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Equilíbrio Espiritual – uma relação de gratidão para com o planeta

Enviado em 22 de abril de 2016 | No programa: Pensamento e Vida | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Juliana Chagas

Planeta Terra

Outro dia me deparei com este pugilo de palavras que sumariza centenas de anos de sabedoria:

“Ecologia e espiritualidade estão fundamentalmente conexionadas, porquanto, a profunda consciência ecológica nada mais é, em síntese, do que consciência espiritual…”

O silogismo exíguo abre espaço – cria o ensejo de compreensão – para se ver com a devida clareza a relação existente entre a busca por equilíbrio espiritual e o sentimento de gratidão para com nossa casa comum – o nosso planeta Terra.

Iniciemos por pensar criticamente a expressão que acabamos de utilizar: “nossa casa comum – o nosso planeta Terra”.

Você já teve algum dia a curiosidade de se indagar acerca do significado deste possessivo, nosso/nossa?

Ora, diz respeito ao que é meu. E se é meu, uso, como, quando e quanto eu queira.

Isso. É exatamente neste sentido que estamos usando e abusando de “nosso” planeta Terra.

Nem é preciso repetir aqui o que todos já sabem. Que os recursos de que dispomos, a torto e a direito, não são inesgotáveis, tal e coisa, coisa e tal.

O caminho da humanidade sobre “nosso” orbe é semelhante ao de um cardíaco que mesmo sabendo ser imperioso evitar, a todo custo, alimentos pesados e gordurosos – se repleta deles – ou ao de um diabético que diariamente consome altas quantidades de açúcares.

Também li em outro lugar que: lo que cambia nuestro planeta es la consciência y lo que crea la conciência es la educación.

O estado da arte indica necessidade premente de mudança.

A transformação para ser efetiva tem de ser radical.

Então, perguntamos: se é preciso que a mutação atinja as raízes da humanidade por onde se deverá começar? – Pelo lado de dentro. O indivíduo terá de aprender a atravessar o que Erich Fromm chamou de “estrutura de propriedade da existência”.

Mas, como vencer o egoísmo? – Habituando-nos cada dia a abandonar o “nosso”, o “meu” e a abraçar o Ser.

Existir para Ser plenifica nosso coração de alegria – uma vez que este modo de existência aproxima da paz.

É porque quanto mais o homem se ontologiza – mais se equilibra no caminho da vida rumo à plena consciência espiritual que lhe abre a perspectiva do respeito e da gratidão para com o planeta azul.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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