rabi da Galileia.

A mediunidade de efeitos físicos que nos cabe comentar é manifestada em médiuns dotados de condições especiais para doação de fluidos, conhecido também por ectoplasma. São doados de forma instantânea e sem controle. Geralmente sequer percebem que estão doando.  O fluido que atua no plano espiritual oferece condições para que os Espíritos se manifestem na matéria. Esta é uma visão simplista para compreensão basilar dos efeitos físicos.

Dentre os fenômenos físicos, como os da aparição, transporte, transfiguração, bilocação, bicorporiedade, a tiptologia (linguagem das pancadas), sematologia (linguagem dos sinais), pneumatofonia (voz direta), fenômenos de ectoplasmia, etc ,o mais sublime é o da cura. Um simples toque. Um simples olhar. Um gesto. Nenhuma medicação. Para operar esta ação curadora, são necessários os fluidos (do médium e da natureza) somados aos do Espírito que intervém, e o merecimento do enfermo, segundo a Lei do retorno.

Esclarece Kardec que, sem os médiuns de efeitos físicos, estes fenômenos não seriam possíveis. Quando permitem sua utilização, de modo que nossa capacidade não alcança a razão, é para despertar algo que deve ser avaliado em nós.  Por outro lado, os físicos produzidos para alimentar curiosidade, não mais se prestarão como mecanismo de alimentação à cegueira dos incautos e satisfação de olhos céticos. Sua atuação atenderá somente a propósitos edificantes dos Espíritos Elevados. Ainda estamos neste processo, basta notar o interesse que fatos desta natureza -sem nenhum proveito- ainda despertam. Chegará a hora em que não precisará de nenhum precedente para despertar os “Tomes” da vida, a atenderem ao inevitável chamamento crístico: “Conhecereis a verdade e ela te libertará”. 

Fundamental é a conscientização do uso da mediunidade nata de cada um, de modo que as condutas e escolhas possibilitem aos Mentores e amigos espirituais permanecerem a maior de nossa rápida passagem  em nossa companhia. Não olvidando que, ora estaremos na plateia da erraticidade vibrando por um querido, ora no palco da vida atuando, não raramente, ao lado de nossos “ pseudos”  oponentes , que igualmente variarão de posições –  e dependerá de nós  reatar a relação, ou transformá-los em novos amigos.

Que as águas da Galileia possam banhar cada leitor com a paz e o amor de Jesus.

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